segunda-feira, junho 15, 2026

«a negrinha loira que vendia mangas», Caderno de Memórias...

 - [ a «novela gráfica» foi uma das três aquisições do último dia da feira, ontem, domingo, de manhã]:

Isabela Figuiredo e Júlia Barata - (mal) fotografado da Página 66) - sobre a «novela gráfica» e a peça feita a partir de «A Gorda», ouvir Isabel e Maria Rueff, em «E agora», de 9 de Junho de 2026; ilustradora AQUI

RECORTE da narrativa:
       Uma branca não vendia mangas a não ser por grosso, a outros brancos que as distribuíssem. Uma branca não vendia mangas no chão, à porta. Mas eu era uma colonazinha preta, filha de brancos. Uma negrinha loira. E a colonazinha preta que eu era vendia montezinhos de mangas do lado de fora do portão da machamba. Três mangas, com mais uma empoleirada no topo. Quatro mangas; uma quinhenta. Eu sabia que era barato, mas convinha vencer a desconfiança dos negros que passavam a pé, vindos da jornada, e se deparavam com  a colonazinha sentada no chão, de pernas cruzadas, tomando conta da pequena venda de mangas, que assentava sobre um caixote  virado, servindo de banca para o negócio. [...];          o mesmo em 2016, em «Letras Escalfadas»; 

        Isabela Figueiredo, Caderno de memórias coloniais (2015, 6.ª edição revista e aumentada), p. 69;                             (1.ª edição, na Angelus Novus, em 2009; 
- entrevista A Alexandra P. Coelho - AQUI; «Entre dois mundo», Linha da Frente, 11 de Dez de 205, AQUI, a partir do minuto 11; ]

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