segunda-feira, fevereiro 18, 2013

«Nem fria nem distante nem segura»

Daniel Rocha

Gréco, Juliette [quem a não ouvia] na «1.ª pessoa»; 86 anos; com Mísia, Fado em Francês
 
[+ entrevista, por Ricardo Rezende e Tiago Bartolomeu Costa:
[...]
Aos três anos era feminista, aos 14 escapou de um campo de concentração e salvou a irmã de uma pena mais pesada, aos 16 viu-se sozinha numa aldeia chamada Saint-German-des-Prés, nesse mundo que era Paris durante a ocupação alemã. Aos 19 chegou ao teatro, o seu grande sonho. A mãe, resistente, que a levara para Paris em 1936, após a morte do pai (e a fizera correio do Partido Comunista), disse-lhe que ela tinha sido um erro. Nessa altura Juliette Gréco fazia já as noites da mítica Tabou, a discoteca onde parava tout-Paris. Todos quiseram que ela os cantasse, achando que, assim, a tinham. [...] uma voz que se confunde, hoje, com a própria história da música francesa. Uma voz sensual e grave que saía de um corpo franzino, vestido de negro, de cabelo cortado em franja arrumada. O mesmo que Jean Cocteau foi buscar para uma personagem escrita propositadamente em Orfeu.
[...]
+ Vídeo, AQUI, na Casa do Público]
 
 

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Autopsicografias

Virginia Woollf eT. S. Elliot -na Monk's House -  Ottoline Morrell 

- só agora T. chegou a este artigo
[de Lucinda Canelas, no Público, de 13 de Janeiro - AQUI ]
sobre «oito agendas que  a acompanharam [a Woolf] nos últimos 11 anos – «anos difíceis por causa dos longos períodos depressivos em que não chegava a levantar-se da cama» [...] «que  fazem parte da colecção da Universidade de Sussex», [...] “Esta colecção representa a vida de todos os dias, [...]”, diz Courage. “As nossas colecções relacionam-se com Virginia Woolf enquanto pessoa e não com a sua persona pública de romancista e ensaísta.”