- reencontro, no Jardim do Bairro, com M. J. J. (33, 1.º Bloco de 2007), recém-operada e que o informou do seu próximo trabalho, na LIV.a do MD., na Baixa; D., desta vez, «abusou» de narrativas do (seu) EU; para «compensar», 4 sugestões de leitura (2 antigas, 2 recentes);
terça-feira, junho 16, 2026
segunda-feira, junho 15, 2026
«a negrinha loira que vendia mangas», Caderno de Memórias...
- [ a «novela gráfica» foi uma das três aquisições do último dia da feira, ontem, domingo, de manhã]:
Isabela Figuiredo e Júlia Barata - (mal) fotografado da Página 66) - sobre a «novela gráfica» e a peça feita a partir de «A Gorda», ouvir Isabel e Maria Rueff, em «E agora», de 9 de Junho de 2026; ilustradora AQUI
RECORTE da narrativa:
Uma branca não vendia mangas a não ser por grosso, a outros brancos que as distribuíssem. Uma branca não vendia mangas no chão, à porta. Mas eu era uma colonazinha preta, filha de brancos. Uma negrinha loira. E a colonazinha preta que eu era vendia montezinhos de mangas do lado de fora do portão da machamba. Três mangas, com mais uma empoleirada no topo. Quatro mangas; uma quinhenta. Eu sabia que era barato, mas convinha vencer a desconfiança dos negros que passavam a pé, vindos da jornada, e se deparavam com a colonazinha sentada no chão, de pernas cruzadas, tomando conta da pequena venda de mangas, que assentava sobre um caixote virado, servindo de banca para o negócio. [...]; o mesmo em 2016, em «Letras Escalfadas»;
Isabela Figueiredo, Caderno de memórias coloniais (2015, 6.ª edição revista e aumentada), p. 69; (1.ª edição, na Angelus Novus, em 2009;
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