quarta-feira, outubro 05, 2016

Esquecer (aprender a)

Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente


Leve vem a onda leve 
Que me ensina  a adormecer,
Ó onda leve, onda leve 
Antes me ensina a esquecer.


Var:
Leve vem a onda breve 
Que se estende a adormecer, 
Breve vem a onda leve 
Que nos ensina a esquecer.

Fernando Pessoa, Quadras e outros cantares

segunda-feira, outubro 03, 2016

«São Rugas, senhor, são rugas»


Recorte da Legenda do «P3»: DAQUI

«Fotografar um rosto bonito é fotografar um rosto bonito, mas fotografar um rosto com rugas é fotografar uma história.” Esta foi a frase proferida por Arlindo Rotundo, pai de Leonardo Vilela, que deu origem ao projecto "Traços e Rugas", [...]

sábado, outubro 01, 2016

«o Amor não escolhe idades»

- até sensivelmente 2008, 9, durante mais de 3 décadas «comuns», era a General Z que trazia as Narrativas para Casa - tantas, tantas eram as «Lds» ... - daí para cá, é J. que tenta fazer «render o seu (pouco) Peixe»

- como a que se segue, de terça ou quarta

- ia J. pelo Grande Corredor, quando Aleluia, Ar Feliz,  se lhe dirigiu:

A: - Olha para mim, não vês nada de diferente?
- [...] (via a esguia Figura do costume)
A:- (mostrando a pequena proeminência) - Estou G. de 5 meses!
- [...] «parabéns» (e etc.)
A: - Sabes quem é o pai?
- [...] (J. quer lá saber de tais coisas ou faz lá perguntas dessas...)
A: - Queres saber?
- [...]
A: - É Fulano. Casámos e tudo. Pronto.
- [...] (J. lá superou o espanto...) - («e  o resto não se diz...»)
A: - Vão ser cinco homens lá em casa, sabes... (e lá detalhou a contagem)
- «Força, Aleluia, não os deixes ...» ( « e o resto não se diz...»

Quanto à General, gostou da História - é das Verdadeiras, não tem ficção - (Será?)

quarta-feira, agosto 24, 2016

«... para além da curva da estrada (... como um ruído de chocalhos»)


Com  verso de Caeiro, evocação de Infância, de J. Monginho, no Alentejo [num «dossiê» do J. L., intitulado «Memórias de outros verões»]

Recorte inicial:

“O dia começava ao pôr-do-sol, com os chocalhos das ovelhas. Escuta, lá soam eles, dizia a tia Chica, cansada de pressentir todos os sons da aldeia; feliz por, durante esses dias, os ouvir através dos ouvidos curiosos da sobrinha.
A gaiata saltava da minúscula cadeira encarnada e corria a assomar ao portão, nas traseiras da Casa. Se fosse hoje, pensa ela, teria fotografado cada segundo dessa espera impaciente: a cauda da estrada, lá em cima, iluminada como a de um cometa pachorrento, um cometa alentejano, terreno, seguindo o aroma do pão; depois o novelo, tão distante que parecia impossível desdobar-se até chegar, fio por fio, balido por balido, aos olhos esbugalhados da gaiata. O canito à frente, treque-treque, língua de fora, esbaforido. Atrás o pastor, quase tão alto como o depósito da água, que, ao passar por nós, levava os dedos ao boné e ciciava boa tarde. Boa tarde, ti Lucas.
Já não via desaparecer o rebanho na outra ponta da estrada, a que dava para o Desvio, assim chamavam os aldenovenses ao cruzamento que os levaria a Beja, a Espanha ou a Lisboa. Os ouvidos já escutavam outra música, a que vinha da venda mesmo em frente, as vozes dos homens amparadas umas às outras, um queixume plural, mudado em cante. Às vezes falo comigo e digo triste sorte que é a minha. A mãe dava-lhe as moedas e mandava-a à venda por uma laranjada. Lá dentro fazia escuro, mal se distinguiam os homens por baixo dos chapéus, quanto mais as gargantas. De onde sairia o cante? Ali se demorava, a ver se descobria, esfregando as mãos na garrafa fresquinha. [...]


«Como um ruído de chocalhos para além da curva da estrada», Julieta Monginho, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, n.º 1197, 17–08–2016, p. 8

segunda-feira, agosto 22, 2016

Helen - a «Mulher-Açor»

[segunda, pelas 11 e 20...; ao balcão do F., da «histórica» Dona I...; Recorte que estava a ser lido, quando tocou o CEL, para a General Z, com a Dona M. D., de Évora, ...]

A minha visão turva-se. Transportamos as vidas que imaginamos tal como transportamos as vidas que temos e, por vezes, fazemos o cômputo de todas as vidas que perdemos. O almoço de verão recua. Não consigo recuperá-lo. Há nevoeiro que se infiltra, vindo do campo de râguebi que Prideaux percorria. Lufadas lentas e brancas. Há um silêncio na minha cabeça, mas vai-se tornando mais sonoro.  «Não sou uma espia», disse eu ao meu pai. «Sou historiadora.» Mas ao observar toda a gente à volta da mesa, os seus rostos fascinados com o meu açor, parece-me que já nem isso sou. Sou o Bobo, penso, entorpecida. Era uma investigadora, uma académica competente. Agora sou feita de retalhos. Já não sou a Helen. Sou a mulher-açor. A ave estraçalha a perna do coelho. Vespas descrevem círculos à volta dela, semelhantes a electrões. Pousam-lhe nos pés, no nariz, à procura dos restos de carne de coelho que vão levar para o seu ninho de papel em qualquer sótão de Cambridge das imediações. Mabel enxota-as com o bico e observa os seus abdómenes às listras amarelas e pretas a girarem no ar antes de se endireitarem e de voarem de novo direitas a ela. Este almoço de verão tem um ar profundamente irreal. Sombras de damasco e prata, uma fotogravura num álbum, qualquer coisa de Agatha Christie, de Evelyn Waugh, vinda de outra época. Mas as vespas são reais. Elas estão aqui, pertencem ao presente. O mesmo se pode dizer do açor e do sol no centro deles. E eu? Não sei. Sinto-me oca e desprotegida, um ninho de vespas etéreo, vazio, uma coisa feita de papel machê depois de a a geada ter acabado com toda a vida no seu interior.
[itálico no texto; negrito acrescentado]


Helen Macdonald, A de Açor, 2015, «Lua de Papel», pp. 152-153

domingo, agosto 21, 2016

A Educação da Ave

[não será dos temas que mais interesse a V., mas o nível da AutoFicção justifica bem a Leitura - iniciada antes da Estadia de Mat., lentamente retomada desde sexta; atingida a p. 127]

Recorte:
Depois de uma chuva intensa, o ar está luminoso e as multidões da hora de fecho das lojas já desapareceram. Nesta segunda expedição, a Mabel agarra a luva com mais força do que nunca. Está tensa. Parece mais pequena e sinto-a mais pesada, como se fosse o medo a torná-la assim, como se lhe tivessem vertido estanho para dentro, para os ossos ocos e longos. As marcas semelhantes a gotas da chuva na sua fronte coberta de penas cerradas correm juntas formando linhas compridas à volta de uma boca descaída. Debica pedacinhos de comida, mas principalmente olha à sua volta, tensa e reservada. Segue bicicletas om os olhos. Curva-se, pronta a saltar, quando as pessoas se aproximam de mais. As crianças assustam-na. Fica inquieta com os cães. Com os cães grandes, quero eu dizer. Os cães pequenos fascinam-na por outras razões.
Decorridos dez minutos de apreensão, o açor decide que nenhuma destas coisas o vai comer ou espancar até à morte. Sacode as penas e começa a comer. Automóveis e autocarros passam a chocalhar, libertando fumos de escape e, quando a comida desaparece, ele fica a contemplar o estranho mundo que o rodeia. E eu também. Passei tanto tempo sozinha com ele, que vejo a cidade através dos seus olhos. Ele observa uma mulher na relva, a atirar uma bola ao cão, e u fico a ver também, tão perplexa como a ave com o que ela está a fazer. [...] O que salta à vista de uma ave de presa na cidade não é o que salta à vista de um homem. As coisas que vê não lhe parecem interessantes. São irrelevantes. Até que se ouve um bater de asas. Erguemos ambos os olhos. É um pombo, um pombo-torquaz, a descer para pousar numa limeira por cima de nós. O tempo abranda o seu ritmo. O ar torna-se mais denso e ave transforma-se. É como se todos os seus sistemas defensivos ficassem de súbito envolvidos. Miras vermelhas. Ela põe-se em bicos de pés e estica o pescoço. Isto. Esta trajetória de voo. Esta coisa, pensa ela. Isto é fascinante. Alguma parte do jovem cérebro do açor descobriu qualquer coisa, e tudo gira em torno da morte.


Helen Macdonald, A de Açor, 2015, «Lua de Papel», pp. 120-121

quarta-feira, agosto 17, 2016

«APAGA-APAGA» - Dulce M. Cardoso

Entrevistada por F. Câncio, no DN de hoje

Recorte (legenda da Fot.):

Ao escrever o segundo romance, Os Meus Sentimentos, Dulce Maria Cardoso perdeu-o devido a um vírus informático. Reescreveu-o de memória e descobriu o seu método criativo, “que é o mais maluco”: escreve e quando chega ao fim apaga tudo e reescreve. “É horrível, mas já tentei não o fazer e não fica bem”

segunda-feira, agosto 15, 2016

A (Insustentável) Leveza das Pedras - Lobo Antunes

No tempo Grande do Rugido, há Tempo para ler a Visão:

O meu trabalho é escrever até que as pedras se tornem mais leves que a água. Não são romances o que faço, não conto histórias, não pretendo entreter, nem ser divertido, nem ser interessante,  só quero que as pedras se tornem mais leves do que a água. Em pequeno, à noite, no verão, de luz apagada, ouvia o mar na cama,  a mesma onda sempre, ainda hoje a mesma onda a trazer a praia e a levar a praia, e, ao levar a praia, eu suspenso do nada sem tocar nos lençóis. (...)
(...) Senti-me feliz na Transilvânia, nas montanhas. As pedras tinham menos peso já, por essa altura, mas ainda necessitava de muito tempo porque as palavras demoram a impregnar as coisas, entram devagarinho, a ideia da minha morte começa a parecer-se com a minha morte. Às vezes o meu corpo gela, às vezes uma pedra levanta-se. Faltam muitas ainda. Quando todas forem mais leves do que a água então sim, podem ler-me, escrevi o que era preciso escrever(...)

António Lobo Antunes, «Até que as pedras se tornem mais leves que a água»,  Visão, n.º 1223, 11-08-2016, pp. 6-7

terça-feira, julho 26, 2016

Perdidos...

- Primeira Fase
já ao final da tarde, o Corsa de 2 lugares («abatido» em 2010...) desceu uma rampa pronunciada, que ao fundo tinha uma praia, mas com casas, muitas. a toda a volta... - A General mergulhou (coisa que não faz há....), o que deixou V. irritado, porque os atrasava ainda mais...
- Segunda Fase
a caminho de Odem., cada vez se afastavam mais, seguindo por caminhos estreitos e «rústicos» - comentavam que as pessoas que lhes iam dando indicações «tinham expressões estranhas, paradas...»

-[ noite longa, Máq. APN desligada após 7,4 e índice que não foi lá muito bom (9,8)]

segunda-feira, junho 27, 2016

«Menina a caminho»

7 e 25. S. interrompido pelo DESP.
[antes que esqueça ainda mais...]

- com cerca de 3 anos, de cabelo claro e alourado, brincava junto a uma árvore, nuna praça (Rossio?).
- depois de a observar, V. percebeu que estava perdida. Teve que lhe sacudir alguma areia, quando a agarrou ao colo. Falava bastante (o quê, já esqueceu...). À sacramental pergunta, respondia, escorreita, e apontando o dedito em várias direcções, que «a mãe estava ali, numa Vernissage ». Ali, onde? Trouxe-a para a Esquadra de S. Paulo. Aberta a porta, surgiu a Dona GTT (Gov. do Palácio): «Olhe quem lhe trago aqui, dona G.!»

sábado, junho 11, 2016

Lucia Berlin

- foi a única aquisição da noite de 3, quando V. foi à Feira com J.; «dispersamente» o foi lendo, por exemplo, na DOc., na esquina da J. F. com a A. P. (Estaminé amplo e iluminado, novo «Poiso» de V.) 
- a 7, no 1.º C.deT., leu mais uns quantos contos - mas, pela hora do almoço, foi oferecido a R. R., que nesse dia celebrava 18 (o mesmo núm. da P.)
 - [há que obter novo Ex.]

- entretanto, em Casa de Editora Catalã, depoimentos e leituras da própria L. B. - AQUI

domingo, maio 29, 2016

Robert Mapplethorpe - «domar a LUZ» + «apenas miúdos» - Patti...

Auto-retrato,  ROBERT MAPPLETHORPE FOUNDATION
- o artigo do «Ípsilon» de sexta -  AQUI - que fala da nova exposição dedicada ao fotógrafo, refere 2011 como o ano de  tradução do livro autobiog. de Patti Smith; 
- V. lembra-se de o ter lido, certamente nesse ano, pq. Agosto foi ainda na «Casa das Bonecas» - todo, pq. havia tempo de «sobra»...; de pouco se lembra agora e, como não sabe onde pára (ou foi parar, talvez oferecido(...)


- [num destes dias, no 4.º Bloco,  B. C. (que Nome!) de O. - mais de 18, que vem de AZ.- era portadora da edição inglesa do recente livro de Patti: M Train  (pelo menos,  uma «vista de olhos» lhe dará V. - traduzido, claro...)

- Well, «mudam-se os tempos, mudam-se [...]» 

- M TRain foi uma excelente leitura - já em   ----- CF. registado AQUI

- quanto à Fumaça em volta da «Questão de Serralves», deste Tempo... «volta, Eça, que está perdoado!»

sábado, maio 28, 2016

A Visita ... de um velho senhor

[4:30 - Pausa «APN»]

- tinha os atributos físicos de P. Sant. L., mas devia ser «o Diabo por Ele» - invadiu o Qd.o de V. e, depois de «arengar» contra Prog.s, Lit.rs e «M. do C.» ... propôs «Expressão Livre» dedicada ao Motivo da CRIANÇA...
- quanto a V., sentou-se ao fundo à Espera...
- ...  interrompida pela referida Pausa «APN»...

segunda-feira, maio 23, 2016

«Esquecer é um Acto de Salvação» - Ou «Então está bem», por M. E. C.

[quando é que M. E. C. - faz 61 - reunirá tudo numa AutoBiog. ?]

[quanto à Crónica Autob. de hoje, na Diária Coluna Habitual,  D. não pode estar mais de acordo - e então depois da «rabia» que levou da Mana A., há dias...]

Recortes, então, de «Então está bem» [sublinhados acrescentados]
[...]
    Ainda estou a tentar habituar-me à estranheza de deixar de ter saudades do passado, pela simples razão de me ter esquecido do que me aconteceu.
    Já comecei a convencer-me, com a necessária estupidez, que tive sorte e que o vazio oco e calado que agora ocupa a parte de mim que se lembrava de felicidades anteriores (incluindo, sobretudo, a própria infância) constitui um acto de salvação. Não consigo lembrar-me. Isto é: a minha memória, ao não conseguir lembrar-se, poupou-me.
    Esquecer é uma poupança. Ter lido Borges antes de se ter a idade que ele teve quando escreveu o que lemos é uma predestinação. Obriga-nos a pensar que perdemos, por pensar, mais do que ele.
[...] - COMPLETA - AQUI

- a 19 de junho, «O prazer de esquecer», na mesma linha ... Esquecer é poupar. Há coisas que só ganham por não serem lembradas»] - AQUI

domingo, maio 15, 2016

«Je est un autre» - Saramago

[18 e... - ao lado «ululam» as Massas do FUTE...; releituras para a última série de Envelopes de 1516...; está quase...]

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
Montaigne, Pessoa e Kafka
      Os escritores a que estou sempre a voltar são Montaigne, Pessoa e Kafka. O primeiro porque somos a matéria do que escrevemos, o segundo porque somos muitos e não um, o terceiro porque esse um que não somos é um coleóptero.

“Soy un relativista”, Vistazo, Guayaquil, 19 de Fevereiro de 2004 [sublinhados acrescentados]

In José Saramago nas Suas Palavras                  [da Fundação]

quarta-feira, maio 11, 2016

J. E. T. C. P.

- cerca das 6 e 10 - desligar da «Máq. APN»

- Zé T. e D. resolveram deixar a «Tralha» no Quadrado e fazer uma corrida de «estreia» dos «calcantes»  novos - lá foram, por uma alameda com alguma inclinação, até ao Mar; no regresso comentavam o atraso (cerca de 4'), o Mestre e a reacção deste quando...

- [Zé T. - referido AQUI - com a idade e a fisionomia de então - por vezes são agradáveis, os sonhos]

quinta-feira, maio 05, 2016

«Maria Alentejana»

[foi no domingo, em Santo António da C., no Aniv., «atrasado»,  de J.]

- M. A. terá sido quem veio substituir a Prima Maria (a «Babá»?) - andaria D. pelos 6? 7? 
- «varado» ficou quando, além de lhe traçar o Retrato, a Mana A. descreveu em pormenor a Casa da Calçada da Bica Pequena, n.º.... (a tal a cuja varanda o Menino «viajava» pelo Rio ...) e outras Persona e eventos... - grande «Baile», pois D. tinha tudo isso «apagado»...
- quanto à «Maria Alentejana», há que interrogar a Mana C. (cerca de mais 6 anos), a ver se algo surge do Poço...

Informação adicional - «Truncada» («Emel» da Mana A. pelas 9 e 53):
          Natural de Grândola (algures da Vila ou arredores … ?), tinha uma tia no Bairro da Encarnação..
      [...][ Foi-se embora porque pedia aumento de ordenado [...]
  Para onde?  Surpresa! [...] para casa da, então jovem, médica Pediatra dos meninos A. e D. (Drª I. F. ) com Consultório em Campolide (do qual a mana A. ainda se lembra da entrada do prédio (com colunas) e da disposição da Sala de Espera!

[«arrasado» - que «Memória de Elefante!»]



domingo, abril 24, 2016

I. que (também) é P.

- manhã e tarde de sábado [...]
- no segundo «Emel», em que respondia à pergunta de V.: «I., quem és tu?. respondeu: «Não sei se me chamavas I. ou P. ...»[...]
- com a ajuda dos seguintes, V. foi-se recordando, ainda que por imagens «desfocadas» [...]
- era então uma jovem LIC., entusiasmada com a LIT. e o MEST., com  quem o (já então) Velho D. simpatizava [...]
- é agora AUT. de M. - àquela distância, quase década e meia depois, jamais a reconheceria...
- Well, estás Velho, D.

quarta-feira, abril 20, 2016

Diário - Dali


Imagem do Diário de Dali - reproduzida da página do DN que noticia a ida a leilão do mesmo...

DAQUI

domingo, abril 17, 2016

Chaplin

Retratos de Chaplin pendurados por cima daquela que era a sua cama - Reuters - Balbouse
- V. recorda-se bem da imagem de um filme de Chaplin que esteve vários anos afixado numa das paredes do quarto do 232, 3.º da casa de S. P.      (dos 9 aos 23-24...)
- a notícia referencia a transformação, após largos anos, da Mansão da Suiça em Museu [...] - AQUI

sábado, abril 16, 2016

Gi e a Vaca Maluca







Instaladas.



Segundo J. e C. B., «Já estão à Espera de M.»

O fogo que tudo APAGOU... - MEC

Recorte inicial da C. de hoje («A Internet Antiga») de Esteves Cardoso, no Público:

"Em 1983 o Pedro Ayres Magalhães e eu partilhávamos uma casa no Monte Estoril que ardeu até ao chão, levando tudo o que tínhamos.
Ficámos sem nada. Mudámo-nos para Cascais onde descobrimos que não tínhamos nada para guardar: nem um único livro, disco ou caderno de apontamentos.
Desde esse dia tenho tido medo não só do fogo como do apagamento. Perdi mais de 20 mil livros e 130 mil exemplares de revistas. Para não falar nos discos de vinil [...]"

terça-feira, abril 05, 2016

Diário

Depois da conversa de ontem, com a Mana A., V. disse a D. «que anda a escrever o Diário que nunca escreveu, para Ninguém ler»

Ele lá Sabe.

segunda-feira, abril 04, 2016

«Acrópole», 73 - 74

[dados confirmados e, ou, completados, com a Mana A...]

[foi a releitura dos poemas de Brecht que fez «emergir» o que se segue...]

- nesse ano, D. decidira não entrar na Univers., mesmo com as  condições de ingresso obtidas no ano anterior, porque (...) ; 
- nesse ano houve o «25», que liberta D. da, até então «inevitável», ida à G. Colon....;
- à noite, os dois manos subiam a Bica, para, no Chiado, no (Extern.) «Acr.» - D.  fazer outras disciplinas - e A., a «primeira metade» do 7.º ano; 
- semanalmente, iam às sessões de «Jogo Dramático» (aí eram «interpretados» os poemas de Brecht), dinamizadas por Y. M. H., professor de Inglês 
- norueguês, actor, reconhecido intérprete de Shakespeare, «viera no rasto» da M. A. («M. N. E»), («apanhando com o Golpe M., dito R....) regressada à casa, talvez, de Santos, com terraço, de que se avistava o Tejo...

- [no grupo estavam também  F. M.  e M. A. D. O., que, de Agosto a, talvez, Nov., de 76... ( o «resto não se diz...») ]
- ah, e também Camélia, militante do [...], uma das baleadas, na R. A. M. C., naquela tarde em que [...]            
[«Os últimos dias da Pide», doc. de Jacinto Godinho, 2015, RTP 2 - no «YT» - falta o 2.º Epis.]

terça-feira, março 22, 2016

«Famous Blue Raincoat»

[ por causa desta Crónica de M. E. C., bem andou D. a ver se se lembrava de alguma coisa «impressiva» do ano de 71 - 15 para 16, 5.º ano - mas não conseguiu...]

https://www.youtube.com/watch?v=6fMnF0Fvdpo

[e restou ouvir de novo a canção aí designada como "a mais bonita e misteriosa dos últimos 60 anos..."]

Outros Recortes:
Em Março de 1971 saiu o álbum mais importante da minha vida: Songs of Love and Hate de Leonard Cohen. [...]
[...] No Verão de 1971, tinha eu 16 anos, [...]
Foi na Primavera de 1971 que me apaixonei pelas clarividências de Leonard Cohen. Há 45 anos.

«A Gabardina Azul» - DAQUI

domingo, março 06, 2016

«Querida Laura» - Postais da 1.ª Guerra

- Uma das leituras de Domingo, no «DN Magazine»
- numa arca, no sótão de uma casa no Alentejo, um conjunto de postais - e outras Memorabilia - que «reabre» o Tempo...

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

«Sonhos de sonhos»

[«forçado desligar» da «Máquina APN», pelas 4 (!!) permitiu «conservar» as Imagens seguintes...]

FRAGMENTO 1:
- imagens do quotidiano na Casa do Feijó, onde a General Z e D. se ocupavam de uma menina - cerca de 10 anos, pequena e magra - que «lhes fora entregue» ... [não aparece Princeso...]

FRAGMENTO 2:
- imagens do Monte, com a referida M., e a Marechal H. R. [não surge a General Z) ; - D. depara-se com o jovem vizinho, com uma faca, em vias de degolar uma das Gal. da Marechal...; «disfarça», conversa e aparece um outro que pergunta a D. «se também é Cons.»...; quando ouve o relato, a Marechal «encolhe os ombros», parecendo habituada a que o vizinho, de vez em quando... [...]

sábado, fevereiro 20, 2016

ECO

[há muito que não (re)lê Eco; é um dos que fica para retomar mais tarde... se T. houver...]

[a leitura de O Nome da Rosa foi feita em Agosto de 84 - imagens nítidas porque:
- o Princeso completou então 4 meses; após uns dias no Monte, onde ainda Reinava a Marechal H.., rumou-se para o Rugido, com P., sobrinho (com cerca de 9, 10, anos... )para casa alugada, ainda...«a meias» com a A. M. e o Z.; 
- houve a célebre Madrug. de C. L., campeão da M...
-  a leitura decorreu muito devagar,  num exemplar do C. de L., emprestado por J. P. G. G. (falecido, cerca de seis, sete, oito anos depois?) - frequentemente a meio da Noite, antes e depois da preparação do «biberão»... 
[ainda D. não pensaria na LIC. na Nova... relembra, inventando agora...]

- relida, há pouco, de ECO,  entrevista ao «DN»

sábado, fevereiro 13, 2016

Auto - retrato; Albuquerque Mendes




Albuquerque Mendes está referenciado numa destas «Casas» [a localizar]

- A. R. reproduzido de artigo («Retrato de Artista Cansado») do Expresso 


- DAQUI

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

«Jogo de Espelhos» - Paula Rego

Do DN:
REcorte:
[...] Border Patrol: Self-portrait with Lila, Reflection and Ana [2004]

é uma obra feita em pastel sobre papel. Ao lado de Lila Nunes, habitual modelo da pintora, e de Ana, outra colaboradora, vê-se a própria pintora portuguesa, hoje com 81 anos, numa rara representação de si mesma. [...]

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

«Antepassada dela própria» - por Francisco George

- pelas 9 e 15; no Estaminé do sr. Del., V., para a d. M.: «Já viu, tão magrinho, não deve trazer nada para ler...»
[é que a  compra em Papel «sextuplica» a despesa - V. «assina»...  - «remorso» permanente; mas como «acompanhar» o Café, em dia Cinz., como o de hoje?]

- a «boa companhia» foi esta narrativa de F. G., sempre no Presente do Indicativo [...]   

Recorte:
[...] a fotografia de 1953 traduz essa relação à mesa do Mestre Conceição Silva (no topo) na casa de Vila de Frades (Vidigueira). Suzana, a filha que agora caminha para os 111, está sentada à sua direita. [...]
Texto completo: AQUI


[Baú da Família George... («Dossier de Lutas») - por Francisco George - AQUI]

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Tratado da Mão

[«Mão Gorda»]

M. J. S. - Mestre Biblio - que a enviou - diz que «é do Verão de 1415 ...»


A Legenda fica para mais tarde construir...

sábado, fevereiro 06, 2016

«País póstumo» (Diário como) - Eduardo Lourenço

Recortes de «Entrevista», de 2003, a Anabela Mota Ribeiro:
[...]
É verdade que tem um diário?
Se já o sabe, para que é que me faz a pergunta?

Porque podia tê-lo deixado a repousar...
Tem uma certa razão de ser...

Tanto quanto sei, é a irregularidade que define o seu contacto com o diário.  
No princípio era uma espécie de projecto de um diário, adiado, adiado para outro país, que se pode chamar póstumo. Depois comecei a arrancar algumas páginas, outras começaram a sair...

Porque é que pensou nele como um projecto póstumo? Tem que ver com um pudor que envolve a esfera privada?
O meu diário é já em si tão narcísico, ontologicamente falando... Salvo os diários de pura constatação, que faziam os secretários dos papas ou dos reis para que constassem as coisas significativas de uma época, os diários são uma invenção moderna. É um indivíduo que, escrevendo o diário, assume-se como criador de si mesmo. [...]

Do Início do Mundo - Eduardo Lourenço

[do mesmo end. da entrada acima-abaixo]

Qual é a memória mais antiga que tem de si?
É a do Porto. Embora tenha nascido na Beira, numa terrinha, vim para aqui pequeno. As primeiras imagens que tenho da vida são do nevoeiro, das fábricas, do nevoeiro que atiravam as chaminés. A família repercute esse género de memórias. Lembro-me da frescura de uma fonte onde o meu pai, que era militar, ia buscar água – é uma imagem rústica daquilo que era uma cidade. A imagem que mais me aterroriza, quando estou distraído, é a imagem de um vermelho sangue, que penso que era de um camião que distribuía a carne. Uma outra imagem, que não é do Porto, mas de Matosinhos, creio eu, é a da primeira vez que vi o mar. Da minha aldeia não se via o mar.

O que é que mais o impressionou? A imensidão ou a profundidade?
Eu devia ter dois ou três anos no máximo. Naquela altura não falava tanto! O mar deixa-nos literalmente sem fala. A imagem não era tanto um mar, mas um barco às avessas, pousado na areia, com aquelas cores, o azul, o vermelho. Da minha aldeia, a imagem que guardo, que é uma segunda imagem, é a da chegada, em cima de uma coisa enorme, podia ser um búzio...
[...]

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Chave - Lista dos Nomes

[Antes que sejam mesmo esquecidos; ontem, V. já não se lembrava do Nome «sob» C....]

0809: Armindo («recuperado», pq. atribuído, em 0506, por J. N., brilhante Qd.a de 1.º Bloco)
0910: Daniel (não se lembra do porquê...*)
1011: Rafael (pq. houve o "Verdadeiro"; nos anos seguintes foi para «Os Fornos» e «andou aos Tombos»; «agora que idade tem»?; por onde andará?)
1112: Gabriel (o Verdadeiro fará depois um percurso em «Ascensão...»)
1213: Telmo (por causa da P. do F. L. de Sousa; ninguém «gostou» do Nome, nem D.)
1314: Samuel (idem...*)
1415:Clemente (pq. decidira comportar-se dessa forma, «fazer jus ao Nome...; terá feito?)
1516: Viriato, porque, «então, isso sabe-se lá»
1617: Jaime, conforme descrito AQUI 
1718: Mariano - que logo em Junho «se impôs» (não podendo ser Maria...)
1819: William - por ter visto o filme «Paterson», em dias de antes dos Qd.os... (e para o ajudar a «distanciar-se» do C. P.; ... resultou....)
1920: Fausto - pelas múltiplas ressonâncias míticas...               (de Formigo, desistiu-se) 

sábado, janeiro 16, 2016

Paul do Mar - «Antecâmara do Céu»

[ainda há pouco]
- Então, General, gostaste de «ouver» o «teu Presidente», ontem?
- Bah, Humm [...] sim, gostei [ e mais não disse... bah... ]

- J. A. dos S., madeirense, nado em 1940, médico, P. da C. M. de O., de 76 a 93 [quando a General era...] - e que, para além da «Alma alentejana» diz, da sua Terra Natal - Paul do Mar -  «ser a AnteCâmara do Céu»  [....]

- para o caso de a General o querer voltar a ouvir, um dia, quem sabe - fica registado:

http://www.rtp.pt/play/p2078/e220298/umavidaumahist

Rua de S. Paulo, 218

- ao telefone, a Mana C. informou D. desta e de (muitas) outras transformações ocorridas na Rua [..]
- ainda antes de ir à Santa, D. reconheceu o espaço - até «contando»: «226», 224 (porta de P.); 222 (loja, Armazém de Bacalhau...); 220 (porta de P.)...; 
- aí existiu, décadas e décadas (tudo era menos efémero...), a «Loja das Solas», já então, bem Velha,  de [..] ; - era  um dos sítios onde o Men. «pastava», durante o Imenso tempo da I. [...]
- intenso cheiro aos vários tipos de Couros, Cordas, Colas e afins; chão de longas tábuas de Madeira, que «escondia» as  Lajes ora [...]
 (Fotografia do «Templo», aberto no Verão, de Ricardo Campos - do sup. Fugas, do Público)

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Feliz Natal, Mr. Lawrence

  - o filme é de 83;       [anteriores, de Oshima, já D. os vinha vendo desde ...]

  - mas pensa que o terá visto na «Fase» do H. S. A. (os anos da FAC...), (...); a Impressão que a «Personna», «Mecânica», lhe causou! 

 [lembra ou inventando agora (re)lembra...]

(caricatura de Dalcio - DAQUI)




sábado, janeiro 09, 2016

«Máquina APN» + «Sonhar sem mentir», por MEC

Desligar às 6 e 15 (noite sobrecarregada de sonhos...)

No mais próximo do «desligar», V. escrevia o sumário de aula sobre os L. (consciente de que estava mal preparada...), com um GARFO sobre um «suporte» (de papel, em princípio...) repleto de restos de carapaus assados...; noutro «flash», houve que limpá-lo («mal e porcamente») para o emprestar a um Qd.o... [...]

[a 18, lê-se  Crónica de M. E. C.... - DAQUI
Recorte - parágrafo final:


Sonhar é a vingança de viver. Se viver é bom os sonhos são melhores: são horríveis mas desaparecem quando acordamos. Esquecemo-nos deles como se nunca os tivéssemos sonhado. Só noutros sonhos se repetem. Só noutros sonhos os reconhecemos. E fugimos deles, aterrorizados. Mas só nos sonhos. E sem mentir.

É assim que a vida se vinga de nós e das nossas mentiras de verdade.




quarta-feira, janeiro 06, 2016

«Máquina APN»

- 5 e 50, desligar da Máq. APN

- no sonho, M. R. de S. (na realidade, o candid....) ralhava muito com V., na Copa de um Restaurante de Luxo, por não limpar devidamente os restos dos pratos, para um Caixote, já a «transbordar»...; 
- noutra imagem, V., raivoso, «calcava o lixo a pés juntos (coisa que D. efetivamente fez, muitas vezes...), «recuperando» 2/3 do Espaço...; de mais, não se lembra...

domingo, janeiro 03, 2016

Virginia Woolf

A escritora Virginia Woolf fotografada em Londres (1939) por Gisèle Freund, que foi fotógrafa, trabalhou em jornalismo e documentário      

DAQUI

segunda-feira, dezembro 28, 2015

«Vaqueiro torna tudo mais apetitoso» OU «como aprender a ler nos rótulos das latas...»

[de menino com uma extraordinária capacidade de aprender, a músico, escritor, 
ministro da Cultura... - é dele o livro referenciado no ALPA...
REcorte da entrevista da (última) «Revista 2» do Público:

Era um menino-prodígio?Diziam isso. Havia muitas protecções de todos os tipos sobre o menino. Vivemos sempre com um olhar diferente sobre nós. E os meus pais não sabiam muito bem o que fazer com isso.
A sua família era de gente de poucas letras. Sim. Praticamente analfabeta. Só o meu pai sabia ler e escrever. A minha mãe não sabia. O meu avô não sabia.
Como é que, nesse ambiente, aprendeu a ler ainda antes de ir à escola?
Aprendi a ler graças à importação das latas de banha e de azeite de Portugal. [...]
Pelo gosto do desenho ou pelo significado das palavras? Pelos dois.
 Inventava muito o ler quando ainda não sabia ler. E às vezes acertava. É muito engraçado. Também hoje me pergunto como é que copiava Vaqueiro, 
V, A, Q, U, E, I, R, O, e como é que sabia que era vaqueiro. Essa frase
 sempre me perseguiu, era muito criança e repetia: “Vaqueiro torna tudo mais 
apetitoso.” Ou a lata de banha, “Braço Forte, Lda.” Ou: “Azeite Galo.” Copiávamos
 tudo o que havia. Isso tudo no chão de terra batida. E líamos. Ali nasceu 
a escrita. [...] Depois comecei a escrever cartas para as mulheres, para os 
emigrantes, para os rapazes na tropa, e ficava uma espécie de menino de 
aluguer da família.
Completa - AQUI

sábado, dezembro 26, 2015

Inventário (de Nomes)

[com os Estaminés fechados, sob a dupla causa Natal + Obras, usa-se a Santa do TLL do Princeso...]

Pelo Rugido - deserto - no regresso da Visita «às Cegonhas que fazem ninho na Aba das Falésias», com J. e C. B., vão sendo listados e «apreciados» vários Nomes Próprios para o Futuro «Ele(a)»...

domingo, dezembro 06, 2015

«Ao volante do [...]

[...] do Chevrolet», não; 
[...] de um Golf, «às voltas» por Sacavém, Moscavides e Bobadelas..., sem conseguir encontrar a via de regresso a Lisboa, a pensar, sonhando, que General Z jamais aprovaria a «aquisição por impulso» de tal Viatura...

Uff, que se desligou a «Máq. APN» e já eram 6 e 50 - tempo para ir ouvir o «Eixo do Mal» - antes do Estádio Roma...  



segunda-feira, novembro 30, 2015

Que Nome é o Seu?

[ Nó indeterminado; antes das 5 e 30, do primeiro «interv.» da Máq. APN...]

[vindo da Alam. das L. de T., em EntreCampos, D. «ladeia» o início de uma Manif. de «Batas Brancas», todas Jovens...]

[Rosto Largo, talvez parecido com o de J. R.,  Qd.a do «actual 4.º Bloco»...]

- «Não me lembro do Seu Nome...»
- «Eu, do Seu, também não...»
- «Já estive dentro do Seu Sonho...»

[«Raspou-se» dali para Fora, D....]

domingo, novembro 15, 2015

Batata-Doce ou a «Menina dos dois apelidos» e «muitas Vidas»

[ao dom., V. não costuma comprar o D. de N. - mas a História de Vida do «Magazine» justificava  [...]

Recorte:

[...] Os dados pessoais são o primeiro indício de barafunda: [Isabel] acredita que tem 53 anos, mas não tem a certeza. «Fui batizada em Braga e foi aí que escolheram a minha data de nascimento», explica. Dia de Nossa Senhora, 13 de maio de 1962. «Quando me encontraram, acharam que devia ter uns 2 anos. Mas, vá lá, pelo menos não me chamaram Fátima.» Não perdeu o humor. Apelidos, tem dois, um para cada vida. Para os soldados e a família que a acolheu em Portugal ela é Isabel Batata‑Doce, porque em Angola passava os dias a comer o tubérculo [...]. No bilhete de identidade é Isabel Manuel Jacinto, filha de Manuel Jacinto Diogo e Eva Manuel Adão – pais biológicos que não conheceu. [...]