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sábado, janeiro 07, 2023

«Mente literária» E «Mente pictoral»

 Excerto da Entrevista de Anthony Rudolf a «E» - Revista do Expresso - número dos 50 anos:

ENRIC VIVES-RUBIO/PÚBLICO
[...] Tenho uma história engraçada sobre o ateliê. Quando modernizaram e renovaram a zona de estação ferroviária King’s Cross, começámos a notar muitos ratos e ratinhos. Os ratos deixaram a estação e migraram para norte, para a zona do ateliê. Chamámos um homem da empresa de controlo de pragas, Rentokil. Veio, deu uma olhadela para aquelas filas atrás de filas de vestidos, adereços e roupa vintage e disse: “Se eu fosse um roedor, isto seria um hotel de cinco estrelas” [risos]. Artistas como a Paula ou Lucian Freud, por exemplo, tinham mesmo de ter um ateliê. E muito se escreveu sobre a mística, a magia do ateliê de Freud ou de Paula. O corpo e a alma do pintor estão no ateliê. Ao contrário da escrita, a pintura é uma atividade muito física. Acho que há uma diferença entre uma mente literária ou verbal, como a minha, e a mente de um pintor. Um pintor tem de se focar no momento, não pode fazer três coisas ao mesmo tempo. Eu, por exemplo, posso fazer um rascunho e editar um ­poema enquanto viajo de comboio. [...]

terça-feira, novembro 01, 2022

De Balneário Camboriú à Penha de França («E esta, hein?!...»)

 - «lulista», GusT., jovem, loiro e magro, vindo bem do sul do Brasil, oficina, há cerca de 2, 3 meses, no Estaminé dos Manos D. + A., «pressionado»,  por estes,   nas funções que dantes (quando os Manos começaram...), eram atribuídas aos «rapazolas» de 14, 15... ou aos Velhos de «canetas» já gastas...

- por isso, não é fácil «entrevistá-lo»; depois da  turística Terra de Origem [Extraordinária, nos dois Nomes...],  «Marginal enterrada sob gigantescas Torres de Betão...»] - «onde a vida é muito cara» - as profissões do pai («tesoureiro de uma Associação» de...) , e da mãe («arquitecta, designer, em  actividade»); «berço fino» provocou R., sem efeito ou reacção...;  enfatizou, sobretudo, que «veio começar do zero» e que «há mais oportunidades na Europa»)...; bem, se Portugal fosse só Europa...

- [nota posterior: terá voltado para o BRAS, por volta de Março de 24 - para o seu lugar, regressou Pat.a, agora mãe de Luna, com cerca de 4 meses...]

quarta-feira, dezembro 01, 2021

«ADN» («uma questão de») + Saramago: «... arranjar forças .. no dedo grande do pé»

- pais, mães, filhos, filhas, netos, netas, irmãos, irmãs... em cada programa, «um PAR» - são muitos em arquivo, R. só deu pelo programa da TSF agora, no dedicado aos «Gémeos J. + J.»... [na foto, copiada da «página» da TSF]  [entrevistas conduzidas por Teresa Dias Mendes]



 "então vais ter de arranjar forças, nem que seja no dedo grande do pé" - foi a conhecida frase de Saramago para a filha Violante, presa, na época do «PREC», em Caxias, após ter recusado pagar a Caução [...]; no programa «respectivo»

sexta-feira, março 26, 2021

Oliveira (Maria Antónia e Rosa)

 - duas irmãs «da Literatura», cada uma por sua via, na(s) «Entrevista(s) Cruzada(s)», do «podcast» «Grandes Leitores» de hoje, 26 de Março, de Isabel Lucas - começa-se por Camilo... + «manias de leitura» + [...]; a partir do minuto 22.º..., Rosa [...]

-entrevista de Rosa ao «I-ON», a 31 de Maio

terça-feira, fevereiro 23, 2021

«Só eu escapei»

 - enquanto «a peça não volta», as 4 actrizes evocam as suas histórias de Vida, em Entrevistas filmadas:

- Márcia Breia;                 - Catarina Avelar;               - Maria Emília Correia;

- Lídia Franco;     [que D. recorda, «ligeira», na pausa da tarde, a descer as escadas da C. da C.«algures» entre 78 e 80..[

domingo, novembro 29, 2020

Sophia, a Mãe, Edoardo, o Filho

 - [«desligou», por momentos, para Ouvir a Chuva Intensa - sensação cada vez mais rara]

- o Fillho, Realizador, conversa com a Mãe [«Monstro Sagrado» do Cine...]

domingo, outubro 18, 2020

Rushdie: «A Ficção como Verdade»

[Há muito que D. não lê S. R...; foi à Estante da Sala e não encontrou nenhum: estará algum em S. António, nas Estantes de J. e de C. Bap.?]

Aos
 73, Entrevista ao «Ípsilon», a Isabel Lucas, sobre «Quichotte»...;

RECORTE:
[...]
Ainda sobre as origens deste livro, fala da ópera Don Quixote, Jules Massenet, para sublinhar que não se trata de uma imitação, mas de uma inspiração para falar de um mundo — este — onde existe uma confusão entre real e irreal.
O mundo da imaginação e o mundo objectivo sempre se sobrepuseram. As coisas têm de ser imaginadas antes de virem para a realidade. É preciso imaginar uma roda antes de fazer uma roda. Sempre houve transições entre o mundo nas nossas cabeças e o mundo à nossa volta. Mas o que está a acontecer de forma mais perturbadora é a confusão acerca da verdade em resultado da combinação de duas coisas: novas tecnologias de informação e um grupo de políticos sem escrúpulos. Há um problema quando muita gente não é capaz de distinguir entre mentira e verdade. A ficção é diferente da mentira. Margaret Atwood escreveu um ensaio muito bom sobre isto. Não me lembro das palavras exactas, mas o que ela dizia é que a literatura é acerca da verdade; a arte do romance é acerca de encontrar maneiras para a verdade, sejam quais forem; podem ser muito surrealistas ou muito naturalistas, mas o propósito é o de dizer alguma coisa que seja verdadeira acerca dos seres humanos e do mundo que construímos. Enquanto a mentira é um meio de esconder, de mascarar a verdade. A ficção e a mentira são inimigas de muitas maneiras. Muitas vezes diz-se que são a mesma coisa porque são formas de fazer acreditar. Mas a literatura está ao serviço da verdade, enquanto a mentira está ao serviço da falsidade. Num tempo como este a literatura pode refazer o contrato entre escritor e leitor, um acordo acerca do que é a verdade.
[...]

sexta-feira, agosto 28, 2020

«Bons Malandros» («Crónica dos») + «de noite não há moscas, não há relógios»

- [em fase de «adaptação a Série», segundo Z., por sugestão de jovem filho do realizador...]

- no início desta entrevista - G. R., 26 -, Zambujal, 84, evoca o «televisivo programa de Escrita», em cuja 25.ª (???)  edição, D. participou, premiado com uma ida a Salzburgo, com M. L. C., na Páscoa de 95 (...)

- quanto à «Crónica...», D. relembra 9192, ano de EST. no «PAV», com seis guiões e ida do próprio [...]

terça-feira, abril 28, 2020

domingo, outubro 06, 2019

«Geração (à) Rasca»

- [quanto à Geração, já muito «gerou»: filhos, cargos...]

- a famosa expressão de Vicente Jorge Silva, de novo interpretada pelo próprio, aos 73 anos, sempre acutilante («a nossa saúde mental depende...») 
em Entrevista ao «Expresso» - AQUI

domingo, junho 23, 2019

«Escrever é...; M. E. C.

- ...CORTAR, sempre, sempre»
- lida à General, entre as 12 e 20 e as 13; 
- Entrevista + «Poética (da Escrita) (e) da Crónica» e da «Busca da Voz»... + ABG + «Carta a Jovem Escritor» +  Retrato(s) + «Inventário de mentalidades» + [...]
- sendo tão difícil escolher Recorte(s), não se coloca Recorte(s) [...]
- quanto à crónica do «dia seguinte» (24), decorrerá do anterior....

quarta-feira, junho 19, 2019

«Lemos, 93 anos, surrealista, até hoje»

«A Mão e a Faca»
( a mão é a de O'Neill, cf. minuto
20... do DOC ao lado)

-Entrevista,audio,ao Expresso («Pal.a de autor, n.º 25») a propósito de Exposição na Cordoaria e do lançamento do livro «PH. Fernando Lemos».

- «Artista, graças à Poliomielite»

- «Como, não é RETRATO» - DOC., de Jorge Silva Melo (2008 + 2017), na RTP Play   (repetido a 9 de Maio de 2018...; ora recolocado...)

quinta-feira, novembro 29, 2018

«João na Terra do Jaze...»

- entrevista-reportagem, intensa,  pelo Documentário e pelos 80 anos, no «P2» do último domingo. 25-11...; na «RTP-Play», em Agosto de 2022; ou datado de Janeiro de 2019; 
.
Recorte: 
     [...]  tive um filho que durou dois anos que se chamava João. ‘Sabes jazz?’, disse eu. ‘Então vou-te fazer uma pergunta: como é que se chama o trompetista de jazz de que gostas mais?’ E ele respondeu: ‘Miles Davis.’ Isto foi há três anos, ele hoje terá uns 6 anos ou 7. Só isto já valeu os meus 60 anos de trabalho. Oxalá não seja como os outros Joões
    Foi morte súbita, uma bactéria. “Na véspera estive com ele, os dois sentados no chão, a ensinar-lhe o que era uma moeda de um escudo. E no outro dia... não me esqueço do grito da mãe. Tinha dois anos, um mês e 12 dias. Este ano teria 49.” O primeiro livro que José Duarte escreveu (publicado em 1981 pel’A Regra do Jogo), João Na Terra do Jaze, é-lhe dedicado: “À memória do João, com Aires da mãe e Duarte do pai.” [...]
        No ano em que João morreu, 1971, José Duarte escreveu o poema que dá título ao livro e o integra, a páginas 142-144, João na terra do jaze. Datou-o de Outubro de 1971. [...]

domingo, fevereiro 11, 2018

Brecht, Baal + João Lourenço

Em 1980, João Lourenço dirige "Baal", de Bertolt
Brecht, no Teatro da Trindade.Na fotografia,
o encenador com João Perry e Mário Viegas
- entre Abril de 78 e Dez. de 80, foi a C. da C.; ainda D. insistia com MED e, à tarde, estudava na Sala...; às vezes aparecia M. V. (...); 
- a dado passo, J. L. tornou-se visita regular, com os pais (houve sociedade num dos novos REST. de J. V.?..;  chegaram a ser 7...)
- manhã morrinhenta; nuvens escuras que «não dão água», pela tarde; Envelopes fracos, logo rápidos; pequena Pausa, tempo, por ex.º, para ler
esta ENTREV. a J. L.
RECORTE:
Pergunto-lhe: o que é que ainda tem do miúdo que se “entusiasmou” com aquele rei no Teatro Nacional?
[Longa pausa] O sonho. Poder sonhar. Acho que o teatro, como um livro, como o cinema, a pintura, faz-nos sonhar — mais até o teatro do que os livros, o cinema ou a pintura –, faz-nos pensar. Quando estamos a assistir a um espetáculo temos que imaginar muita coisa. No teatro podemos dizer que há relva, que há uma catedral, e não está lá nada e nós imaginamos o que quisermos. A imaginação sempre foi para mim importante, desde miúdo. E, portanto, ainda hoje existe em mim. E isso que tenho do miúdo: sonhar com histórias. E depois comecei a ver que essas histórias seriam as histórias da minha vida – e as histórias da vida de todos nós. E comecei a ver que era importante contar essas histórias no teatro.


terça-feira, janeiro 02, 2018

Guida Maria: «sangue, suor e lágrimas»

- a notícia, de Hoje,  e a leitura desta entrevista de 2010, «reenviou» D. para o período, entre Abril de 78 e Dez. de 80, em que teve como colega, na C. da C., a mãe, M. E., uma excelente (e sofrida) senhora, com quem partilhou tantas histórias... 
(«e o resto - do pouco que ainda não está esquecido - não se diz»)

- entrev. à «Sábado» - AQUI

sábado, fevereiro 11, 2017

«a minha casa não tem dentro» - António Jorge Gonçalves

[não se sabe quanto tempo durará esta ENTREV. - com versão Audio, também - nos arquivos do «DN» - J. gostaria de a reler daqui a...]

[de A. J. G., relembra várias das suas vindas, muito disponíveis, ao longo dos tempos, à «E. do Paraíso...»; e do seu «desenho dinâmico» de Cenário, com presença do próprio, em palco,  numa peça de Boris Vian, numa sala Estúdio (Trindade?), em que ano (não se lembra, J.), com um grupo de «AA» (quando havia... para organizar tais...), amontoados em bancos duros...] ***

- AQUI, então
[fala sobre um livro que vai publicar...; e fala de 24 horas de «apagamento» («Morte Branca») que fazem J. pensar em J. C. P.]

*** «Erva vermelha», Trindade, 2006, Out., Inv. - Memória Devolvida pelos  grandes Arquivos, do Púb.!

sábado, outubro 15, 2016

«Ex-AA» - Maria João Luís

- não é a primeira entrevista de M. J. L. que V. lê e em que vê referida a sua passagem pela «Escola do Paraíso», ainda na «versão «pré-80», provavelmente  - mas esta, publicada no DN, a propósito de (Tudo...) fica aqui «roteirizada» -

RecorteS:

Conhecemo-nos miúdas, em Vila Franca de Xira. E depois perdemo-nos. Para onde foste?
Fui para a António Arroio com 14, 15 anos, para um curso que me encaminhava no sentido das artes visuais e eventualmente da arquitetura. Queria pintar, queria fazer escultura... fazer coisas com as mãos. [...]
[...] Essa vontade que tinhas de seguir artes visuais vinha-te de onde?
Penso que sobretudo de uma espécie de fuga de um tipo de ensino a que não me ajustava, não gostava daquilo. E quando me falaram da António Arroio, das possibilidades daquela escola...
E como se dá a transição das artes visuais para as do palco?
É muito engraçado. Porque essa minha amiga, a Gabriela Vieira, tem um talento incrível para pintar e desenhar e essas coisas todas. E eu ao fim de um ano percebi que qualquer coisa que eu fizesse não tinha sentido nenhum, nem eu lhe dava sentido nenhum.
Por comparação?
Sim. Ela fazia um risco e aquilo era... Do caraças. E eu fazia um risco e aquilo era um risco. Depois a escola tinha uma data de gente interessantíssima, lindíssima. Conheci ali carradas de gente - o Pedro Vasconcelos, o António José de Almeida, a Fernanda Fragateiro, o André Louro de Almeida, que era o vocalista dos Croix Sainte... Sei lá, carradas de gente. E de repente aquela gente toda era extremamente motivadora e inspiradora. E a minha inspiração ia muito mais para o campo performativo do que para a coisa da pintura. E era convidada muitas vezes para fazer pequeninas performances nas exposições que os fulanos faziam. Muitas vezes havia exposições na escola e eu era convidada para fazer uma performance. [...]

quarta-feira, agosto 17, 2016

«APAGA-APAGA» - Dulce M. Cardoso

Entrevistada por F. Câncio, no DN de hoje

Recorte (legenda da Fot.):

Ao escrever o segundo romance, Os Meus Sentimentos, Dulce Maria Cardoso perdeu-o devido a um vírus informático. Reescreveu-o de memória e descobriu o seu método criativo, “que é o mais maluco”: escreve e quando chega ao fim apaga tudo e reescreve. “É horrível, mas já tentei não o fazer e não fica bem”