quinta-feira, abril 09, 2020

«Ah, Fadista!», o pai Pantomineiro e «o atraso dos Dicionários»

- a referência inicial da Crónica de M. do R. P. era a da noite do terramoto, de Fev. de 69, mas rapidamente passou ao Amor pelo Fado, a histórias de um«Pai pantomineiro» e terminou com um alerta para o atraso dos DIC.os [...]
RECORTE:
[...] Foi do meu pai que herdei a paixão pelo fado, que ouvi ao vivo logo em criança, porque os psicólogos nesse tempo não davam palpites, a minha mãe pelava-se por uma noitada e o meu pai era, além de boémio, vagamente doido. Porém, ao contrário de mim, ele estendia o seu amor ao fado às respectivas intérpretes; e, já eu era adulta, contou-me que chegara a ter uma amante fadista a meias com um marquês, que era quem pagava a renda de um andar na Almirante Reis que ambos frequentavam, embora, claro, em horários distintos. [...]

terça-feira, março 24, 2020

Rapaz ou Menino?

- [«Vai para o teu Canto de Leitura, Rapaz»]

- «O meu Menino, não, o meu Rapaz!» - terá sido a Resposta repetida da Mana A., em «idade indefinida» (mais 15 Meses do que D....) às Vizinhas que a «provocavam», de quintal para quintal, na «Casa da Calçada» (de onde a FAM. saiu pelo 9 anos de D....)
- em «fases» anteriores, terá tentado matá-lo... (outras Histórias...)

sexta-feira, março 06, 2020

Rodrigues Sampaio, 52 + «de pequenina...»

- sempre fechado na «cave do quinto», D. só hoje viu a SMT.[...]; inquiridas, as Func.as da CLIN. onde a General fazia as RAD.as, referiram «mais de  3 anos»... [terá que ser menos...]; houve rápida referência a 75-78, a Natália Correia...; rápida, pois a «interlocutora» nasceu por aí...
- antes, ao lado, duas meninas, de 6 e 10...; a primeira, na 1.ª, de «quadro de honra», mostrava à avó os «post-it» em que anotava os «mal comportados», e a «função» que a Mestra lhe atribuía (tal como noutros Tempos...); 
- «risota pegada», pois só havia Meninos nas Listas...; 
- «não largues o Q.º de H., miúda!», aconselhou F., à despedida...

- R. S., 52: revisitada em Maio de 24, após ida à SGF, e «sobrevoada» uma AVEN «transformada»; aí funciona, pelo menos há mais de 1 ano, segundo FUNC., um Estaminné «Honest Greens»... ; «Well»

terça-feira, março 03, 2020

O'Neill (Alexandre)





- com dois Qd.os por autor, (re) lê-se o que se pode...

- reproduzida da página 11 da Revista «Relâmpago», n.º 13, de 10/2003



- a semana e meia do Fecho, por «Covid 19»...

terça-feira, fevereiro 25, 2020

assinar a pele


- registo histórico - primeiro «desenho-escrita» do Nome; 

- Princ. informou que o fez «de memória e sem ajuda»...

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Retrato raro de Pessoa...

Fotografado da página 16
do «P2», de 23 de Fevereiro

... em criança, na coleção de...

RECORTE do «P2», de ontem:


.... Pedro Corrêa do Lago [...] É detentor de duas colecções de manuscritos e autógrafos, uma internacional e uma luso-brasileira, com cerca de 110 mil peças datadas de 1140 até 2017. “[...] na sala da sua casa em São Paulo, mostra uma fotografia de Pessoa, em criança, cujo verso tem uma assinatura que “deve ser uma das primeiras” do escritor português. [...]

domingo, fevereiro 16, 2020

Egypton OU «a incerteza é mais bela que a certeza»

Assim começa a Crónica de hoje de Maria João Lopes,  no «P2»:

      O meu avô chamava-se Egypton e eu nunca conheci outro avô com um nome igual. Nem avô, nem ninguém. Chamava-se Egypton e até hoje [...] ninguém na minha família sabe bem porquê. É um nome cheio de segredos, os anos foram passando e as perguntas foram ficando por fazer. Ou foram feitas, mas tiveram meias respostas. [...]

sábado, fevereiro 15, 2020

A Infância, o tio, a Contabilidade (Regina Pessoa)

- lida de manhã, em papel; completada à tarde, com Entrevista
Recortes:
[R. P..] Descreve Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias como o seu filme “mais autobiográfico de sempre”. Foi também, explica ao PÚBLICO, o que mais desafios lhe colocou ao nível técnico, por não querer abdicar da sua identidade estética mas desejar ao mesmo tempo incorporar todos os materiais e objectos que guardou do tio.
E há de tudo: navalhas, óculos, réguas, lanternas, e claro, as páginas com a infindável contabilidade, o enigma que foi sempre um fascínio para a sobrinha.[...]

sábado, fevereiro 08, 2020

«Hinata», aliás, CAR. (em Capítulos...)

- Qd.a de CORR., F. já não se lembra de quem começou a CONV...; não diz  o Nome Civil; diz que «H. é um Mito... e que significa Lua»
- visto que o «Bloco fazia panelinha», inquiriu-o junto de Mestre J. Leb.: CAR.a...; «batota, batota, acabou a Brincadeira», reclamou a Outra...; vamos a ver o que se segue...
- nevoenta manhã de 14 (dia da «Dor de C.»); no Átrio, só D. falou - no caso, da Verdadeira Sobrinha, pois H. dá os «sinais do costume», em Deriva ou Equivocada, à procura do que não existe na «E. do Paraíso»...

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

A Fonte

- 6 horas; desligar da «máq. APN»
- mais jovens, D. e a General vão visitar a Mana C.; D. voltou atrás, para ir buscar o Álbum que a Mana emprestou em Julho (pelas 70 PRIMAV....); à saída, uma Qd.a pediu-lhe água; desafiou-a a correr ao seu lado, pela ladeira, até uma fonte onde, após se «refrescarem», D. contou vários EPIS.os às VELHAS senhoras que lá estavam...

quarta-feira, janeiro 22, 2020

segunda-feira, dezembro 30, 2019

M. (primeiro AR)


- é o primeiro Auto-retrato de M., 
«passado» a Puzzle pelo COL., 
fotografado de sobre a toalha vermelha 
do almoço NAT.,
em Santo António da CAP.

sexta-feira, novembro 29, 2019

Gin Tónico

- 5 e 15, 1.º desligar da Máq. APN;
- reaberta a Baiúca do Pai Velho, sem legalização, ainda; D. falava para o Antonino, combinando os papelinhos que dariam a quem pedisse factura, para posterior regularização...
- para servir dois «Gin Tónico», só havia um Copo adequado, mas muito sujo; lavado este e adaptado outro, preenchidos com o Espírito e o gelo, sobrava pouco espaço para a Tónica...
- apercebendo-se do péssimo serviço, um dos Clientes comentou: «esse Gin já deve estar Velho!»; ao que D. respondeu [...]

[ecos do DOC. em que F. Tordo refere os Gin Tónicos que Ary dos Santos ....??]

terça-feira, novembro 12, 2019

General Z, 68 + «Ladrão de Tempo» + o regresso de T.

[TErça, «Dia Livre» em 1920...]
- veio J., «o Menino da Sua Mãe», ontem,  e foi o primeiro jantar no novo Templo do GALH. - «Bacalhau à Brás» feito pela Comadre A. - discutiu-se a primeira proposta séria para a Alm. Reis (de que depende, de algum modo, o Tipo de Futuro...)
- ai, o Tempo que F. «rouba ao Patrão» nos Qd.s - «com a cumplicidade consciente ou não dos Qd.s»... - disse-lhes isso ontem e, ou percebem (ainda) pouco da Vida ou a «Indiferença é quem mais ordena»...
Well
- pelas 10 e 10, no Elevador da Cuf: reencontro com T. só deu para esta anunciar o regresso de Inglaterra (ao fim de bastantes anos...)

domingo, outubro 06, 2019

«Geração (à) Rasca»

- [quanto à Geração, já muito «gerou»: filhos, cargos...]

- a famosa expressão de Vicente Jorge Silva, de novo interpretada pelo próprio, aos 73 anos, sempre acutilante («a nossa saúde mental depende...») 
em Entrevista ao «Expresso» - AQUI

sábado, outubro 05, 2019

«Quem me roubou o Sumo?» + «ISPA», 7475

«Quem me roubou o (MEU) sumo?»
- proclamação, com ar sério ou indignado e argumentação adequada,   de M., ontem, à mesa, pelas 20 e 45, em Santo António da C....
- (são uns Malandros, estes Adultos que AINDA brincam, em vez de lhes «enfiarem» TLM.s nas Unhas...; a expressão do avô Jaime Rato - um grande Brincalhão - era «judiarias»...)

- hoje, antes, na «Docel», D. atreveu-se, finalmente, após anos e anos a «observá-lo», de Longe...: 
«Em 7475, no ISPA, era um Jovem...»
«É Verdade» 
(«toma lá, D.» - e virou costas e lá foi, com o neto, «pré-ADOL»...; parece não ter mudado...)

quinta-feira, agosto 22, 2019

Lagos

- ontem, no final da Visita a Lagos (onde há Carrossel e «n+1» Bichos Mecânicos, a 1 euro...), quando se lhe perguntou se queria regressar à Zmab., M. respondeu prontamente:
«Não posso. Preciso de ficar aqui»
- [hoje, evoca-se, rindo, o anterior «despacho»...]

domingo, julho 28, 2019

Terrugem

- com o 70.o AN. a coincidir com domingo, a mana C. esteve  contente, ao reunir os «mais próximos», num local populoso (ui, o imenso barulho ambiente, e as Visões de pratos a «transbordar»...)
- do lado de P. (45, a 31...), três HERd.s: M., 15-16; V., 12; I., 7 (está «bem convidado», como se costuma dizer...)
- D. conseguiu finalmente o empréstimo do velho Álb. de Fotos da [...]

quarta-feira, junho 26, 2019

Imperscrutável

- totalm. «prisioneiro» da Cave do 5.º, pela 1.ª vez, no 10.º dia «PÓS-OP.», W. anseia pelo 1.º passeio no EXT...; mas está contente, só,  com os Outros (e com a «cansadita» General...): não falta o que LER e  Junho vai «fresco»...; se a Europa «não levar a Sério a Canícula», vai ser lindo...; a Europa, o Mundo, [... ]

- Eli, livre de falsos Palácios do Paraíso, lá de perto da Serra, estrelada, manda fotos das suas JOVENS produções frutíferas...; a esta(s) Casa(s), chama-lhe(s): Imperscrutável. Grande Palavra, ÁSperos sons...
(antes isso que a usada pela SOB.,S. R.: ESQIZ....)

domingo, junho 23, 2019

«Escrever é...; M. E. C.

- ...CORTAR, sempre, sempre»
- lida à General, entre as 12 e 20 e as 13; 
- Entrevista + «Poética (da Escrita) (e) da Crónica» e da «Busca da Voz»... + ABG + «Carta a Jovem Escritor» +  Retrato(s) + «Inventário de mentalidades» + [...]
- sendo tão difícil escolher Recorte(s), não se coloca Recorte(s) [...]
- quanto à crónica do «dia seguinte» (24), decorrerá do anterior....

sábado, junho 22, 2019

«Pretérito imperfeito de cortesia», Djaimilia Pereira de Almeida

- lido na tarde de ontem, conforme PERI...
RECORTE:
    Este livro é escrito num pretérito imperfeito de cortesia. A cortesia é a virtude devida ao que não se pode dizer, como se apenas me restasse fazer cerimónia com o que e é familiar. Este é o fantasma formal que me persegue: o receio de que o melhor meio seja expor os meios. Como o espantalho da máscara de noventa e dois, expor os meios é uma forma de espantar  respostas. Então o que o espantalho afugenta é a realidade e as suas personagens, os recursos da biografia e a sua poética espinhosa. «Quem é a Mila?» «Eu mesma» não coincide bem comigo. O cabelo corta-se e renova-se prolongando a sucessão dos ciclos, mas tal não é senão uma via de extinção. Cada ciclo do cabelo é somente um ciclo do livro do cabelo. Serei eu («eu mesma?») que empresto à sua história importância, contando-a? Pergunto-me como escrever com distância se mexo na memória, mas a distância, apercebo-me então, é condição da memória, não uma moral. Todo o passado é um satélite conveniente.
[sublinhados acrescentados]
Djaimilia Pereira de Almeida, Esse cabelo, 2015, pp. 87, 88 (da 3.ª ed., de 2016)

quarta-feira, junho 19, 2019

«Lemos, 93 anos, surrealista, até hoje»

«A Mão e a Faca»
( a mão é a de O'Neill, cf. minuto
20... do DOC ao lado)

-Entrevista,audio,ao Expresso («Pal.a de autor, n.º 25») a propósito de Exposição na Cordoaria e do lançamento do livro «PH. Fernando Lemos».

- «Artista, graças à Poliomielite»

- «Como, não é RETRATO» - DOC., de Jorge Silva Melo (2008 + 2017), na RTP Play   (repetido a 9 de Maio de 2018...; ora recolocado...)

domingo, junho 16, 2019

Western Stars

- cedo deu a Volta ao Bairro; não sabe como será o andamento nos próximos dias, pois amanhã é o Dia... (de atenuar «defeito» do «Irmão Corpo», V. F....); 
- é dia de (ouvir) Western Stars...; qualquer comparação com o Castigo de 1718 desencadeia [...«e o resto não se diz...»]

quarta-feira, junho 12, 2019

Aquecer o Almoço...

- 6 e 15; desligar da Máq. APN...
- num Qd.o inicial de 2.ª Estação; Bloco que havia «correspondido» surge com mais uns quantos...;W. interroga-os, um a um, sem obter palavra...; o último baixa-se e murmura, de olhar enviesado: «É por eu ter um ar MARADO?»...;
- saem todos, repentinamente, e a sala fica vazia, de mobiliário, até...; tempo depois, regressam alguns: «Fomos aquecer o almoço* de Francês» (???)
- W., furioso: «E nem uma palavra ao Mestre? Está para aqui algum [...] (impropérios omitidos)
(* pedido realmente frequente em 1819....)

quarta-feira, junho 05, 2019

Jaime (Rocha)

- Excerto da entrevista no «Poema ensina a cair», de hoje

Quando é que surgiu o Jaime?

O Jaime surgiu já no primeiro livro, porque o nome ao contrário não me dizia nada. E então fui recuperar o Rocha que é o nome da minha mãe, que ela perdeu quando se casou. O Rocha era uma homenagem a ela e uma homenagem ao meu lado de pé descalço, que é dos pescadores, a linha dos pescadores - a minha mãe era filha de pescadores, o meu pai filho de pequenos comerciantes. E faltava-me um nome que se juntasse ao Rocha, e não funcionava bem Rui Rocha, era muito "rrrr". E um dia lembrei-me... Já tinha conhecido a Hélia (Correia) e não conheci o pai dela - morreu quando ela tinha 14 anos e nós conhecemo-nos com 20 anos de idade, na faculdade -, e ela falava muito do pai, que era operário correeiro em Mafra, e chamava-se Jaime, Jaime Correia. E eu quando ia a Mafra ela era a filha do mestre Jaime. Mestre Jaime, mestre Jaime, sempre ouvi falar do Jaime Correia, grande figura de esquerda, da ditadura. E um belo dia, ia editar um livro, e perguntei à Hélia o que é que ela achava, se podia juntar o nome de Jaime ao Rocha. E ela achou muito bem. (risos)

quarta-feira, maio 29, 2019

Miguel Ângelo e o professsor de H. C. A.

- 10 para as 5 - desligar da Máq. «APN»
- W., como estudante de 12.º; mudara de área e assiste a uma aula de H. C. A.; sentado ao fundo, encostado à parede de Qd.o lotado, «chalaceia» com o da esquerda que, entre outras coisas lhe conta «que conhece o Mestre, que mora em Telheiras, e que lhe roubou todos os apontamentos»...; 
este, sentado, debita Matéria sobre Miguel Ângelo, que ninguém ouve, tal o número de «bitaites» cruzados...; a dado momento, levanta-se e, quando se aproxima, W. vê um jovem, louro, indiferente, por Classe, àquele «maralhal»...

sábado, maio 04, 2019

Faxismo nunca mais OU «onde estavas no 25?» . (Dulce M. Cardoso)

Recortes da Narrativa ABG de Dulce Maria Cardoso, da «Visão», de 25 de Abril:
[...] 
Mudáramos há menos de um ano, eu saltava à corda perto da igreja que se ia construindo com as contribuições dos fiéis, quando a Editinha magricelas apareceu afogueada com a notícia, Houve uma revolução na metrópole. Nem eu nem os meus amigos nos distraímos da brincadeira, a capital do Império era, para nós, tão irreal quanto o céu que, mesmo baixo de nuvens escuras, continuava lá longe. [...] Dali a menos de três meses, eu faria dez anos. Nesse meu aniversário, enchi-me de alegria infantil com os dois dígitos que desenhariam a minha idade para o resto da vida. [...] No dia em que a revolução fez um ano, corriam já, há muito, boatos de que os comunistas da metrópole queriam deixar os colonos morrer às mãos dos soldados independentistas, não interessava se homens, mulheres ou crianças, eram todos fascistas, colonialistas e imperialistas, ia haver maca da grossa. O martelar de caixotes tornou-se ensurdecedor, [...]      Quando fiz onze anos já não tinha casa nem infância. [...]

Ainda éramos retornados quando a revolução celebrou o seu décimo segundo aniversário. Eu era das poucas moradoras do desalentado Lote 11 que continuavam os estudos. Teria, nas palavras dos meus pais, uma enxada para a vida. Nesse ano, o 25 de Abril calhou num dia quente, Cascais encheu-se de veraneantes e eu passei a tarde encostada ao muro da praia dos Pescadores, a fingir que estudava as maçadoras lições de Direito. [...]   Dali a dois anos, os meus pais conseguiram mudar-se, por fim, do J. Pimenta, mas eu era já adulta. [...] e pouco depois vim para Lisboa. Por essa altura, alguém escreveu em letras enormes, no prédio que ainda hoje continua a desdentar o primeiro quarteirão da Avenida da República, junto ao Saldanha, 25 de abril sempre, faxismo nunca mais. [...]

                                                    
                        Crónica publicada na VISÃO n.º 1364 de 25 de abril

segunda-feira, abril 15, 2019

«Um nome» - J. L. Barreto Guimarães


Um nome

O nome que tu transportas é o nome
onde és tudo. O nome: és
tu que o és. Em teu nome
tu és tu. É
um nome que te leva com
o seu número de letras a
certa altura maior do que um simples
nome em ti. Significa mais
significa: justiça
(dignifica-se a si mesmo) um tal nome
significa-te. Porque esse teu curto nome foi
um nome que cresceu
para continuares a ser nele
para seguir sendo
o teu.

João Luís Barreto Guimarães, O tempo avança por sílabas, Quetzal, 2019, p. 66 (de Luz última, 2006)


sexta-feira, abril 05, 2019

Ananás e Bolacha

- foi ontem à tarde; a dado momento, M. pediu «para ir para baixo»; «meio ensonado», D. foi observando pelo Canto...;
- colocou o Capacete...;
- deu duas ou três voltas, no Veículo, sempre falando tão baixo, que parecia Zumbir... [...]
- despejou uma caixa com peças recortadas..;
- deu muitas punhadas num dos  «Equipamentos» que «dá música»...
- veio colocar uma folha aberta sobre D., à laia de Bab., e depois «obrigou-o» a «comer» bolacha e ananás (em plástico), várias vezes...; 
- D. teve que a levar para cima...
[Vida de Abelhinha]

quarta-feira, março 27, 2019

Barahona, 80

- lembra-se da sua Figura, no Chiado da 2.ª metade de 70...; a General, «confessionava» a Mãe...; depois, na «AA»: A. M. - que ainda aqui «professa»...; e, no ano passado, no Bloco D, o filho, também A. ( o da «Grande JUBA»...) que foi «presidente» [...]
- mais logo, W. vai procurar o livro que lhe foi oferecido, pelo final do 1.º p. de 1718

quarta-feira, março 20, 2019

Sabrosa

- 5 e 55, desligar da Máq. APN
- sozinho, na Zmab, em vez de regressar a Lisboa, continuou para Norte e só parou em Sabrosa (onde nunca foi...), já de noite; com todas as ruas cortadas aos autom.s, estacionou na periferia e foi descobri-la a pé; na parte antiga, havia um grande parque com Dinossáurios, árvores e repuxos; na parte nova, na escola, uma grande Festa, que ficou a observar...

domingo, março 17, 2019

Odemira já não respira OU O Reino do PLástico

- lembra-se. 
- Em 78, a Zmab (ainda) não tinha esgotos. Na principal (ainda) havia MEX. (não muito grandes, diga-se...) nas rochas. Os VERAN., sempre os mesmos, (ainda) tinham o cuidado de não Raspar os pequeninos... D. acampou na AREIA (ah, dormir ao SOM do...), com o sobrinho P. - que aí festejou os 4 anos, com os Men. e Men. das Amigas da General...
- depois houve o Escândalo T. Russ. no Brejão... O REino Maravilhos da Tec. ao serviço dos lucros...; durante anos ficaram os plásticos...
- depois chegou o FEST. - as Massas DOP.,  que  deixam um Rasto de Plástico , cobrindo o Descampado, atrás de si....
- depois chegou a MULT. DRIS. - chamou-lhe a «Califórnia dos F.os VERM...»
- o Mar é agora o do Plástico, ano após ano, este Alent. cada vez mais Asiático...
- 40 (preciosos, desperdiçados) anos passaram. 
Irreversíveis? Como os Contabilizar, um Dia?

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Nome

- 8 e 54
Mens. do Princeso: «M. já diz [articula bem] o nome todo [isto é: os três Nomes: M. Bpt. F.»
Aleluia

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

General

- na CUF, dia de operação à (Segunda) Catarata da General...
- pelas 15 e 30, W. veio ao Bar...; aí, uma veterana enfermeira falava dos pais, ambos médicos, noutra Era [...]; há sempre algo de interessante para ouvir, à nossa volta...

sexta-feira, janeiro 25, 2019

«Morreste-nos»

[o título, «empréstimo» da 1.º obra de José Luís Peixoto, a tal que levou E. P. C. a «lançá-lo»...]
[não sabe se é das 5 e 30, se das 6 e 30 = desligar da Máq. APN]

       O cenário é o da Garagem de Sete Rios, dos Expressos (onde D. esteve de facto no sábado, 19...); «envolve» várias entradas e saídas, ao longo do dia, de impossível «reconstituição»...; 
- cedo, D, soube do falecimento do Pai Velho, mas não o comunicou às manas; já de noite, vieram e cada uma recebeu uma pequena caixa, decorada, cujo conteúdo ficou por conhecer...; cada um foi começar o luto para onde entendeu... (eco de Cesariny?)

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Faísca e Francisca

[2 exercícios da segunda série de «77 Curso»...]

«história mnemónica» - A

O pai gostava da coelha Francisca.
A filha adorava o gato Faísca.
De dia, o pai alimentava Francisca, pela Tasca.
De noite, a filha alimentava Faísca, na rua.
Uma noite, Francisca atravessou a rua.
Francisca foi atropelada e morreu. Faísca, não.

«história mnemónica» - B

O pai não batia, nem no mano nem na mana.
A mãe tanto batia no mano como na mana.
A mana era uma Maria Rapaz.
O mano era muito delicado.
Delicado, também era o pai.
Mas, no pai, a mãe nunca batia.

quarta-feira, dezembro 19, 2018

«Diário de um diário»

Fotografia, na Mão da pópria C. LE.
pela  própria, a Outra, 
recebida a 19 de Janeiro...


- ontem, depois de colocar «Trade Mark», nas mãos de C. LE. («Ex-AA», actual Mestre...)...
W. relembrou-se de «Arroios», de J. M. Vieira Mendes...; 
- saído em finais de 15, foi logo lido e, depois, comprado outro para S. M.; 
- a Menina C. LE, afinal, conhece quem fez o Grafismo e ficou de o (a) procurar; por aqui, há que reencontrá-lo... (num dos Montes...)

- para já, de Jan. de 16, o artigo de A. Guerreiro [...]

segunda-feira, dezembro 17, 2018

«Durex» (Preservativos) - Pires Cabral

- Anglia , Brylcreem, Royal, H.-D., Nacet, Husqvarna, Cooper, Nordmende, Parker, Rennie, Eno, Smith-Corona... são algumas das (21) «Marcas Registadas» tornadas poemas no livro de A. M. Pires Cabral lido durante o C. de T. de hoje...

PRESERVATIVOS DUREX
[...]
3.
Muito preservativo surripiei da gaveta,
meu Deus, instado pelos compinchas.

Tínhamos dez anos, e encontrávamos
naquelas bizarras mangas de borracha
uma utilidade alternativa: enchê-las de ar
como se fossem balões
e brincar com os balões até que rebentassem.

A uma mente mais devassa, dessas que
medem tudo com a vara do sexo,
o rebentar dos preservativos talvez sugerisse
o deflagrar do êxtase no seu uso normal.

Para nós, não. Para nós, rebentarem
era só rebentarem
e o riso disso.

E quando um rebentava, enchia-se outro,
e depois outro e outro, até esgotar
a pérfida caixa de fósforos, digo: a caixa
de preservativos Durex.

A. M. Pires Cabral, Trade mark, Cotovia, 2018 (Agosto), pp. 47-49


domingo, dezembro 02, 2018

S. Paulo, 224, 226 + «A. A.»

- após longa Noite, desligou a Máq. APN, pelas 6 e 25, interrompendo angustiante esforçp para voltar à «AA», às 14 e 30, para um primeiro «C. de T.», de que era «DDT»; percorria rua após rua e, após  se deparar com muro após muro, fora parar à esplanada de um restaurante num miradouro virado ao Rio... [ecos do «Faz Fig.ª»?]; [com alguma «invencionice» acrescentada...]

- às 4 e 50, já a desligara pela 1.ª vez; então, apreciava o apartamento do 224, por cima do 226 de S.º Paulo (Baiúca do Pai Velho), transformado em Aloj. Local, com Pé Baixo, mas com varanda exterior, delimitada por acrílico...

[há que telefonar à mana A...; para completar a Lista:
- [...]
- Fátima e a mãe, ... e o filho, Jaime, no 1.º;
- a enfermeira... e as filhas, «Bebé» e... no 2.º
- Elvira e a mãe, no 3.º; mais o marido, ....
- ... ; no 4.º... ? (havia 4.º?)
- o «tio» Armando, hóspede do velho... nas ««águas-furtadas»

[faz pensar no livro de Pèrec, trad. por Tamen, de 89, de que ainda ontem, na FNC, avistou 5 ou 6 exemp.es - ao preço de «agora», claro]

quinta-feira, novembro 29, 2018

«João na Terra do Jaze...»

- entrevista-reportagem, intensa,  pelo Documentário e pelos 80 anos, no «P2» do último domingo. 25-11...; na «RTP-Play», em Agosto de 2022; ou datado de Janeiro de 2019; 
.
Recorte: 
     [...]  tive um filho que durou dois anos que se chamava João. ‘Sabes jazz?’, disse eu. ‘Então vou-te fazer uma pergunta: como é que se chama o trompetista de jazz de que gostas mais?’ E ele respondeu: ‘Miles Davis.’ Isto foi há três anos, ele hoje terá uns 6 anos ou 7. Só isto já valeu os meus 60 anos de trabalho. Oxalá não seja como os outros Joões
    Foi morte súbita, uma bactéria. “Na véspera estive com ele, os dois sentados no chão, a ensinar-lhe o que era uma moeda de um escudo. E no outro dia... não me esqueço do grito da mãe. Tinha dois anos, um mês e 12 dias. Este ano teria 49.” O primeiro livro que José Duarte escreveu (publicado em 1981 pel’A Regra do Jogo), João Na Terra do Jaze, é-lhe dedicado: “À memória do João, com Aires da mãe e Duarte do pai.” [...]
        No ano em que João morreu, 1971, José Duarte escreveu o poema que dá título ao livro e o integra, a páginas 142-144, João na terra do jaze. Datou-o de Outubro de 1971. [...]

quarta-feira, novembro 21, 2018

«Estás com o D.?»

- no Qd.º 402, a porta sempre aberta permite ouvir os «ecos» da «Vida Social» junto às LAT.as...
- há dias, A., do 1.º Bloco, até agora [...] [«e o resto não se diz»], veio contar que «um passante»...:
- «Estás com o D.?»
- «sim; e isso é bom ou mau?»
- «É mau!»

sexta-feira, outubro 26, 2018

«A Máquina de Desemaranhar Palavras»

- com a Mãe A. em Vnz, M. veio para o Glh., ontem
- a sua Máquina de D. Plvs já forma curtas frases (de cerca de 4 palavras:..); 
- quanto ao discurso Largo, prolongado, nem o Tradutor Principal o entende...
- o Tradutor «esticou» a Estadia, para «deixar fluir os Tristes Derrotados de Alvalade» e, num dos (frequentes ou raros?) acessos da sua Face Lírica, insistia no convite a D., para «voltar a jogar Ténis com Ele, revivendo...» 
(«Ténis», palavra que M.. também já articula)

domingo, outubro 21, 2018

Bifinhos com cogumelos

- [noite má, tal era o cansaço por  ontem ter substituído o Ajudante do sr. Ant., que «se cortou»...]
 5 horas; desl.ar da «Máq. APN»
- era a Baiúca do Pai Velho, à hora de almoço, com muito movimento; mas quem servia era o «?», recepcionista baixo do H. Suiço Atl. (que tinha famil.res na Bica e conhecia o Pai Velho...) (??)
- «?»: esses restos de borrego vão para o frigorífico...
- D.: e os bifinhos de cogumelos que lá estão? quando é que os provo?
- «?»: esses são para mim...
-  D.: [exp. indescritível...]
- «?»: ... vá lá, eu deixo-te prová-los...
- D.: és boa pessoa...
[...]

quarta-feira, outubro 10, 2018

Eça, Ega...

- 5 e 55: desligar da Máq. «APN»
W. expunha a INTROD à obra de Eça (Maias e não só), num enorme anfiteatro; quando se pronunciava sobre a Figura de Ega, a colega que acompanhava um INC. (ex - E. E.) começou a falar muito alto, seguida por outros...; já quase sem Voz, W. cruzou o olhar com um senhor formalmente vestido, que, enquanto pousava um balão com Whisky, fez um trejeito... à Ega...

sábado, outubro 06, 2018

David, que terá vinte anos em... + Miguel, que evoca os 12...

- «Jonas qui aura 25 ans en l' 2000», Tanner, 1976...
- nesta crónica, de 1 de Outubro, M. E. C. evoca os seus 12 anos, depois de referir a «pressa temporal»  do neto David, que fez 5 anos...

Recorte inicial:
     O meu neto Vicente fez cinco anos. Passou os quatro anos a queixar-se de não ter cinco e agora diz que a coisa anda mais depressa: cinco, dez, quinze — num ápice já terá os vinte anos que quer ter e será finalmente crescido.
    Esta impaciência e este desejo louco de envelhecer despertaram em mim a memória dos meus doze anos. Um teenager naquela altura era uma pessoa cuja idade acabasse em teen. Começava-se aos treze anos e acabava-se em glória com dezanove    [...]

sexta-feira, outubro 05, 2018

Primeira Imagem

- da 1.ª F. de Expressões, de 1819:

- «[...] Recordo-me, mas por me ter sido contado muitas vezes, da primeira vez em que provei gelado. Pedi para o porem no «micro-ondas», porque estava demasiado frio»
S. G., 3.º Bloco

quarta-feira, outubro 03, 2018

Nome

- por estes dias, cf. registo do último sábado, M. começou a articular, quase na perfeição, o seu Nome Próprio, M. - (relembre-se, escolhido em detrimento de A.)

segunda-feira, agosto 27, 2018

«fazer de conta»

(Rita. 10  e 30, sol vai regressando...; ao lado, Gaiato local grita com o Avô «que quer ir à praia»; está ali mesmo, ao fundo da ladeira; será difícil dizer-lhe para «fazer de conta»...)
- D. lembra-se de idênticos «fazer de conta», afinal, princípios de Verdade da Ficção...; crónica de hoje de M. E. C.:

Parágrafos iniciais:
Lembro-me de me apaixonar pelo fazer de conta. Era Inverno e eu queria ir à praia. Também queria que fosse Verão - tinha 5 ou 6 anos. A minha mãe disse-me que não podíamos ir à praia mas que podíamos fazer de conta - "we can pretend».
Ensinou-me a fazer de conta que estava calor, que estávamos a molhar os pés na água fresca - "it's so hot!" - e a ver um caranguejo a escapulir.
Fiquei obcecado com o fazer de conta. Era o remédio para todas as desilusões e dependências. Cada vez que me diziam que não podia fazer qualquer coisa eu respondia "Never mind. I can pretend".
[...]


sexta-feira, agosto 24, 2018

A Menina é neta de quem?

- no final do DOC., os bisnetos (A), revivificando desejo arquivado do bisavô,  brincam, aspirando, com os saquinhos de cachimbo, coleção arduamente resgatada pela mãe, neta, C. M.;
- «Regresso ao Futuro do Passado» que também fez D. empreender paralela Viagem (afinal, nasceu em 55);
- há outras Mortes, como a de um Espólio há décadas encerrado...; há Enigmas ficcionalmente aflorados...; e «o resto, que não se diz»...;

- M. foi adiando o visionamento de «A Toca do Lobo»...; e acha que fez bem, não há disponibilidade como a de Agosto

- (A) lá está F. M. A. (tranquila Qd.a do 3.º Bloco), com menos 3, 4 anos?

sexta-feira, julho 27, 2018

SILÊNCIO

- D. receia ter o V. «comprometido»; 
- dos cerca de 3 meses de Silêncio, necessários para sobreviver ao Palácio 1819, metade já foi anulado pelo Castigo Secx...;
- felizmente que, pelo GALH., a conversa é sempre de Tema único (a B. G...)...
- há esperança de que ainda venha a haver boas leituras, no Rugido...
Well

quinta-feira, julho 12, 2018

11 de julho

- dia mau: 
- C. Ped. X 2, de manhã, com as «habituais manobras de diversão»;
- chegada de Pacotes, à tarde, com toda a gente com muita pressa, uma prova «desaparecida», os erros do costume, a Chefe C. R. em «burnout» e M. a precisar de ir preencher «OS Impressos...» (para C. F. e F. B.)
- isto ainda vai acabar em...
- ...«águas de bacalhau», como sempre - (agora, a 26, já se pode usar a expressão...)