quinta-feira, junho 22, 2017

M., aliás, F. M.

- dia do «706» - foi pedido «Retrato Expressionista» de F. P. (ou de),  S. de M. B. A. (ou de), Saramago... 
- houve que «despachar» os grandes Envelopes, pelo que só «de relance» observou o que «pretendia transmitir a visão (deles) (do mundo ) INTERIOR» do ESCR. que seleccionassem                 [UAU!]

- «cabecinha tontinha» (em «compet. com M. B. F....), esqueceu o «penduricalho»; assim, apoderou-se (sem conhecimento «dele próprio, o Outro») da IDENT do (jovem) ARQ. F. MON. [.....]
- a certa altura, por sugestão de M. F., teve que «o esconder» - é que, se alguns acharam graça, Outros começaram a «ATACAR» a falta de [...] do SEC (um «clássico»)

sexta-feira, junho 09, 2017

«Paisagem e Povoamento»


Daqui (Qd.o 502) se «avistava» o Rio, em «tempos...»

17 «vai a Meio», a «Promessa», por cumprir...

[fotog. da 502, enquanto o «último C.deT. não vem», com Monótonas (ou «Piedosas») Listas de...]

domingo, maio 28, 2017

Banhos

- 5:20 - Pausa na Máq. APN

- Balneários. Antigos, em vários pisos e compartimentos. A General terminou primeiro e veio ter com J., que fazia exercícios [...], orientado por um [...]
- aparece A. G. («cá fora», M. de Text. e mãe do N...), com uma pequena Cuvete(a), com várias camadas de resíduos florestais, folhas, bolbos, raízes...; disse que «era um miminho» para [...]; a General «apoderou-se» do mesmo e «o resto não se diz...» pq. já «estava apagado...», aquando dessa Pausa....


sábado, maio 27, 2017

«E se algum cámone grosso lhe dá uma azevia na pantufa» - Dinis Machado, por Lobo Antunes

[lida na pág. 6 da Visão de 18 de Maio - Completa, a 25, AQUI]
Susa Monteiro 
[...] Alfredo Marceneiro que nós encontráramos uma noite no seu Bairro Alto, sentado na berma do passeio, perdido de bêbado, e para o qual o Dinis avançou a abraçá-lo
 - Você é um génio
 O outro olhou-o sem o ver, oculto atrás de uma névoa de tinto, com o Dinis inclinado para ele
 - Você é um génio
  o Dinis
- Sabia que é um génio, você?
  enquanto eu tentava puxá-lo
 - Larga o homem que ele nem sequer te ouve
 o Dinis insistia, inabalável
- Sabia que é um génio não sabia?
 e foi um castigo para o arrancar dali
- Temos de tomar conta do Marceneiro que isto está cheio de cámones
 lá o arrastei com ele protector
- E se algum cámone grosso lhe dá uma azevia na pantufa, já viste?
 a procurar cámones grossos pelas redondezas
- Temos de encontrar o meu irmão Zéca que é presidente do Lisboa Clube Rio de Janeiro [...], na esperança de achar um peso-pluma que ficasse junto a Alfredo Marceneiro em funções de guarda-costas,  [...]

sábado, maio 20, 2017

Palhaça (A Bolsa da Avó) - Bap. Bastos

[um dia o lerá a M., após passeio pela Bica; Oxalá; oxalá...]

[...] Quando a minha avó me visitava fazia-se uma pausa no tempo. Sentava-se no degrau da soleira da porta e contava-me as ocorrências do bairro onde nascêramos. Eu falava-lhe da escola, do meu pai que me levava ao cinema das zonas da cidade que ia lentamente descobrindo. Olhava-a com desvelo e à beleza do seu rosto ordeiro, comparável ao busto de uma estátua. O virar dos anos fez-me pensar como é que ela mantivera o porte e a teimosia da esperança, numa casa e numa família em que se chorava demasiado.
   Ao despedir-se enfiava a mão na bolsa colocada por detrás do avental e dava-me umas moedas. «Come bolas de berlim, dão grande sustento ao corpo.» A bolsa tinha a forma de um oito, com a base mais larga e três compartimentos: para as notas, para as moedas de prata e para as de cobre. A minha avó era dona de um bom par de mãos arcaicas. Fizera renda, trabalhara numa fábrica de lã de merino e, agora, vendia peixe.
  A bolsa era um artefacto de pequenos quadrados de flanelas coloridas e sobrepostas, e exalava um discreto cheiro a peixe. A minha avó gostava de passar a mão direita, como uma carícia, na zona do avental sob a qual estava a bolsa. Dizia que o dinheiro jamais se acabaria, porque se sentia reconfortado e grato pelos afagos. A verdade é que a bolsa nunca esteve vazia para quem, na família, de auxílio precisasse.

Baptista-Bastos, A bolsa da avó palhaça - A infância revisitada...-, Oficina do Livro, 2007, pp. 24 -26 (ilustração de Monica Cid, fotografada da pág. 25

quinta-feira, maio 18, 2017

«burro-de-dois-pés»

[isto deve ter sido desencadeado pela REP. de ontem, em que V. Mestres pediam clemência, isto é, REG. ESP de APOS.]

- impossível lembrar a «quem» correspondia a Alcunha; Caldeira era o Nome do Mestre; alentejano, com mais de 70, ainda Rijo e «desempenado», que, a partir de 6263... (sendo D. de Nov. só entrou com sete anos...); quanto ao «B. de dois pés» era um «desamparado«, provavelmente com «problemas cognitivos», que o Mestre tornara no principal «Bombo da Festa»

- relembra, sim, o Mário Jorge, que, sempre que o Pai vinha, em Estado..., para o ver, se escondia debaixo da Carteira, para que o homem, face à «ausência» do Filho,se fosse embora...

sábado, maio 06, 2017

SMT OU «onde estava em 75?»

- num Sáb., estacionar em frente ao A., em dia de DIST. de MAn., é só para quem vai cedo...
- por isso, percorreu-se a R. A., atravessou-se a AVEn. e foi-se comprar o J. ao quiosque em frente da SMT...

- Fechada. (!!!)
- o sr. do Q. informou que «fecha aos Dom., também»; e, «de semana, às 17 (!!!)»; e que, «por volta das 4 e meia havia de ver os (Maus) modos como os (supõe-se) GAMELAS correm com os clientes da Esplan....»
- seguiu-se a Treta do Costume: «Onde estava o Sr. em 75....?»

[Ai, esta Lisboa TURIST.]

segunda-feira, maio 01, 2017

«aquele que se levantou do chão»

Pequeno Recorte da Entrevista de Pilar Del Rio, ao Expresso, datada de 29 - 04:

[...] 
E quem é a Pilar depois do José?
Uma mulher muito mais velha, com uma experiência maravilhosa que muitas das mulheres que conheço [...] gostariam de ter tido. [...] vivi uma história absolutamente singular que partilho de manhã à noite todos os dias na fundação, na casa de Lanzarote, na Azinhaga. Vá para onde for, partilho essa história, porque é demasiado grande para a guardar só para mim: é a história de um dos cidadãos mais completos do século XX, uma pessoa que nasceu para ser massacrada e não o foi, que se levantou do chão, que se fez a si próprio, que não precisou de ser ‘filho de’, que nem sequer tinha o apelido do pai. Uma figura que os burgueses de mente curta ainda não conseguem compreender. Aqueles que não entendem a literatura de Saramago ou o próprio Saramago têm de ir a um especialista, pois são egoístas ou doentios ou têm uma conceção da vida demasiado elitista. Mesmo os que não concordam com Saramago não podem negar que ele os arrasa. Saramago é a-rra-sa-dor, um tipo que em menos de 30 anos construiu uma obra como esta. Alguém que escreveu “O Evangelho segundo Jesus Cristo”.
[...]  [sublinhados acrescentados]

quarta-feira, abril 19, 2017

Ofereceu-me um livro...

Foi no domingo de P., pelas 9 e 30.
Já a avistara, «muito Forte» e com olhar algo «Pasmado», na esquina da J. F.; pouco depois, quando saía do MILL-MULT, «dá de caras» com essa jovem, de 32 anos (confirmou depois)
- «Não se recorda de mim? Fui sua... Até me ofereceu um livro, no fim...»
[deve ter ficado «preocupada» com a cara de «Espantalho» de J...]
Lá decorreu a conversa; «era» «a menina de OD....», disse agora que da «família do (famoso) S. do E. Ent.»...; 
- Arq., «mas pouco», e trabalha na Zona da Expo..., num..., em «qualquer coisa Cultural»...
[(re)apareceu a amiga, de Santiago,  e «acabou a conversa»...]

[no Tempo em que D. «oferecia livros...»]

sábado, abril 15, 2017

... era suposto...

«M., era suposto vires para cá, F.!»

[proferida pelo Princeso e «documentada» em vídeo, ficará como uma das «frases» do (primeiro) Ano - que «está a chegar»...]

quinta-feira, abril 13, 2017

«a verdade vai-se construindo»

REcorte final do artigo de L. Canelas, no Publico, de hoje, sobre novas cartas publicadas de Plath e outros aspetos...:

[...]  [sublinhados acrescentados]
“O trabalho do biógrafo nunca acaba”, escrevia Jonathan Bate, biógrafo de Hughes, no Guardian, a propósito das pontas soltas e das perguntas que ficam por responder sempre que se tenta contar a história de alguém. “Todas as vidas têm os seus segredos e muitas as suas mentiras. A maioria vai connosco para a cova”, continuava, “mas, quando se trata de génios criadores que transformam a escória da sua experiência do dia-a-dia em ouro de uma arte duradoura, é vital que as gerações futuras tenham acesso à verdade, a toda a verdade e nada mais do que a verdade”.
Neste caso, como noutros, a verdade vai-se construindo. Não será certamente a última vez que vemos a palavra “inédito” associada a Sylvia Plath e a Ted Hughes, não será a última vez que documentos inéditos servem de pretexto a um artigo que volta a falar deles e do que começou por ser uma arrebatadora história de amor e se transformou numa relação torturada que acabou numa tragédia carregada de dúvidas, remorsos e culpa. 

domingo, abril 09, 2017

25 de Abril, a pé

6 e 45
Casa do F. (de 79 a 96). De saída para o Rugido. Arrumadas as malas, desta vez, a General ficou e D. veio a Lx. , buscar o Princ. (idade indefinida...). Com a companhia de S., a sobrinha, ainda miúda ( ou na fase em que ainda «comunicava»...). No Corsa (posterior ao F.; e, se com 2 lugares, onde viria o menino?).

Tiveram que o abandonar antes da ponte, pois esta estava totalmente cortada, em obras, com Entulhos que pareciam de prédios. Tudo a pé. D. ia pensando que só o tinha feito uma vez e que bonito que era, ao anoitecer. Só circulava a «metade de 1 faixa». Chegados a Alcântara, foi difícil sair de Subterrâneo. Finalmente no exterior, viram dois eléctricos que «já lá iam...» D. comentava para S. que, no regresso, viriam pela V. da G. (ainda não construída) (e mcomo, se o Corsa ficara na «outra Banda»?)

Well, «Máq.s APN's»

quarta-feira, abril 05, 2017

«Brás Cubas» - o nono da Lista

- a lista tem dez itens - na Casa de Anabela M. Ribeiro

 9- Machado de Assis, um milagre, a biografia e o génio. Estudar "Memórias Póstumas de Brás Cubas" no mestrado. Ler muitas, muitas vezes e descobrir sempre o tanto que me havia escapado.

quinta-feira, março 30, 2017

Chocolate

[narrado, num Qd,º, como se tivesse sido da última noite... ; talvez de há duas ou três...]

[sem hora de «APN - desligar»]

- D. limpava as duas casas de banho da PAST. onde trabalhava; os tectos, paredes, chão e sanitários, TOTALMENTE cobertos por chocolate...; «entredentes» (inventado agora?) insultava o Turno da Noite, que teria realizado tal «partida...»

domingo, março 26, 2017

«The pillow man» - Paula, por Nick


Sobre este TRíptico, recorte da entrevista de Nick Willing ao OBS (por ocasião da estreia do DOC. dedicado a Paula Rego):

[...] Os quadros de Paula Rego começam, quase sempre, com uma história.

Veja o exemplo de “The Pillowman”, um enorme tríptico que é, talvez, o melhor quadro de sempre da minha mãe. Quando lhe perguntam sobre o quadro, ela fala sempre sobre a peça muito famosa “The Pillowman” [O homem almofada] do irlandês Martin McDonagh e da história da menininha que pediu aos pais para ser crucificada como Jesus. A minha mãe identificou-se muito com a menina. Mas na verdade este quadro é sobre o meu avô e sobre o Portugal salazarista dos anos 40. Depois de ver a peça, a minha mãe passou dias no Imperial War Museum de Londres a ler sobre a guerra e sobre Portugal daquela década. Desenterrou fotos dela em menina com o uniforme da Mocidade Portuguesa. O homem almofada, na verdade, é Salazar. E a menina que quer ser Jesus é ela própria.

 A minha mãe sempre se identificou mais com Jesus do que com a Virgem Maria. Ela nunca quereria ficar com o papel secundário. A minha mãe costumava dizer que os livros, as fábulas e os contos de fadas que inspiram os quadros nada tinham que ver com a vida dela. Não é bem assim. O quadro “The Pillowman” tem muito mais que ver com ela do que com a peça. Ela transporta todas as suas experiências secretas para as suas histórias. E é essa experiência que faz com que o trabalho dela seja tão poderoso e ao mesmo tempo tão autêntico e verdadeiro.  [...]

- entrevista - report. de Lucinda Canelas, no Público, de 31 de Março



quinta-feira, março 23, 2017

Chefe Silva

4 e 40:
- Silva, o da «SMT» (fev. de 75 a Abril de 78!...) enviou o jovem J.. para entregar cinco pequenas jóias a velhotas, «resistentes» num velho prédio «desabado» a uma esquina de Arroios...
- por trás da Fachada, só destroços;com a indicação dos andares desaparecida, J. socorreu-se da ajuda de operários, que iam no segundo dia da Reconstrução; estava entre a segunda e a terceira entrega..., quando desligou a Máq. APN...

quarta-feira, março 22, 2017

Dia do Pai

- pois a gentileza do Filho quase que deu para 3 aquis., ontem, numa rápida ida à FNC - V. da G.:
- Bandolim, Adília Lopes;
- Tudo o que existe louvará (antologia), Adélia Prado
- Nossos ossos, Marcelino Freire

segunda-feira, março 06, 2017

MAPA DO DIA

- 4 e 45:
hesitava entre regressar ou continuar, na AE, na zona de Palmela; guiava o Corsa branco de 2 lugares («abatido» em 2010), a caminho do Rugido, só, e esquecera as chaves da «Casa do Aranhiço»...
[noite Longa]
- 6 e 30:
«APN» deligada; da Sala vinha o som da Ama Velha Elect., que a General Z deixara ligada...
- 6 e 50:
- leitura do agradável «emel» de Map - que chegou para o resto do Dia...
[... que não teve mais história, só Quadrados...]

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Mais Um (está Quase...)

9 e 03 - Qd.o 502...
- dia bonito, de préPRIM.; semana de Envelopes, mas o CARN é a FRONT., nesta «desgastante» RESIST ao T. (e à DES...); «Grosso Modo», faltam pouco mais de 2 M...
- [neste ano, J. não «os vai ATROFIAR» com «Contagens Descrescentes...»; «agradeçam» à MAT....]
- há pouco, CRIS SAPP comunicou que «só se está a meio.. e que as INSC. são já imensas...»     (Brincadeiras de Verão...)              Well

sábado, fevereiro 11, 2017

«a minha casa não tem dentro» - António Jorge Gonçalves

[não se sabe quanto tempo durará esta ENTREV. - com versão Audio, também - nos arquivos do «DN» - J. gostaria de a reler daqui a...]

[de A. J. G., relembra várias das suas vindas, muito disponíveis, ao longo dos tempos, à «E. do Paraíso...»; e do seu «desenho dinâmico» de Cenário, com presença do próprio, em palco,  numa peça de Boris Vian, numa sala Estúdio (Trindade?), em que ano (não se lembra, J.), com um grupo de «AA» (quando havia... para organizar tais...), amontoados em bancos duros...] ***

- AQUI, então
[fala sobre um livro que vai publicar...; e fala de 24 horas de «apagamento» («Morte Branca») que fazem J. pensar em J. C. P.]

*** «Erva vermelha», Trindade, 2006, Out., Inv. - Memória Devolvida pelos  grandes Arquivos, do Púb.!

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Sophia, por João César Monteiro

- Hoje, no Palácio 1617, o jovem M. G. (de ADV) relembrou o filme de João César Monteiro, de 1969 (!!!)

- a dado passo, Xavier, após a leitura de «A menina do mar», diz que a Mãe «inventou Outra VOZ, que não a dela, a Natural...»

- fecha-se o dia com o (re)visionamento do mesmo: AQUI

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Bloco «C»

- [o Bloco C, à hora do almoço, faz «molhada» de Marm., num dos Extremos da Placa da Ilha; quando passa, J. brinca, qual «ASAE...»; 
- ontem, J. M. - um dos que quer respostas seguras para o que só Insegurança tem... - perguntou «sobre o Sonho...»

- 6 e 40 
- aquando do desligar da Máq. APN, J. sonhava com o Bloco...; lembra-se de P., o «esticadinho», aos saltos, mas não do que disse...;  o ambiente era de «provocação Geral», por corredores que não eram os do Palácio 1617, mas talvez os do P. M. [...] - tinha havido uma R. de J. com seus pares, e aproximava-se outra, à hora do almoço; afinal, era «confusão» e J. voltou, para pedir que fossem almoçar com Ele; só M. R. aceitou e lá foram, após J. [...] [não se lembra de mais]

segunda-feira, janeiro 16, 2017

«mudam-se os tempos, as vontades, não?»

- palácio 1617, cerca das 8 e 35,40, base da EScad.
- A. C. - a desta E. - passa por J., a caminho de G. D. («2.ª Volta»)

- «então, já acabou o primeiro contrato?» [no Glorioso MACD...]
- «estou a acabar o Período Experimental, de 3 Meses...»
- «pois, faz o trabalho de todos os outros e ganha ainda menos...»
(aquiesceu, com os Ombros)
- «no meu primeiro T. (na SMT), de 75 em diante, também trabalhava o mesmo e recebia um terço...»
(lá foi)

- Era uma «Equipa» (!!!) de 5:
- 3 VET (PaiV. + SILV. + Pedr.) - os dois primeiros «valiam 9 pontos», na distribuição da «T. de S.», o segundo, 6... - MAS: (era Semanal, era »Vic.», era »Guito...») 
- 2 PRINC.  (D. + ... não se lembra do N...., o Rapaz, ex-Pad., de Almoçageme), os que «valiam 3 pontos», idem) - 
- mas o Jogo acabou depressa, quando, em (...) e, a partir daí, foi a Festa (SAneam., por ex., do P. Bisp., pequeno, careca, «risonho aos saltinhos», cheio de Tiques...) + C. de T.es = SILV. versus Fialho = ...) 
[«e o resto não se diz..., até porque está cada vez mais esquecido...»)

domingo, dezembro 11, 2016

Lista (da «outra Vida»)

- a «outra Vida» de J.: 14, 15 anos, como «Aviador...»; hoje, enquanto fazia a Doméstica na Alm. Reis, foi listando mental. Locais e durações... 
(para relembrar, quando...)

- de Fev. de 75 a Ab. de 78: «SMT», na Bar. Salg. - para obter tal duro T., teve que «omitir» as habilitações («excessivas...») - Verão Quente + Med + [...]; aí conheceu Pers. como [...];
- de Ab. de 78 a Dez. de 80: «C. da C.», na T. das AMOR. - ainda a Med. - a General...- o FMI - a «Queda Mortal» de F. S. C. [...]
- de Fev. a AGO de 81 - meses de Agonia, a FAC., as Máq. Reg. - Lisboa a pé... + a úlc...
- Set, Out. de 81 (?) - na Estef., Noct. no «Arpão» - temporário, mau...
- de Out de 81 a 31 de Julho de 83 -  «M. B., na Madr.» - Saramago, recomeço de estudos... + [...]
- de Set. (??) de 83 a (??) de 84  - «A. A. de P.» no Chiado, na  D. de B. (Grassi + ...) - o Princeso [...]
- 84(???) - a AGO de 85 (???) - (????) - no [...], na Rua Nova da Trindade - o AVC da Marechal H. [...]
- de Out. de 85 a Out. de 86 - «H. A. P.» - nos Rest. - Tétrico, o espaço por detrás do B. + o V. B. que contava as histórias do Santa Maria[...]
- de Out. de 86 (???) a Abr. de 87 - «C. de T.», na P. das F. - tudo pela FAC [...]
- de Abr. de 87 a 3(?), 4(?) de Dez. de 89 - «H. S. A.» - nos Rest, na Rua, Calç. da G. - Bonif. + ouvir o Elev. e dedicar-se à FAC., finalmente    
    
[Princ., após 5 de DEz.,: «o meu P. é P.!»]
- FIM (uff!)

quinta-feira, dezembro 08, 2016

«Criar = Cruzar Influências...» - Bruce S.

[a quantidade de «VídeosBruce» na Santa...; 
J. usa-os como Fundo, sobretudo quando tem que fazer as tarefas do Dever - Envelopes, por ex....]


[a autob. foi adq. no dia do lançamento - 21 de Setembro - por «ordem» da General Z. - que, afinal, nem do 1.º Cap. passou... - tem sido lida, paulatinam., no ESC. MAT., nas manhãs mais «folgadas»...]

- atingida a p. 346:
      "Sem teto e sem a mais pequena ideia de para onde me virar, decidi perder-me no terreno ligeiramente mais controlável da minha vida musical. Com a teia do meu passado a colar-se ao meu trabalho, virei-me para o mundo que conhecera em criança, e com o qual mantinha alguma familiaridade, e que agora me estava a chamar..
     Nebraska começou como uma meditação inconsciente sobre a minha infância e os seus mistérios. Ali não havia nenhuma agenda política ou tema social. Eu estava à procura de um sentimento, de um tom que soasse ao mundo que eu conhecera e que ainda trazia dentro de mim. O que restava desse mundo continuava a dez minutos de carro [...] Os fantasmas de Nebraska saíram das muitas viagens passageiras que fiz às ruas da cidadezinha em que eu tinha crescido. A minha imaginação buscou inspiração em várias fontes, a minha família, Dylan, Woody, Hank, os contos góticos norte-americanos de Flannery O'Connor, os romances noir de James M. Cain, a violência serena dos filmes de Terence Malick, a fábula decadente The Night of the Hunter, realizada por Charles Laughton. Tudo isso mais a voz mortiça e plana que ecoava pela minha cidade durante as noite em que não conseguia dormir. A voz que eu ouvia quando vagueava num transe, às três da manhã, até à sacada da minha casa, para sentir o calor pegajoso e ouvir o silêncio das ruas, à exceção do ruído ocasional dos camiões de atrelados a gemer como dinossauros debaixo da nuvem de poeira, quando saíam de South Street para se afastarem da cidade pela Route 33. E depois... silêncio.


Bruce Springsteen, Born to run - Autobiografia, Elsinore, 2016, p. 346

domingo, novembro 27, 2016

A Queda

[sonhos destes em nada «ajudam» quem está «congelado» há mais de uma Década...]
[em sucessivos..., visto que não foi desligada a «Máq. APN»...]

- Caído em «Hor. 0», J. foi «recambiado» para um «Anti- Paraíso», espaço exterior que podia ser do D. P. V. ou da H. de C. e ... de nenhum deles...; na (re)apresentação foi muito cedo, para se «integrar»...; falou com vários e várias... (pormenores apagados...); ansioso, lá subiu para o Qd.o n.º 5, com entrada ao cimo de 3 ou 4 degraus...; 
- Sala Enormíssima, dividida em duas zonas Enormes - numa já estava a M. de Hist., com meninos de 5.ª ou 6.ª Etapa; dirigiu-se-lhe, recebendo a INFo de que «era assim, isto é, o espaço era «partilhado»»
- lá foi para a sua «Metade»; grupos vários, idênticos, distribuídos por núcleos, em várias direcções, tudo «Esquinado»; primeiro problema: em que mesa pousar a Mala e a Pose inicial ?... 
[e já não se lembra de mais...; 
Uff!]

terça-feira, novembro 22, 2016

Pânico no G. ou a «Ditadura SMS»

Ontem, cerca das 18 e 15.

Não é que Inopinado «SMS» - enviado por entidade credível - reclama o pagamento de avultada verba, para esse mesmo dia?
Difíceis telefonemas se seguiram...
Não é que foi mesmo enviado pela Entidade «credível»?
Não é possível adivinhar se, «no próximo capítulo», o Enigma...
Entretanto, que Poder o do  TLL?

[hoje, após 2 horas na Loja do C. - diz "que foi errro"]
Pois


sábado, outubro 29, 2016

A(o) primeira(o)...

[NOTICIÁRIO oriundo do Princ., quase sempre]

- ... gargalhada (Nocturna) já aqui foi referida...
- ... sopa foi ontem, com duas testemunhas (General + J.), sem «acidentes de maior», já que «caretas esquisitas» e «descoordenadas» não o são...
- ... noite no «Quarto que seja SEu» foi antes de ontem...
- ... sessão de «Tagarelice» Matinal com a «Troupe Bonecreira» foi hoje, pelas 7 e 45, segundo Reza o SMS de C. Bap....
- ... rotação (decubito) ventral, no 1.º de Nov. (?)
- ... gargalhada (Diurna), a 3, por InFO do Princeso
- ....«papa de maçã»- com muitas «caretas», está em vídeo, de 13 de Nov.
- ... «papa da Receita Alemã» - em «Modo Pardalito», segundo o Princ. - em 25 de Nov. - «audiovideopsicografada» no mesmo dia...
- ... «opção por estar sentada = começar a Jogar as MÃOS aos «objetos-Negaças»  (= «despertar para a Vida», segundo o Princ., foi ontem, 4 de Dez.)
- ... vez que «jogou as Mãos a jornal e, ou, revista (para RASGAR, claro) foi na sexta, 9 de Dez. (dia de Plantão da General + J.)
- ... semana «Escolar»: na seg., 2 de Jan. de 17,  seg. o Princ., "fez o (habitual) Beicinho... mas sobreviveu...»; na terça, «participou no Coro de Choro»; na quarta, «estava integrada, tranquila e curiosa...»; na quinta, «mordia nos dedinhos dos Parceiros»; na sexta,  (abaixo)
- ... bolacha Maria, «comida à Mão»

quarta-feira, outubro 26, 2016

Lemos, Surrealista

Fernando Lemos, Auto-retrato, 1949
(museu berardo)
São 52 imagens, de entre 49 e 52, que são objeto de EXP...
O artigo do OBS -  reproduz 8 dessas 52, incluindo a «do lado» -

Recorte:
[...] nasceu em Lisboa a 3 de maio de 1926, estudou litografia na Escola de Artes Decorativas António Arroio e integrou os dois grupos surrealistas portugueses que se formaram na década de 40.
Em 1952, participou na mítica exposição de fotografias, óleos, desenhos e guaches ao lado de Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo, na Casa Jalco, uma loja de móveis no Chiado. No ano seguinte, partiu para o Brasil [definitivamente] e aí se estabeleceu. [...] diz o curador da exposição: “Não sei se posso contar isto, ele contou-me. Ele e o Casais Monteiro, quando se foram embora, iam no barco, apanharam uma bebedeira de whisky e passaram o tempo inteiro, até perderem Lisboa de vista, a fazer manguitos à cidade. O Fernando Lemos regressa às vezes a Portugal, com muito gosto, mas nunca mais veio viver para cá, tal o trauma desta geração.” [...]

terça-feira, outubro 18, 2016

Portugal, 1968

- [em 68, ano do Maio, D. caminhava para os 13 ...]

- Port. pela lente de um fot. estrangeiro - ora regressado - «Dossiê» do OBS

- no Ipsilon do Público - de 20-10 - também

segunda-feira, outubro 17, 2016

Gargalhada

- a primeira, de MAT., terá sido «na noite passada, durante o sono, em algum sonho...» segundo reza o  SMS do Princeso, desta manhã, pelas 8 e 50...

Eh. eh, «isto anda bem Cronometrado...»)

domingo, outubro 16, 2016

Nome: Herança e Peso

«[...] É coisa boa quando a herança do nome dos pais nos enche o coração, mas é coisa difícil quando o tamanho do nome dos pais nos abafa o ser. Então é preciso saber emergir das águas daqueles dois caudais de talento, saber quem somos para além da grandeza deles, saber em que cruzamento — das duas ruas por onde correm dois nomes maiores da nossa cultura — fica a nossa esquina. [...]»

Recorte do depoimento de Violante («A memória do meu pai, o Nobel») - (nas pp. 12-13 do«regressado») P2 do Público de hoje     
[sublinhados acrescentados]

sábado, outubro 15, 2016

«Ex-AA» - Maria João Luís

- não é a primeira entrevista de M. J. L. que V. lê e em que vê referida a sua passagem pela «Escola do Paraíso», ainda na «versão «pré-80», provavelmente  - mas esta, publicada no DN, a propósito de (Tudo...) fica aqui «roteirizada» -

RecorteS:

Conhecemo-nos miúdas, em Vila Franca de Xira. E depois perdemo-nos. Para onde foste?
Fui para a António Arroio com 14, 15 anos, para um curso que me encaminhava no sentido das artes visuais e eventualmente da arquitetura. Queria pintar, queria fazer escultura... fazer coisas com as mãos. [...]
[...] Essa vontade que tinhas de seguir artes visuais vinha-te de onde?
Penso que sobretudo de uma espécie de fuga de um tipo de ensino a que não me ajustava, não gostava daquilo. E quando me falaram da António Arroio, das possibilidades daquela escola...
E como se dá a transição das artes visuais para as do palco?
É muito engraçado. Porque essa minha amiga, a Gabriela Vieira, tem um talento incrível para pintar e desenhar e essas coisas todas. E eu ao fim de um ano percebi que qualquer coisa que eu fizesse não tinha sentido nenhum, nem eu lhe dava sentido nenhum.
Por comparação?
Sim. Ela fazia um risco e aquilo era... Do caraças. E eu fazia um risco e aquilo era um risco. Depois a escola tinha uma data de gente interessantíssima, lindíssima. Conheci ali carradas de gente - o Pedro Vasconcelos, o António José de Almeida, a Fernanda Fragateiro, o André Louro de Almeida, que era o vocalista dos Croix Sainte... Sei lá, carradas de gente. E de repente aquela gente toda era extremamente motivadora e inspiradora. E a minha inspiração ia muito mais para o campo performativo do que para a coisa da pintura. E era convidada muitas vezes para fazer pequeninas performances nas exposições que os fulanos faziam. Muitas vezes havia exposições na escola e eu era convidada para fazer uma performance. [...]

segunda-feira, outubro 10, 2016

Fernandez????

- sábado, à tarde....
- dera  a «veneta» («abençoada!»)  à General Z e lá tinha ido «desenterrar» as fotos de há décadas, com elas «ocupando» o Princeso  e C. B.  (e MAT., ainda não...)              [«que magros que vocês eram»]
- aí, J. aproveitou para se «refugiar» no ESC. [...]

- pois, a dado passo, surgem as fotos de Março de 79, de Stresa (...) 
- e o diploma do «John White Course», em Inglês [junto de Carta  assinada por Mr. Luigi Parenti, com cumprimentos de Mr. Cedrini] - onde D. é «renomeado»:
FERNANDEZ MARTINIS         (passando de Luso a «Italo-Hispânico»....)
(foi uma risota...)

- (já não se lembrava de tal, J.)

domingo, outubro 09, 2016

«O escritor enquanto jovem» - Orhan Pamuk

[de Pamuk há dois títulos numa das Est. do CORR. - ambos lidos, com muito agrado, já há bastante tempo...]

O escritor enquanto jovem na 'sua' Istambul
Fotografia do DN, de artigo sobre o lançamento do seu mais recente título... - DAQUI

sábado, outubro 08, 2016

Espelho (ao) - (de) Chernobyl OU Ensaio sobre o Apocalipse

DAQUI
Recorte: 
O documentário A Suplicação – Vozes de Chernobyl, do realizador luxemburguês Pol Cruchten, baseado no livro homónimo da Prémio Nobel da Literatura 2015, a escritora-jornalista bielorussa Svetlana Alexievich, {...] Em parte rodado nas ruínas de Chernobyl, com actores que vestem a pele de quem viveu o desastre nuclear de 1986, o filme dé uma co-produção austríaca e luxemburguesa.

quarta-feira, outubro 05, 2016

Esquecer (aprender a)

Quantas vezes a memória
Para fingir que inda é gente,
Nos conta uma grande história
Em que ninguém está presente


Leve vem a onda leve 
Que me ensina  a adormecer,
Ó onda leve, onda leve 
Antes me ensina a esquecer.


Var:
Leve vem a onda breve 
Que se estende a adormecer, 
Breve vem a onda leve 
Que nos ensina a esquecer.

Fernando Pessoa, Quadras e outros cantares

segunda-feira, outubro 03, 2016

«São Rugas, senhor, são rugas»


Recorte da Legenda do «P3»: DAQUI

«Fotografar um rosto bonito é fotografar um rosto bonito, mas fotografar um rosto com rugas é fotografar uma história.” Esta foi a frase proferida por Arlindo Rotundo, pai de Leonardo Vilela, que deu origem ao projecto "Traços e Rugas", [...]

sábado, outubro 01, 2016

«o Amor não escolhe idades»

- até sensivelmente 2008, 9, durante mais de 3 décadas «comuns», era a General Z que trazia as Narrativas para Casa - tantas, tantas eram as «Lds» ... - daí para cá, é J. que tenta fazer «render o seu (pouco) Peixe»

- como a que se segue, de terça ou quarta

- ia J. pelo Grande Corredor, quando Aleluia, Ar Feliz,  se lhe dirigiu:

A: - Olha para mim, não vês nada de diferente?
- [...] (via a esguia Figura do costume)
A:- (mostrando a pequena proeminência) - Estou G. de 5 meses!
- [...] «parabéns» (e etc.)
A: - Sabes quem é o pai?
- [...] (J. quer lá saber de tais coisas ou faz lá perguntas dessas...)
A: - Queres saber?
- [...]
A: - É Fulano. Casámos e tudo. Pronto.
- [...] (J. lá superou o espanto...) - («e  o resto não se diz...»)
A: - Vão ser cinco homens lá em casa, sabes... (e lá detalhou a contagem)
- «Força, Aleluia, não os deixes ...» ( « e o resto não se diz...»

Quanto à General, gostou da História - é das Verdadeiras, não tem ficção - (Será?)

quarta-feira, agosto 24, 2016

«... para além da curva da estrada (... como um ruído de chocalhos»)


Com  verso de Caeiro, evocação de Infância, de J. Monginho, no Alentejo [num «dossiê» do J. L., intitulado «Memórias de outros verões»]

Recorte inicial:

“O dia começava ao pôr-do-sol, com os chocalhos das ovelhas. Escuta, lá soam eles, dizia a tia Chica, cansada de pressentir todos os sons da aldeia; feliz por, durante esses dias, os ouvir através dos ouvidos curiosos da sobrinha.
A gaiata saltava da minúscula cadeira encarnada e corria a assomar ao portão, nas traseiras da Casa. Se fosse hoje, pensa ela, teria fotografado cada segundo dessa espera impaciente: a cauda da estrada, lá em cima, iluminada como a de um cometa pachorrento, um cometa alentejano, terreno, seguindo o aroma do pão; depois o novelo, tão distante que parecia impossível desdobar-se até chegar, fio por fio, balido por balido, aos olhos esbugalhados da gaiata. O canito à frente, treque-treque, língua de fora, esbaforido. Atrás o pastor, quase tão alto como o depósito da água, que, ao passar por nós, levava os dedos ao boné e ciciava boa tarde. Boa tarde, ti Lucas.
Já não via desaparecer o rebanho na outra ponta da estrada, a que dava para o Desvio, assim chamavam os aldenovenses ao cruzamento que os levaria a Beja, a Espanha ou a Lisboa. Os ouvidos já escutavam outra música, a que vinha da venda mesmo em frente, as vozes dos homens amparadas umas às outras, um queixume plural, mudado em cante. Às vezes falo comigo e digo triste sorte que é a minha. A mãe dava-lhe as moedas e mandava-a à venda por uma laranjada. Lá dentro fazia escuro, mal se distinguiam os homens por baixo dos chapéus, quanto mais as gargantas. De onde sairia o cante? Ali se demorava, a ver se descobria, esfregando as mãos na garrafa fresquinha. [...]


«Como um ruído de chocalhos para além da curva da estrada», Julieta Monginho, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, n.º 1197, 17–08–2016, p. 8

segunda-feira, agosto 22, 2016

Helen - a «Mulher-Açor»

[segunda, pelas 11 e 20...; ao balcão do F., da «histórica» Dona I...; Recorte que estava a ser lido, quando tocou o CEL, para a General Z, com a Dona M. D., de Évora, ...]

A minha visão turva-se. Transportamos as vidas que imaginamos tal como transportamos as vidas que temos e, por vezes, fazemos o cômputo de todas as vidas que perdemos. O almoço de verão recua. Não consigo recuperá-lo. Há nevoeiro que se infiltra, vindo do campo de râguebi que Prideaux percorria. Lufadas lentas e brancas. Há um silêncio na minha cabeça, mas vai-se tornando mais sonoro.  «Não sou uma espia», disse eu ao meu pai. «Sou historiadora.» Mas ao observar toda a gente à volta da mesa, os seus rostos fascinados com o meu açor, parece-me que já nem isso sou. Sou o Bobo, penso, entorpecida. Era uma investigadora, uma académica competente. Agora sou feita de retalhos. Já não sou a Helen. Sou a mulher-açor. A ave estraçalha a perna do coelho. Vespas descrevem círculos à volta dela, semelhantes a electrões. Pousam-lhe nos pés, no nariz, à procura dos restos de carne de coelho que vão levar para o seu ninho de papel em qualquer sótão de Cambridge das imediações. Mabel enxota-as com o bico e observa os seus abdómenes às listras amarelas e pretas a girarem no ar antes de se endireitarem e de voarem de novo direitas a ela. Este almoço de verão tem um ar profundamente irreal. Sombras de damasco e prata, uma fotogravura num álbum, qualquer coisa de Agatha Christie, de Evelyn Waugh, vinda de outra época. Mas as vespas são reais. Elas estão aqui, pertencem ao presente. O mesmo se pode dizer do açor e do sol no centro deles. E eu? Não sei. Sinto-me oca e desprotegida, um ninho de vespas etéreo, vazio, uma coisa feita de papel machê depois de a a geada ter acabado com toda a vida no seu interior.
[itálico no texto; negrito acrescentado]


Helen Macdonald, A de Açor, 2015, «Lua de Papel», pp. 152-153

domingo, agosto 21, 2016

A Educação da Ave

[não será dos temas que mais interesse a V., mas o nível da AutoFicção justifica bem a Leitura - iniciada antes da Estadia de Mat., lentamente retomada desde sexta; atingida a p. 127]

Recorte:
Depois de uma chuva intensa, o ar está luminoso e as multidões da hora de fecho das lojas já desapareceram. Nesta segunda expedição, a Mabel agarra a luva com mais força do que nunca. Está tensa. Parece mais pequena e sinto-a mais pesada, como se fosse o medo a torná-la assim, como se lhe tivessem vertido estanho para dentro, para os ossos ocos e longos. As marcas semelhantes a gotas da chuva na sua fronte coberta de penas cerradas correm juntas formando linhas compridas à volta de uma boca descaída. Debica pedacinhos de comida, mas principalmente olha à sua volta, tensa e reservada. Segue bicicletas om os olhos. Curva-se, pronta a saltar, quando as pessoas se aproximam de mais. As crianças assustam-na. Fica inquieta com os cães. Com os cães grandes, quero eu dizer. Os cães pequenos fascinam-na por outras razões.
Decorridos dez minutos de apreensão, o açor decide que nenhuma destas coisas o vai comer ou espancar até à morte. Sacode as penas e começa a comer. Automóveis e autocarros passam a chocalhar, libertando fumos de escape e, quando a comida desaparece, ele fica a contemplar o estranho mundo que o rodeia. E eu também. Passei tanto tempo sozinha com ele, que vejo a cidade através dos seus olhos. Ele observa uma mulher na relva, a atirar uma bola ao cão, e u fico a ver também, tão perplexa como a ave com o que ela está a fazer. [...] O que salta à vista de uma ave de presa na cidade não é o que salta à vista de um homem. As coisas que vê não lhe parecem interessantes. São irrelevantes. Até que se ouve um bater de asas. Erguemos ambos os olhos. É um pombo, um pombo-torquaz, a descer para pousar numa limeira por cima de nós. O tempo abranda o seu ritmo. O ar torna-se mais denso e ave transforma-se. É como se todos os seus sistemas defensivos ficassem de súbito envolvidos. Miras vermelhas. Ela põe-se em bicos de pés e estica o pescoço. Isto. Esta trajetória de voo. Esta coisa, pensa ela. Isto é fascinante. Alguma parte do jovem cérebro do açor descobriu qualquer coisa, e tudo gira em torno da morte.


Helen Macdonald, A de Açor, 2015, «Lua de Papel», pp. 120-121

quarta-feira, agosto 17, 2016

«APAGA-APAGA» - Dulce M. Cardoso

Entrevistada por F. Câncio, no DN de hoje

Recorte (legenda da Fot.):

Ao escrever o segundo romance, Os Meus Sentimentos, Dulce Maria Cardoso perdeu-o devido a um vírus informático. Reescreveu-o de memória e descobriu o seu método criativo, “que é o mais maluco”: escreve e quando chega ao fim apaga tudo e reescreve. “É horrível, mas já tentei não o fazer e não fica bem”

segunda-feira, agosto 15, 2016

A (Insustentável) Leveza das Pedras - Lobo Antunes

No tempo Grande do Rugido, há Tempo para ler a Visão:

O meu trabalho é escrever até que as pedras se tornem mais leves que a água. Não são romances o que faço, não conto histórias, não pretendo entreter, nem ser divertido, nem ser interessante,  só quero que as pedras se tornem mais leves do que a água. Em pequeno, à noite, no verão, de luz apagada, ouvia o mar na cama,  a mesma onda sempre, ainda hoje a mesma onda a trazer a praia e a levar a praia, e, ao levar a praia, eu suspenso do nada sem tocar nos lençóis. (...)
(...) Senti-me feliz na Transilvânia, nas montanhas. As pedras tinham menos peso já, por essa altura, mas ainda necessitava de muito tempo porque as palavras demoram a impregnar as coisas, entram devagarinho, a ideia da minha morte começa a parecer-se com a minha morte. Às vezes o meu corpo gela, às vezes uma pedra levanta-se. Faltam muitas ainda. Quando todas forem mais leves do que a água então sim, podem ler-me, escrevi o que era preciso escrever(...)

António Lobo Antunes, «Até que as pedras se tornem mais leves que a água»,  Visão, n.º 1223, 11-08-2016, pp. 6-7

terça-feira, julho 26, 2016

Perdidos...

- Primeira Fase
já ao final da tarde, o Corsa de 2 lugares («abatido» em 2010...) desceu uma rampa pronunciada, que ao fundo tinha uma praia, mas com casas, muitas. a toda a volta... - A General mergulhou (coisa que não faz há....), o que deixou V. irritado, porque os atrasava ainda mais...
- Segunda Fase
a caminho de Odem., cada vez se afastavam mais, seguindo por caminhos estreitos e «rústicos» - comentavam que as pessoas que lhes iam dando indicações «tinham expressões estranhas, paradas...»

-[ noite longa, Máq. APN desligada após 7,4 e índice que não foi lá muito bom (9,8)]

segunda-feira, junho 27, 2016

«Menina a caminho»

7 e 25. S. interrompido pelo DESP.
[antes que esqueça ainda mais...]

- com cerca de 3 anos, de cabelo claro e alourado, brincava junto a uma árvore, nuna praça (Rossio?).
- depois de a observar, V. percebeu que estava perdida. Teve que lhe sacudir alguma areia, quando a agarrou ao colo. Falava bastante (o quê, já esqueceu...). À sacramental pergunta, respondia, escorreita, e apontando o dedito em várias direcções, que «a mãe estava ali, numa Vernissage ». Ali, onde? Trouxe-a para a Esquadra de S. Paulo. Aberta a porta, surgiu a Dona GTT (Gov. do Palácio): «Olhe quem lhe trago aqui, dona G.!»

sábado, junho 11, 2016

Lucia Berlin

- foi a única aquisição da noite de 3, quando V. foi à Feira com J.; «dispersamente» o foi lendo, por exemplo, na DOc., na esquina da J. F. com a A. P. (Estaminé amplo e iluminado, novo «Poiso» de V.) 
- a 7, no 1.º C.deT., leu mais uns quantos contos - mas, pela hora do almoço, foi oferecido a R. R., que nesse dia celebrava 18 (o mesmo núm. da P.)
 - [há que obter novo Ex.]

- entretanto, em Casa de Editora Catalã, depoimentos e leituras da própria L. B. - AQUI