- por estes dias, cf. registo do último sábado, M. começou a articular, quase na perfeição, o seu Nome Próprio, M. - (relembre-se, escolhido em detrimento de A.)
quarta-feira, outubro 03, 2018
segunda-feira, agosto 27, 2018
«fazer de conta»
(Rita. 10 e 30, sol vai regressando...; ao lado, Gaiato local grita com o Avô «que quer ir à praia»; está ali mesmo, ao fundo da ladeira; será difícil dizer-lhe para «fazer de conta»...)
- D. lembra-se de idênticos «fazer de conta», afinal, princípios de Verdade da Ficção...; crónica de hoje de M. E. C.:
Parágrafos iniciais:
Lembro-me de me apaixonar pelo fazer de conta. Era Inverno e eu queria ir à praia. Também queria que fosse Verão - tinha 5 ou 6 anos. A minha mãe disse-me que não podíamos ir à praia mas que podíamos fazer de conta - "we can pretend».
Ensinou-me a fazer de conta que estava calor, que estávamos a molhar os pés na água fresca - "it's so hot!" - e a ver um caranguejo a escapulir.
Fiquei obcecado com o fazer de conta. Era o remédio para todas as desilusões e dependências. Cada vez que me diziam que não podia fazer qualquer coisa eu respondia "Never mind. I can pretend".
[...]
sexta-feira, agosto 24, 2018
A Menina é neta de quem?
- no final do DOC., os bisnetos (A), revivificando desejo arquivado do bisavô, brincam, aspirando, com os saquinhos de cachimbo, coleção arduamente resgatada pela mãe, neta, C. M.;
- «Regresso ao Futuro do Passado» que também fez D. empreender paralela Viagem (afinal, nasceu em 55);
- há outras Mortes, como a de um Espólio há décadas encerrado...; há Enigmas ficcionalmente aflorados...; e «o resto, que não se diz»...;
- M. foi adiando o visionamento de «A Toca do Lobo»...; e acha que fez bem, não há disponibilidade como a de Agosto
- (A) lá está F. M. A. (tranquila Qd.a do 3.º Bloco), com menos 3, 4 anos?
sexta-feira, julho 27, 2018
SILÊNCIO
- D. receia ter o V. «comprometido»;
- dos cerca de 3 meses de Silêncio, necessários para sobreviver ao Palácio 1819, metade já foi anulado pelo Castigo Secx...;
- felizmente que, pelo GALH., a conversa é sempre de Tema único (a B. G...)...
- há esperança de que ainda venha a haver boas leituras, no Rugido...
Well
quinta-feira, julho 12, 2018
11 de julho
- dia mau:
- C. Ped. X 2, de manhã, com as «habituais manobras de diversão»;
- chegada de Pacotes, à tarde, com toda a gente com muita pressa, uma prova «desaparecida», os erros do costume, a Chefe C. R. em «burnout» e M. a precisar de ir preencher «OS Impressos...» (para C. F. e F. B.)
- isto ainda vai acabar em...
- ...«águas de bacalhau», como sempre - (agora, a 26, já se pode usar a expressão...)
- ...«águas de bacalhau», como sempre - (agora, a 26, já se pode usar a expressão...)
sexta-feira, junho 01, 2018
Ná havendo novidade - lobo antunes
- frase atribuída a velhote alentejano, na crónica de 24 - 05, em que A. L. A. diferentemente repete o grande Tema;
- Parágrafo final:
Ontem não te vi em Babilónia diz a inscrição numa pedra que aproveitei para um livro. De facto não vimos ninguém em Babilónia nem sequer a nós mesmos. Vaidade das vaidades, eu preocupado com a minha pobre obra. Pela janela aberta chegam os gritos dos presos no recreio da cadeia lá em baixo. Parecem alegres, riem, cantam. Ná havendo novidade daqui a quarenta anos estão cá fora a aliviarem os bolsos do pagode. Quanto a mim, ná havendo novidade, daqui a dez estarei com o amigo alentejano, sem pernas, a comermos à colher um pacotão de açúcar.
quinta-feira, maio 31, 2018
Cunhal, a melancia e M. S. T.
Recorte da ENT. a João c. e Silva, no DN de 27-05, sobre o recente livro ATB:
[...] Aliás, deste [Cunhal] recorda uma história para esta conversa que não está no livro: "Encontrei-o num supermercado em Lagos com uma melancia na mão e um ar muito embaraçado. Cumprimentei-o e perguntei-lhe o que se passava. Ele respondeu: "A minha companheira mandou-me escolher um melão e não sei bem se é isto!" Tive de lhe escolher o melão." Entretanto, garante que já desistiu de ir viver para o Brasil: "Aquilo voltou a ser um fungagá" [...]
[...] Aliás, deste [Cunhal] recorda uma história para esta conversa que não está no livro: "Encontrei-o num supermercado em Lagos com uma melancia na mão e um ar muito embaraçado. Cumprimentei-o e perguntei-lhe o que se passava. Ele respondeu: "A minha companheira mandou-me escolher um melão e não sei bem se é isto!" Tive de lhe escolher o melão." Entretanto, garante que já desistiu de ir viver para o Brasil: "Aquilo voltou a ser um fungagá" [...]
sábado, maio 26, 2018
Pomar na «AA», por Seixas, 97
Recortes: Na altura eu devia ter uns 17 ou 18 anos e ele bastante menos. Era um garoto. O Pomar nunca foi bonito e como miúdo não era nada bonito. Ele não cultivava a beleza física e era reservado. Ele encostava-se junto à parede e ficava ali encolhido.Convém dizer que a António Arroio era a única escola em Portugal que consentia que houvesse raparigas e rapazes. Estávamos separados por um pátio, as raparigas passavam e nós lançávamos-lhes piropos. [...] Ele não dava conversa a ninguém. Mantinha-se aparte. [...]
J. F., 39, de regresso
- «Meu Deus, tantos cabelos brancos...»
- foi assim que M. interrompeu o peq. almoço de J. F., na sexta, pelas 9 e [...], na DCL, perto de onde «tem o ateliê»;
- não reconheceu D. «à primeira», mas, depois de reparar nos jornais de M. [...]; tentou não o incomodar muito...; durante a curta conversa, falou dos 9 anos em Londres e do Regresso...
- Motivo: «os Filhos, porque...» [«e o resto não se diz...»]
- por coincidência, no «Ípsilon» de hoje... ENT. com este «ex-AA», de 3.º Bloco Gráf., em 9899...
terça-feira, maio 22, 2018
Pomar
- Madr., 81 - 83
- moraria perto, na altura; assíduo na V. da M., aparecia na Merc., de vez em quando, sobretudo para se regalar com o «Bacalhau à Minhota» do Ch. A., que vinha a rescender no tacho de barro...;
- despretensioso, à figura «áspera» correspondia conversa sobre as coisas banais, de que parecia curioso...; D. fingia não o conhecer, intimidado, claro
- dez obras selecionadas, com curtas descrições: AQUI
- «Ex-AA», relembre-se...
terça-feira, maio 15, 2018
«Há por aí um Engenheiro?»
- 6 e 30; imagens finais:
- um espaço enorme e muito movimentado, do tipo «Pastéis de Belém»...;
- jovem, D. serve uma mesa com vários estrangeiros; leva duas cafeteiras com café; a da mão esquerda de tamanho normal, a da direita enorme, muto pesada; serve com as duas, em simultâneo; quase deixa entornar a da direita;
- saem ruidosamente e ouve-se o som de muitas moedas, que atiram sobre a mesa;
- quando D. vai para recolhê-las, já o anfitrião português rapara metade..........(algo a ver com a história do filho de A. M., da H. de C.??)
- quando D. vai para recolhê-las, já o anfitrião português rapara metade..........(algo a ver com a história do filho de A. M., da H. de C.??)
- diz o Sr. para D.: «são investidores; vão iniciar a construção de um grande empreendimento daqui a [...]; não encontro um único engenheiro civil para contratar; se não o conseguir até... [apagou, acordou]
Well
segunda-feira, maio 14, 2018
Retrato
- Imagem recolhida da Tela do Palácio 1718; 2 blocos de ano intermédio; Expo até 6 de Junho, sob a Batuta de L. B. (a menina do «Lagarto da Penha»)
- recorte do texto que a acompanha:
[...]
Aqui apresentamos fotografias que realizámos com papel fotográfico colocado no lugar da chapa ou vidro, com o tempo de exposição de dez segundos. A inspiração formal teve como base o trabalho do fotógrafo holandês Hendrik Kerstens, e a pintura referente ao Século de Ouro dos Países Baixos, de que são exemplos maiores: Rembrandt Harmenszoon van Rijn e Johannes Vermeer.
- recorte do texto que a acompanha:
[...]
Aqui apresentamos fotografias que realizámos com papel fotográfico colocado no lugar da chapa ou vidro, com o tempo de exposição de dez segundos. A inspiração formal teve como base o trabalho do fotógrafo holandês Hendrik Kerstens, e a pintura referente ao Século de Ouro dos Países Baixos, de que são exemplos maiores: Rembrandt Harmenszoon van Rijn e Johannes Vermeer.
sábado, maio 12, 2018
Papaia
- «Papaia» - palavra «Completa» (a primeira completa?) que M. repetidamente proferiu na quinta, 10...
quarta-feira, maio 09, 2018
Bica (fazem bicha para o Ascensor da)
- M. foi «numa corrida» à GEO da INF e ficou «estonteado» com tanta «turisticada»...
- quando comentou a Fila para o Ascensor com o cunhado Ch., este disse «que aquilo não era nada...»
- junto da Mana C., estava A., «Ex-AA» (Gráficos, ...), muito mudada e com um Zé Maria, de 3 meses...
- é a Menina que (ainda) mora na Casa em que D. nasceu...; ainda, porque vai ser «despejada» em Julho...; há muito que D. queria rever A CASA...; conseguirá ainda?
terça-feira, abril 24, 2018
domingo, abril 22, 2018
Visitas + Hialux
- desligar da Máq. APN às 8 e 20, pois o DESP. das 7 e 20...
- morando agora no 1.º andar de prédio novo, D. entra e sai, distribuindo cartas, aí chegadas por engano, pelos vizinhos...
- à porta bate uma jovem insinuante, inquilina de alguém do...
- em casa há visitas, familiares vindos da província (!!!)...
- à porta batem 5 ou 6 septuagenárias, produzidas, oxigenadas...; sai a General, jovem, de vestido de cores fortes, às flores, com malinha de Senhora, mesmo...; sentado no chão, D. tem que se levantar, pois começa um debate sobre operar ou não o seu Hialux...
Ufff!!!
domingo, abril 08, 2018
«Os sonhos de Helena...» («Sonhos de Sonhos», A. T.)
... contados a Eduardo Galeano, o marido.... (livro, expo no Museu da Farmácia)
«autopsicografados» por Isidro Ferrer ...- Vídeo no P3
I. F.:
«autopsicografados» por Isidro Ferrer ...- Vídeo no P3
I. F.:
- «são os próprios sonhos de Helena que Eduardo converte em subtilezas literárias»
- método: ler intencionalmente; esquecer; meses depois, relembrar, reler, não; trabalhar a partir da Memória do texto.... = ressignificar as palavras....
- recorte do texto do P3:
[...] não gostava que me chamassem "artista". Sou designer, pai, ilustrador, faço cartazes, desenho em cadernos, sou amigo, curioso, artesão. [...] não crio nada, recrio. [...] A palavra recriar em espanhol remete para 'brincadeira' [recreio, em português] [...]
segunda-feira, abril 02, 2018
«Amo-me tanto» - MEC
- paródia «actualizada» do N... a 30 de Março
RECORTE:
[...] Mesmo a pessoa mais feia sucumbe à auto-sedução. O ser humano adapta-se a tudo. Repetidas exposições à mesma tromba ao longo dos anos levam primeiro à habituação e depois à admiração. Primeiro, deixamos de nos acharmos feios. Depois damos por nós a achar que não somos maus de todo. Passado pouco tempo já estamos in love com o nosso semblante. [...]
sábado, março 17, 2018
18 - 03 - 1978
- esta notícia (com vídeo) [outros, no YTU ...], pelos 40 anos do incêndio na FAC de Ciências, devolveu D. à SMT...
- terá sido pouco antes de ir para a «C. da C.» (e após ter conhecido o P., no curso de B....),
-lembra-se, sem pormenores, do relato que lhe fez um dos clientes habituais, que morava perto (vinha regularmente para conversar, ao final do dia, quando era fraco o movimento...) - quadro do M. da AD. I. de então - muito míope, de longo sobretudo verde escuro, com filhos e casamento TRAD., mas de quem sempre D. desconfiou «jogar nos dois tabuleiros...»
domingo, março 04, 2018
J. B.
[«cabeça limpa», após quase 9 horas de Máq. APN...]
- interrupção, pelas 4 e 30, quando...
- interrupção, pelas 4 e 30, quando...
... M. entrara na casa de banho da «Lido», na Morais Soares;
aí, ao canto de uma banheira com água (???), estava, enrodilhada, uma camisa de verão de D. - a mais velha e mais fresca...- na qual foi relendo fragmentos da «correspondência» trocada com J. B. («AA», 98, 99!!!);
entrou uma miúda, pernalta, que «se sentou na sanita» e lhe pediu para «lavar a parede da banheira»; saiu, esperou que ela saísse e ficou a observá-la, enquanto caminhava na direção da P. do Chile...
domingo, fevereiro 11, 2018
Brecht, Baal + João Lourenço
![]() |
| Em 1980, João Lourenço dirige "Baal", de Bertolt Brecht, no Teatro da Trindade.Na fotografia, o encenador com João Perry e Mário Viegas |
- entre Abril de 78 e Dez. de 80, foi a C. da C.; ainda D. insistia com MED e, à tarde, estudava na Sala...; às vezes aparecia M. V. (...);
- a dado passo, J. L. tornou-se visita regular, com os pais (houve sociedade num dos novos REST. de J. V.?..; chegaram a ser 7...)
- manhã morrinhenta; nuvens escuras que «não dão água», pela tarde; Envelopes fracos, logo rápidos; pequena Pausa, tempo, por ex.º, para ler
esta ENTREV. a J. L.
esta ENTREV. a J. L.
RECORTE:
Pergunto-lhe: o que é que ainda tem do miúdo que se “entusiasmou” com aquele rei no Teatro Nacional?
[Longa pausa] O sonho. Poder sonhar. Acho que o teatro, como um livro, como o cinema, a pintura, faz-nos sonhar — mais até o teatro do que os livros, o cinema ou a pintura –, faz-nos pensar. Quando estamos a assistir a um espetáculo temos que imaginar muita coisa. No teatro podemos dizer que há relva, que há uma catedral, e não está lá nada e nós imaginamos o que quisermos. A imaginação sempre foi para mim importante, desde miúdo. E, portanto, ainda hoje existe em mim. E isso que tenho do miúdo: sonhar com histórias. E depois comecei a ver que essas histórias seriam as histórias da minha vida – e as histórias da vida de todos nós. E comecei a ver que era importante contar essas histórias no teatro.
[Longa pausa] O sonho. Poder sonhar. Acho que o teatro, como um livro, como o cinema, a pintura, faz-nos sonhar — mais até o teatro do que os livros, o cinema ou a pintura –, faz-nos pensar. Quando estamos a assistir a um espetáculo temos que imaginar muita coisa. No teatro podemos dizer que há relva, que há uma catedral, e não está lá nada e nós imaginamos o que quisermos. A imaginação sempre foi para mim importante, desde miúdo. E, portanto, ainda hoje existe em mim. E isso que tenho do miúdo: sonhar com histórias. E depois comecei a ver que essas histórias seriam as histórias da minha vida – e as histórias da vida de todos nós. E comecei a ver que era importante contar essas histórias no teatro.
domingo, fevereiro 04, 2018
Torga: a «despedida do nome civil» OU «entre Cristo e Judas»
1934
Publica a novela A Terceira Voz. É com este livro que adopta o nome literário Miguel Torga. No prefácio, a despedida do nome civil é assinada por Adolfo Rocha:
Com um ósculo vo-lo entrego. Chama-se Miguel Torga. Somos irmãos e temos a mesma riqueza. Mas há dias reparámos nesta coisa simples: para que aos vossos olhos um de nós surgisse Cristo, necessariamente o outro tinha de fazer de Judas. E eu sacrifiquei-me. […] Ficas tu, Miguel Torga, mas não me chames Judas, porque só para efeitos legais (já que o auto tem de abrir com todas as cerimónias do estilo) eu me resigno a ser aquele [3!]* que, cheio de remorsos, se enforcou numa figueira e, dela pendente, jaz, ad aeternum morto, comido dos bichos e com a língua de fora… Adolpho Rocha
segunda-feira, janeiro 29, 2018
alegria
- 9 e 40
a habitual troca de msg.s com o Princ., «enquanto o Lobo não vem» (não abre o Qd.o...)
PRINC.: «aquela m. tem uma alegria de viver contagiante»
[«contagiante», grande Termo]
Aleluia
a habitual troca de msg.s com o Princ., «enquanto o Lobo não vem» (não abre o Qd.o...)
PRINC.: «aquela m. tem uma alegria de viver contagiante»
[«contagiante», grande Termo]
Aleluia
sábado, janeiro 27, 2018
34,44
- hora indefinida, pois a Máquina APN não foi desligada
- terminados os Qd.s e tendo, à tarde, uma daquelas REUN., D. decidiu ir almoçar às ESPL. dos Restaur.s (!!!), avisando disso a Mana C. (!!!)...
- estavam organizadas em «Ilhas», cada uma com o seu jovem Chefe (o que D. desconhecia...); o que lhe calhou sugeriu um Caldo com Nome pomposo e, após isso, um Prato Principal, com pomposo Nome...[esquecido, entretanto...]
- a conta: 34, 44...
(os 44 cêntimos, então, «desorganizaram» D. [...] [«e do Resto não se lembra...»]
sábado, janeiro 13, 2018
Fernanda + Ernesto
[«tenho aqui 4 ou 5 excertos, não consigo decidir».., começou...;
com tanto esforço para «ARTICULAR», M. fez uma Má Leitura do excerto que levou hoje, para a sessão final do Curso de T. V.;
Implacável, I. M.:
Implacável, I. M.:
«escolhido à pressa, hoje de manhã, lido aqui, não é?»; «não lhes disse para o prepararem com tempo?»
[parecia uma Rábula de Quadrado...; «desajeitado»: «foi o que (me) (a)ssaltou da Estante...»
[parecia uma Rábula de Quadrado...; «desajeitado»: «foi o que (me) (a)ssaltou da Estante...»
[terá alguma coisa a ver com a conversa de quinta, com a F. , do 2.º Bloco, sobre D. G., o cineasta que, tal como E. R. [...]?
Faço subir a tua voz no gravador, e como um vento de Maio, traz a sua força aos velhos objetos que me cercam. Chega-nos sem lágrimas, dir-se-ia que sorridente perante a morte. Parece que cantaste pouco antes da nossa luz se apagar. Não sei. Sei que estou fechado num glacial Janeiro, como um velho sem voz, atrás da janela, a cada hora mais escura, como um velho que vagueia pela memória [...]
Faço subir a tua voz no gravador, e como um vento de Maio, traz a sua força aos velhos objetos que me cercam. Chega-nos sem lágrimas, dir-se-ia que sorridente perante a morte. Parece que cantaste pouco antes da nossa luz se apagar. Não sei. Sei que estou fechado num glacial Janeiro, como um velho sem voz, atrás da janela, a cada hora mais escura, como um velho que vagueia pela memória [...]
Ernesto Sampaio, Fernanda, Fenda, 2000, p. 59
terça-feira, janeiro 09, 2018
domingo, janeiro 07, 2018
... para 2018... (Resoluções?)
[cresce a aguda consciência da redução do Tempo disponível...; de manhã, pelo Bairro, M. registou o Rosto de mais duas ou três Figuras que não via já há algum tempo - sobretudo o do arq. (...), viúvo de I. PA...;
. no Ldl, soube, com a Dona Li, do Galhardo, do internamento da mãe...; para compensar, no 5.º D., há um bebé com 6, 7 dias...]
- assim, bastam 3 OBJ para 2018... [daqui a um ano se saberá se...]:
1) - LER mais do que em 15, 16, 17..., apesar do Pânico («fantasma»?) da redução da acuidade visual... [há tanto para ler...]
2) - fugir da ANS. (conseq., da subida da T....), no Paraíso das Olaias... (a Imperturbabilidade, ainda que seja necessário copiar a EST de Reis...)
3) - EM.er (ui, ui, este então...)
[«ALTO LÁ» - «Cuquedo» encantou MAT... no Rugido Natalício...]
terça-feira, janeiro 02, 2018
Guida Maria: «sangue, suor e lágrimas»
- a notícia, de Hoje, e a leitura desta entrevista de 2010, «reenviou» D. para o período, entre Abril de 78 e Dez. de 80, em que teve como colega, na C. da C., a mãe, M. E., uma excelente (e sofrida) senhora, com quem partilhou tantas histórias...
(«e o resto - do pouco que ainda não está esquecido - não se diz»)
- entrev. à «Sábado» - AQUI
sexta-feira, dezembro 29, 2017
Estudar
14 anos. Reprovada. A
princípio, quase contente. Insuportável, o ambiente, as matérias estúpidas. Agora já sei o que me
espera. 15 a Matemática nada vale. Com oito negativas, a mãe P. vai
castigar-me. Olarila. Que culpa tenho de ela não saber ler nem escrever? Só
trabalhar, trabalhar. Horror.
5 meses passados. 14
horas diárias de fogão. Nem mesada, nem saídas, nada. Só sermões. Prisão
perpétua. De certeza até aos 18 anos. Convencê-la a deixar-me ir estudar à
noite não vai ser pêra doce.
18 anos. A miúda é
agora responsável. Deixou de ser Maria Rapaz. Engordou. Silenciou. Tudo por
causa da rigidez da comadre P. 15 a Matemática chega para provar as
capacidades. Fará o 5.º ano em 2 anos, o 7.º num. Bem a quisemos adoptar.
Teimosa, a mãe só nos aceitou como padrinhos.
Mas sei que ela me
ouve mais do que ao próprio marido. Mais: só a mim ouve. Há que escolher a
hora, começar com outro assunto, deixá-la falar o tempo que quiser… Estudar à
noite? Vai ser duro convencê-la…quarta-feira, dezembro 20, 2017
Fases negra luminosa
Passara um ano. Vinham os 20. Decorria o que
depois se designaria como «Verão Quente»
Chamar rotina a um bloqueio total não
ajudava. Das 8 às 15 e 30, cumpria-se: subir a S Roque, descer a Glória, subir
a Avenida; trabalhar, trabalhar e, depois, o percurso inverso. Daí até à noite,
imobilização total no sofá, de olhos fechados, sempre o mesmo «filme mental».
Rotina só quebrada para ir ver, de longe, à margem, uma ou outra manifestação,
das muitas de então. Passavam os meses, não via saída…
Passaram
os meses. Passou o «segundo 25». Pelo Verão, um encontro casual.
Conversas
pelas noites fora, por todos os momentos que se «arranjava». Mais do que
descobrir-se, a disponibilidade (ingénua?) para tudo compreender e aceitar do
«lado de lá».
No Verão, sós, na casa de S. Paulo; um inolvidável 11 de Setembro
na Caparica. Meses que parecem anos, de tão intensos. Sobreveio o
«arrefecimento». Natural, agora.
Irreversível, isso sim, a energia para
recomeçar a estudar, reconstruir-se.
terça-feira, dezembro 19, 2017
Falta muito?
Faltam
14 dias! Faltam em quê, como? — perguntam, em coro, no Quadrado. Na
Praça Gorettiii…, em pio fino. Repito várias vezes, a ver se lhes atazano o
juízo. A uns e a outros.
Finalmente: para a próxima Pausa, Liberdade
Temporária!
Mas
como?, reperguntam, impercebidos. Repito, prolongo o logro. Lá lhes faço a
vontade, finalmente. 14 dias de Quadrados, de castigos de sala.
Ah, bom!
Variante:
falta muito para o Natal? Logo desde Janeiro…
Fica para a próxima…contagem.
Fica para a próxima…contagem.
segunda-feira, dezembro 18, 2017
Outrora Agora (Pessoa)
Casa da Calçada, 3.º andar, quintal. Fundo do corredor. Silencioso, imóvel, atento à revelação do mundo, junto à casinha do tanque. Cheiro acre do sabão azul e branco. Ruidoso, o da chuva violenta na terra vermelha do quintal. Só dele.
Menino só, em casa com muitas mulheres – o amor antes das palavras, único. Assobiava o vento para lá dos muros. Refugiado, seguro, o menino hoje dispensa o colorido da rua de S. Paulo, hoje. «Outrora agora». Feliz.
domingo, dezembro 10, 2017
«Onde estavas, no 25?»
S. Paulo. Os que vinham de barco, da
margem sul, falavam, com espanto, do
que acontecia no Terreiro do Paço. Perguntava-lhes se era revolta
ou golpe direitista. A repetição foi
obtendo resposta. Na última página dos jornais, nota vaga.
Ainda foram servidos
os almoços. Pela rádio se esclareceu a coisa. Fechei a porta, a mando do pai. Mas
foram entrando e bebendo, incluindo um grupo de turistas italianos, cheios de frio. Aninharam-se a um canto, tarde afora.
sábado, dezembro 09, 2017
O dia dos prodígios (Lídia Jorge)
Alentejo, Agosto de 80. Seca. Ninito,
temporariamente sem emprego, lê O dia dos prodígios. Mesmo na sombra da Arramada
da burra, começam as alucinações, vê monstros, ouve rastejar…
Água, nem que seja uma gota.
Na véspera do regresso à cidade, noite estrelada. Cai uma gota no nariz do
Ninito. Estrelada, rodopia, rodopia, e
desaparece na poça do firmamento. Ondula e brilha, pelo espaço sideral.
Viram a gota de água?
Está doido,
responderam, em coro, as patroas.
sexta-feira, dezembro 08, 2017
Escrever(-se)
Somam-se frases, desordenadamente.
«Ó professor, já ninguém
escreve blogues» («pequenino estupor»).
«Queres escrever Um, «a meias»? («meias só para as pernas»).
«Gosto de algumas coisas, de outras não» («nem te pergunto quais, ó Mentora»).
«Queres escrever Um, «a meias»? («meias só para as pernas»).
«Gosto de algumas coisas, de outras não» («nem te pergunto quais, ó Mentora»).
«Ó tio, não é assim que se escreve na Blogo-Esfera» («vai
mandar lá para a tua rua»).
«Escrever diário faz bem à saúde» («como nunca
escrevi, estou doente?»).
«Ó rapaziada, é uma estratégia para o «pré-Alzheimer»
… e foi por isso que me escrevo.
terça-feira, dezembro 05, 2017
«sozinho, com miúdo da mesma idade»
10 anos. O liceu vem
aí. Já esqueci as Gaivotas. Largo dos Stephens, escola só de tarde. Caldeira adormece
e lá vou, manter o silêncio à canada.
Vá lá, hoje pô-los a ler. Evitando adormecer, imagino… O banho de sábado, no
alguidar, a mãe, o calçado em fila…
Que cheiro vem do J.!
Enfezado e manco, está cá atrás. Dorme sempre. Faço-lhe os trabalhos. O velho resmunga, mas
aceita-lhos.
[quero ir para
mecânico, ó D.! ajudas-me e tens Artista para toda a vida, pá!]
Pouco fala. Agride e
arranha todos. Ao bacano, não. Rapaz, o mais velho, ajuda a mãe, na descarga do
peixe. De pai alcoolizado, moram na
Madragoa, aonde o peixe podre gera os
focos de infeção.
Vai ser na sexta. A dona S. ajuda: banho em balde de lata,
sabão macaco, escova de arame. Escamuda, aquela pele não vai sentir nem um
arranhão…
[«sozinho, com miúdo da minha idade», com a Lisboa Marítima de então e uma pequena ajuda de Cesário]
sábado, dezembro 02, 2017
Bica
5 e 40
com as anteriores imagens apagadas, restava:
- ao cimo da Bica, uma larga senhora (rosto da actual T. ChY ou o da Ref. T. A. de M.?) chamava por ele...;
- correu, fugindo, pela R. D. B. abaixo e foi abrir a Baiúca do Pai Velho....; deixou a porta aberta e foi esconder-se no início da Cal da B. Peq.;
passava LIL (do actual 3.º Bloco), com outra colega, e perguntou-lhe se a senhora já tinha saído do ASC; já, sim senhor, e ia na direcção oposta...
passava LIL (do actual 3.º Bloco), com outra colega, e perguntou-lhe se a senhora já tinha saído do ASC; já, sim senhor, e ia na direcção oposta...
UFF!
sexta-feira, dezembro 01, 2017
O sargento Almeida
[8 viciosas Terças...;
terminadas, ficam os textos...; na maioria «a raspar» os propostos, que remetiam para universos duros de Qd.os ...]
10
anos. Lia. Muito e depressa. O dia todo. Falcão, Seis Balas, Emílio Salgari,
Major Alvega, Mundo de Aventuras… Gordo, aéreo ou pasmado. A sonhar com a “a
morte da bezerra”? Nesses tempos, a Criança tinha que já ser um pequeno homem.
Todo o tempo os velhos lhe faziam judiarias.
É
um preguiçoso! Um incapaz! Nunca irá para a universidade!**
No
desvão, sonhava, entre o cheiro acre de cebolas, batatas, borras do fundo de
vasilhame. Ouvia. Chorava.
[** palavras parecidas com as que o sarg. terá dito; como sempre, com a ajuda da MEMO da Mana A.:
[** palavras parecidas com as que o sarg. terá dito; como sempre, com a ajuda da MEMO da Mana A.:
O Sr. Almeida?
Pai do Zeca … bêbado a cair!
Com quem não se dava lá muito bem (aliás, nem bem nem mal!)
Natural do Sabugal!?
Para a patuscada com os outros “copofónicos” das tardes de outono e de inverno trazia míscaros que a mãe cozinhava com carne de porco!
(E nós também tínhamos direito!)]
segunda-feira, novembro 27, 2017
Errar, errar sempre
- há anos e anos, que D. (se) (re)contava (n)aquele dia de Novembro, um domingo, em que, perto do final do almoço, o Pai Velho...
- repetia que tinha sido em 67, a poucos dias de completar 12 anos...
- até agora, porque, devido às evocações das cheias de 67, a mana A. o corrigiu, obrigando a MEMo a recuar para 66...:
- e lá veio um E-mel com mais de doze nomes (em casamentos vários...) de que M. só recordava 2 ou 3 ... («íamos muito a casamentos nessa altura...»)
segunda-feira, novembro 06, 2017
«A menina que já Ama o(s) Livro(s)»
- não é Men. (ainda) é «BB»;
contam os Prog.s que, num destes dias, no COL, encerrou a boca à S. O. P. A., apontando insistentemente para um livro, e que as EDUC.s tiveram que «ceder»; obtido o objeto, diz que o colocou ao lado e abriu a boquinha...
- a crer nos dados da REPORT de ontem, os efeitos criados por dar «TABLe...» (mas não de Chocolate...) e equivalentes a tenras crianças, parece «(já) estar contra a corrente»...
- quanto a «lançá-la» nos CORR-EST de M., no sábado, foi PATIFARIA...
segunda-feira, outubro 30, 2017
Pena Jóia
Ele, Pena Jóia
Que Nome! Barriga enorme, suspensórios. Quando crescer vou perguntar-lhe o porquê do
Nome.
Já bebeu muitos copázios… Ah, finalmente!
Encostado à parede, enche de ar a barriga. Incha, incha. Já terá triplicado? Suspende.
Avançam quatro parceiros. Cada um empurra uma perna do banco. Força, força! Não
baixa. Não tiro os olhos da expressão zombeteira do Pena Jóia. O balão não dói? Rebentar,
não rebenta, mais uma vez. Suados, desistem, ao fim de alguns minutos.
Eu, Pena Jóia
Na sexta tive que começar sem suficientes
copaneiras. Quando me encostei à parede,
ainda «aquecia».
Enquanto enchia a barriga, olhava o Ninito
pelo canto do olho. Parecia pasmado, o miúdo. Balão cheio, avançaram os quatro
primos Lopes. Estivadores, possantes. Tiveram que tirar as camisas. O miúdo
está sempre a dizer para ir ao médico. Estou velho, mas não quero saber o
Segredo. Após esvaziar, todos bateram
palmas. Os quatro pagaram as rodadas «da praxe».
segunda-feira, outubro 23, 2017
M.. a Árvore
- em mens. de há pouco, J. dizia:
«Avós na Base, Pais a Meio, M. no Topo» (oxalá, «Para Sempre», V. F.);
- no Animatógrafo do final de ontem (o «melhor do Dia»), a General e M. «deliciaram-se» com o dedinho apontado que, após o «círculo de giz da hesitação», identificava [...];
- só Mariano não coube num cantinho da Cartolina... (pedido do COL.)
- (também ontem, J. sugeria «um Diário de M.») [já está]
sábado, outubro 21, 2017
M., a Concha e Caeiro
- «agarrada» ao Objeto, «rodopia» e «orienta» qualquer Grande, que «esteja ao Pé», a sentar-se no Chão, em Concha;
- no Centro (da Concha) se instala, confortavelmente, «Pensando como quem Respira» (Caeiro) - ENIGMA -, ao Ritmo da Leitura [...], em «Empatia» com o Objeto...
- quanto ao que se passa «lá em Cima, no Sótão», perguntar a Mestre Caeiro...
- no Centro (da Concha) se instala, confortavelmente, «Pensando como quem Respira» (Caeiro) - ENIGMA -, ao Ritmo da Leitura [...], em «Empatia» com o Objeto...
- quanto ao que se passa «lá em Cima, no Sótão», perguntar a Mestre Caeiro...
sexta-feira, outubro 20, 2017
«E pronto» - Lobo Antunes
![]() |
| Suza Monteiro (ilustração de) |
Recortes da parte inicial:
Os olhos das pessoas nas camas dos hospitais, que gritam em silêncio o tempo todo, ensurdecendo-me. [...] Claro que nas alturas em que fui internado estou certo que os meus olhos não se calavam igualmente mesmo que tentasse sorrir. Sobretudo à noite, quando ficava sozinho, acompanhado pelo rectângulo mais claro da janela, a certeza que a noite lá fora me trazia apenas tristeza e sofrimento. Depois, de repente, acendiam as luzes, mexiam em mim, injectavam-me ou davam-me remédios a engolir, saíam outra vez e eu estupefacto que fossem capazes de andar, eu que nem sequer conseguia carregar na campainha, ao lado da almofada, que me diziam servir para chamar os enfermeiros, os quais se dirigiam quase sempre a mim na primeira pessoa do plural, cheios de diminutivos surpreendentes
– Vamos tomar este comprimidinho, vamos ver a nossa temperatura, vamos beber, excepcionalmente, um golinho de água.
Isto depois de me cegarem com a lâmpada do tecto, no interior da qual o insecto que eu era se agitava, movendo as pobres patas filiformes, sem entender, arrepiado, aflito. A claridade desaparecia, as solas diminuíam no corredor, eis a janela de novo, eis o silêncio, eis o que designam de noite. Tão escura a noite, tão indecifrável, tão plena de ameaças confusas, terríveis, contra as quais as minhas pobres mãos quietas nada podiam, os meus joelhos agudos nada podiam, as frágeis membranas das minhas pálpebras nada podiam. De vez em quando uma torre no corredor, um telefone longíssimo, vagos sons dispersos, o colchão tão duro na minha coluna, suponho que pernas, lá em baixo, que considerava minhas e não as sentia. Sentia, quando muito, um ténue zumbido à minha roda mas de quem, mas de quê, meio submerso em trevas fixas, opacas. [...]
[na edição de dia 12-10; em Arquivo, a partir de 19]
terça-feira, outubro 17, 2017
«É mesmo G.!»
- ontem, pelas 23, ensonado, M. ouvia o relato do Princeso que, «enlevado», destacava a forma cuidadosa e rápida como a pequenina M. se desviava dos mais «crescidos» - que observara quando a foi buscar ao COL; e terminava repetindo:
- "É mesmo G.! É mesmo G.!"
sábado, setembro 30, 2017
M. A. D. O.
![]() |
| Juan Martin ao colo do irmão Ernesto, com a mãe Celia - DAQUI |
- a MEMO, há pouco, hesitava entre 75 e 76; mas teve que ser em 76, pelas (primeiras) férias na SMT e pela entrada em MED....
- tudo começou ao longo da noite do aniversário da Mana C. (28 de julho), após encontro casual, em Lisboa, no regresso de estadia em casa da Tia Isab. e do Tio Zé, e dos percursos por S. Martinho, Areia Branca, Baleal, «aboletado» em casa da Tia Idal., Mãe do cunhado F....
- tudo começou ao longo da noite do aniversário da Mana C. (28 de julho), após encontro casual, em Lisboa, no regresso de estadia em casa da Tia Isab. e do Tio Zé, e dos percursos por S. Martinho, Areia Branca, Baleal, «aboletado» em casa da Tia Idal., Mãe do cunhado F....
- [antes, em 74, fora o grupo em torno do ator norueguês I. M. H....; outras histórias....]
- durou o imenso tempo de todo um verão...
- 20 anos («parte final...»), pois....
- [lembra-se tb. de, na PRIM de 77(?), a ter visitado em Santiago do Cacém (S. M. à Perif..., dormido no Chão do Q.to e folheado um livro de Che, que então M. A. lia...;
e foi a notícia do livro** de irmão de Che que «desencadeou» tudo isto?)
- [lembra-se tb. de, na PRIM de 77(?), a ter visitado em Santiago do Cacém (S. M. à Perif..., dormido no Chão do Q.to e folheado um livro de Che, que então M. A. lia...;
e foi a notícia do livro** de irmão de Che que «desencadeou» tudo isto?)
[por onde andas, M. A.? D. ainda anda por Cá...]
**a 15 do 10, artigo, com fotos, do Expresso - AQUI
** entrevista - reportagem com Juan Martin Guevara, a 02 de Dezembro, no OBSquinta-feira, setembro 28, 2017
A. P.
8 horas.
Profissional dedicada (em Pessoa Simples...), A. P. tinha «um gargalhar» que se ouvia bem, ao fundo do «500», piso por onde, nos últimos anos, «passearam» as Máscaras de D. ...
Dos cerca de vinte anos de «convívio», D. recordará... [«e o resto não se diz...»] [da foto: «que tristeza é (era) essa?»]
Dos cerca de vinte anos de «convívio», D. recordará... [«e o resto não se diz...»] [da foto: «que tristeza é (era) essa?»]
D domingo, setembro 24, 2017
Salada de Camarão
5 horas. Primeiro desligar da Máq. APN
C1: D. comentava com as manas o preço exorbitante que a Mãe P. cobrava, por três (!) saladas de camarão, a um velhote decrépito; afinal, este «extraírá» o dinheiro, em notas dobradas, do velho porta-moedas...
C2: obras de renovação, empreendidas pelo Pai Velho, mas num espaço ao lado do 226... [a partir do «talho 29», na M. S., comentado pela general...?]; pela rua, Mãe P. comunicava a D. as suas preocupações (ambos Velhos...)
C3: com 18 almoços servidos, receava-se pela «viabilidade» do renovado REST...
perto das 7 horas:
- no P. M., M. aparece primeiro numa sala, com turma...; que abandonou, percorrendo corredores e salões intermináveis, com os diversos usos de um grande congresso de cientistas; no grande Claustro exterior (mas parecido com o Pátio da E. das Gaivotas...), um deles deu-lhe um recado, «de raspão»; adiante, M. «paralisou» em contraponto a um «Clown» que animava o ambiente...
UFF!
segunda-feira, setembro 18, 2017
Herzog
[são 9 e 50; só dentro de 20 minutos entrarão os «primeiros» finalistas de 1718...]
- na narrativa de Herzog (de 2004, ora traduzida), atingiu-se a p. 62:
PRAIA PERTO DE WAWAIM, 19.8.79
[...] De manhã fui ver se Walter estava na sua cama
PRAIA PERTO DE WAWAIM, 19.8.79
[...] De manhã fui ver se Walter estava na sua cama
quinta-feira, setembro 14, 2017
A primeira Frase
- «De quem é este casaco?»
seguida de:
- «Que horas são?»
Foram as duas «Iluminações», os dois primeiros «encadeamentos» saídos do Armazém de «palavras soltas» = «Princípio DA mÁQUINA Frásica» - que proferiu A. (Mestre de [...] e Grande Leitora), que contou o susto que a Avó apanhou quando as ouviu, «como que vindas do NADA...»
[talvez o mais interessante de ontem = 2 C. de T.]
[A. ficou de perguntar à mãe os «exactos meses...»]
[«acrescento», a 16 de Out.: durante «x» semanas seguintes, não houve mais frases...]
[«acrescento», a 16 de Out.: durante «x» semanas seguintes, não houve mais frases...]
sexta-feira, setembro 01, 2017
Coimbra + P. M.
[acordar, vários, a partir das 5...]
Cerca das 6 e 40 (??):
- General e M. em Coimbra (aonde, de facto, se irá, para consulta, no final de Out....)
- M. saiu, para dar uma volta; entrou num Alfarr. e (re)encontrou P. M. (em Coimbra, para...); acompanhou-a a casa, mas, depois de ela ter subido, os degraus de madeira partiam-se, sob os pés de M...; não sabe se caiu, porque...
- M. saiu, para dar uma volta; entrou num Alfarr. e (re)encontrou P. M. (em Coimbra, para...); acompanhou-a a casa, mas, depois de ela ter subido, os degraus de madeira partiam-se, sob os pés de M...; não sabe se caiu, porque...
...acordou
domingo, agosto 27, 2017
Ao Espelho do Espelho de V. W.... - («Ana de Amsterdam»)
[foi lido, «descontinuamente», no Verão de 2015, ano da
publicação desta seleção de ENT de «Ana de Amsterdam»; (re)leitura terminada
ontem]
Recorte:
2014-10-19
[…] Caminhei lentamente até à livraria, passei pela pequena
janela do canário amarelo. Pedi um chá de menta ao livreiro (…) e levei para a
mesa o novo livro do […] Li durante quinze minutos, apenas o tempo necessário
para o chá arrefecer. À saída perguntei ao livreiro se tinham O quarto de Jacob. Ando a ler, já há
algum tempo, o diário de V. W. Com calma e vagar, […] antecipo que sentirei
um certo vazio quando acabar de o ler. Decidi ir lendo os romances à medida que
Virginia Woolf os vai escrevendo. Estou a ler as entradas de 1922, ano em que
Virginia terminou O quarto de Jacob
e, no seu espírito, como fiapos de luz, começam a delinear-se os contornos de Mrs Dalloway. É muito interessante
descobrir a extraordinária crítica literária que esta mulher foi. Sobre o Ulisses, escreveu: «[…]» Mas, confesso,
o que mais gosto é de a acompanhar no seu dia-a-dia. No dia 7 de Julho,
Virginia arrancou três dentes e, no dia 3 de Agosto, passeando pelos campos de
Richmond, encontrou uma colónia de cogumelos.
Ana Cássia Rebelo, Ana de Amesterdam, Quetzal, 2015,
pp. 214, 5
segunda-feira, agosto 21, 2017
«gato num muro com mulher a vê-lo» - Ivone M. da S.
[leitura concluída ontem, na ESP. do R. ; dois outros recortes – AQUI e ALI]
276
Ontem enquanto atravessava o peristilo a caminho do pavilhão
B vi um gato preto sobre o murete que suporta o gradeamento. Era grande e
longilíneo e passeava com a elegância
indiferente dos seres que se sabem muito belos. Esticava cada movimento como
que a exibir-se numa coreografia vaidosa. Eu tinha acabado de sair da sala dos
professores onde o barulho era tanto que repetia de mim para mim um dia fujo,
um dia fujo. Embora o tenha aprendido a disfarçar o meu desespero deve
continuar tão visível que há sempre uma alma condoída que me passa o braço
pelos ombros e diz tu assim não te aguentas, mulher. Depois saí e vi o gato em
cima do murete. Foi a única coisa bonita que vi ontem e é por não saber
desenhar que o escrevo aqui, gato num muro com mulher a vê-lo. O que me vale é
o que escrevo e só por isso consigo sobreviver: hoje uma pessoa começou uma
conversa comigo e subiam-lhe os gestos e que grandes eram mas de súbito percebi
que embora continuasse gesticulante tinha ficado insonora. Entre nós passava um
gato preto com a sua vaidade longilínea e um piscar cúmplice nos olhos de
veludo.
Ivone Mendes da Silva, Dano e virtude, Língua Morta, 2017 (Julho), p. 132
sexta-feira, agosto 04, 2017
«Perder ou não perder (a frase)» - Ivone Mendes da Silva
[após a descontínua, a leitura contínua - esta manhã, alcançou-se a narrativa «n.º» 132]
109
Como não quero ir trabalhar chinelante enfio os meus pés recém-chegados de um Verão à solta nuns sapatos mais aprumados. Um desespero com o calor que persiste e encosto-me à secretária e levanto um pé e depois passo para o outro e sento-me um pouco e torno a levantar-me. Continuo a aula e uma frase em pensamento atravessa pelo meio do que estou a dizer. Oh, caramba, agora? Deveria escrevê-la mas onde encontrar pretexto para parar e abrir um caderno e continuo com a dor nos pés [...] e a frase na cabeça. Empurro-a para segundo plano e hei-de retomá-la depois mas a frase tomada de uma estranha energia resiste um pouco. Pergunto-lhes se percebem bem o que estou a dizer. Que sim e eu afiro a qualidade do entendimento. Menos mal: ouviram o que eu disse e não a frase que empurrei para trás e que nada tinha que ver com o que lhes ensinava. Depois faz-se hora de sair. Penso que poderei escrever agora a frase mas quero sair. Beber água e descalçar por uns minutos os sapatos. Puxo a frase para a frente e memorizo-a. Saio e vou fechar-me na casa de banho de pés descalços no mosaico fresco do chão. Respiro fundo. Subo as escadas e os pés a doerem de novo. Quando entro na sala dou-me conta de que perdi a frase. Tento puxá-la à memória mas desapareceu de vez. Sinto-me desertada.
Ivone Mendes da Silva, Dano e virtude, 2017 (Julho), Língua Morta, pp. 53, 54
Subscrever:
Mensagens (Atom)






