- [leitura concluída ontem]
quarta-feira, agosto 19, 2026
Que Nome é o seu? [«Escrito com sangue...»]
quinta-feira, agosto 13, 2026
«do início do mundo» (Maria Grazia Calandrone)
quinta-feira, agosto 06, 2026
«Eu e o Santa Rosa» (Cristina Peri Rossi)
- [principal leitura do regresso ao GALH e ao «Agosto em Lx» - onde «cheira mal»; narrativa autobiográfica centrada na representação da Infância; alcançada a p. 153. de 203]; artigo de Isabel Lucas, no «Ípsilon» - «Porquê? A incómoda rebelião de uma criança»
RECORTE(s):
Fui feliz naquela casa, sacudida de meia em meia hora pela passagem de um comboio de mercadorias, de um comboio de passageiros ou de um comboio expresso. Bastava perguntarem-me: sabia todos os horários, todos os destinos, e quando o frio ou a chuva ou a hora tardia me obrigavam a recolher-me, via passar os comboios através da janela. Os habitantes da povoação - não muito numerosos - habituaram-se a encontrar-me todos os dias à procura de ovos de avestruz ou a pastorear ovelhas, e perguntavam-me pelos horários dos comboios, [...] e mostraram-me que era preciso saber que tipo de comboio iria chegar para as [vias] abrir ou fechar, utilizando uma enorme máquina, em forma de leme [...] O meu maior sonho era ser capaz, sozinha, de pôr a máquina a funcionar, mas isso exigia a força de um homem muito grande e muito robusto, pelo que o meu querido tio encontrou um sistema para não me desiludir: um dos empregados da estação [...] movia a pesada correia de ferro pintada de preto, enquanto eu fazia girar o leme. Era o Santa Rosa e tornámo-nos inseparáveis. Como todos os homens do campo uruguaio, era reservado, silencioso, de maneiras sóbrias, contidas e delicadas. Nunca falava, mas uma ordem bastou-lhe. O meu tio disse-lhe: «O seu trabalho, Santa Rosa, é cuidar da menina, sem que ela se aperceba»; e o certo é que eu não dava por isso.
Cristina Peri Rossi, A insubmissa, 2026, pp. 18-19
domingo, julho 12, 2026
Passaporte, António
- dossiê no «P2» do «Público», primeiro de oito episódios, sobre as Memórias escritas pelo único fotógrafo português que participou na Guerra Civil Espanhola; AQUI; Vídeo, AQUI;
RECORTE(s):
[...] O novo regime proibiu de imediato o dinheiro republicano (desde finais de 1936 que os rebeldes emitiam moeda) e foi nessa altura que começaram as “dificuldades financeiras” da família. [...] “Tivemos que ir vendendo por preços ridículos [tudo] quanto possuíamos para podermos comprar o que fosse possível para a nossa modesta alimentação. Também tivemos de recorrer à venda de livros e de sandes na rua para ganhar algum dinheiro. A minha mulher fazia sandes com sardinhas de conserva que Rodolfo e Helena levavam num cesto para vender à saída da estação de Atocha, acompanhados do irmão António que se encarregava da venda de livros no mesmo local e de os proteger por ser mais velho.” Mas não foi suficiente. A repressão franquista punia também com a pobreza e a espoliação. E por isso recorreram aos refeitórios do Auxílio Social, fundado e gerido pela Falange. “Não era preciso pagar nada, nem ser filiado no partido falangista. [Os filhos] Apenas tinham de cantar o hino da Falange, ‘Cara al sol’, antes das refeições e depois de terminar.” [...]
terça-feira, junho 16, 2026
M. J. J.
- reencontro, no Jardim do Bairro, com M. J. J. (33, 1.º Bloco de 2007), recém-operada e que o informou do seu próximo trabalho, na LIV.a do MD., na Baixa; D., desta vez, «abusou» de narrativas do (seu) EU; para «compensar», 4 sugestões de leitura (2 antigas, 2 recentes);
segunda-feira, junho 15, 2026
«a negrinha loira que vendia mangas», Caderno de Memórias...
- [ a «novela gráfica» foi uma das três aquisições do último dia da feira, ontem, domingo, de manhã]:
quinta-feira, maio 21, 2026
Clube do Livro
- 04 : 00; primeiro desligar da MÁQ.a APN)
terça-feira, maio 19, 2026
«o rosto do pai», Patti Smith
[terminado hoje de manhã, na ESPL do RTA]
domingo, maio 10, 2026
No sétimo aniversário, um saco de livros... [Patti Smith]
domingo, março 08, 2026
«escrita zoológica» (ALA, por Paulo Faria)
[...] Havia na tua escrita o Jardim Zoológico de Lisboa, que aparecia e reaparecia constantemente. O nosso pai levava-nos ao Jardim Zoológico com uma regularidade intrigante, como se fosse um ritual de descoberta do mundo, como se não houvesse mais nada para fazer. Talvez não houvesse mesmo mais nada para fazer. A minha infância ficou entranhada com o cheiro a estrume e a catinga do Jardim Zoológico, com o calor húmido e pastoso da Casa dos Répteis, com a imagem do elefante a mendigar moedas com a tromba molhada e a tocar o sino a troco de uma cenoura mirrada, oferecida por um guarda de uniforme coçado que, apercebo-me agora, devia passar ali o dia inteiro, naquela labuta melancólica. Esta recordação mescla-se com a recordação do meu pai a ler o trecho em que, num dos teus romances, tu descrevias este elefante e este guarda, e ambas as recordações se contaminam uma à outra e se tornam indissociáveis. A tua escrita era toda ela, aliás, um imenso jardim zoológico, povoada por uma selva infindável de comparações com animais. As pessoas, os objectos, as cidades, as ruas, os automóveis, tudo tu comparavas a este ou àquele animal, criando uma Arca de Noé caótica em que os bichos tivessem desatado a copular às cegas, furiosamente, sem olhar à espécie do parceiro, gerando monstros e quimeras com formas híbridas que depois invadiam o mundo dos teus romances. O meu pai, que chamava “camelo” e “vaca” a toda a gente, a toda a hora, sentia-se ali nas suas sete quintas.»
sexta-feira, março 06, 2026
«um bicho esquisito». A. Lobo Antunes
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| Susa Monteiro |
Eu fui o filho que deu sempre mais problemas aos meus pais, ou seja o único que não parava de dar problemas aos meus pais. Era mau aluno
(os meus irmãos eram brilhantes)
– Francamente
e recordo-me de a ouvir dizer ao meu pai, julgando que eu não estava na sala
– Se ao menos ele fosse estúpido eu ainda compreendia
comigo a sentir-me um bicho esquisito que passava o tempo a ler e a escrever e, nos intervalos, a fazer asneiras, como por exemplo usar as jarras de flores para fazer chichi, espalhando pela casa um cheiro horrível, às vezes difícil de localizar. [...]
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
«Olho de Boi» (de «Consumo Obrigatório»)
RCORTE(s) da p. 9:
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Trabalhar enquanto...
- ligado à MicroMáq.a, «Muitos em Um», J. continuou a trabalhar no Elevador, pelos Corredores e depois no Carro, com «Parceiros» de várias nacionalidades...; um deles perdeu temporariamente a ligação e, quando «voltou», informou «que fora por circular num túnel sob o Tamisa....»;
- «é assim, Boss, agora dá para trabalhar assim...»; R., «encolhido», registou, claro...; [grande autonomia, sim, enorme pressão, também...OU «não há Bela sem Senão»?]
quinta-feira, janeiro 01, 2026
«Máquina APN»
- 8 : 30; «APN» (noite longa, a primeira de 26...; último desligar da MÁQ.a APN)

