segunda-feira, maio 29, 2023

O menino grapiúna e Camões

 - Evocações de Infância, mas não só, em pouco mais de 100 páginas, em «letra grande», ilustrado, de 81, 82

RECORTE(s) da 18.ª, e última narrativa:

    O primeiro dever passado pelo novo professor de Português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe se inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição.
    Padre Cabral [...] Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor [...] Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. [...]

Jorge Amado, O menino grapiúna, Europa-América, S/D (1992?), pp. 115-116

quinta-feira, maio 25, 2023

No 25, Ruy Castro estava em Lisboa + «O oitavo selo»

 - então jovem, Ruy Castro trabalhava para as «Selecções» e morava em Campo de Ourique; evoca «esse tempo» em entrevista à «Mensagem», jornal de Lisboa [...]

RECORTE(s): 

Como foi testemunhar o 25 de Abril?
Foi uma surpresa, afinal na minha percepção de estrangeiro, a ditadura tinha durado 48 anos e parecia que iria durar outros 48. Na manhã do dia 25, quando acordei, a rádio só tocava umas marchas militares. Liguei para uma jornalista amiga minha que me disse mais ou menos o que estava acontecendo. Fui para a redação das Selecções a pé, pois não havia autocarros nem táxis. Cheguei lá e encontrei o diretor da revista, um tipo que tinha muito amigos entre os escritores fachos, trancafiado e com cara de assustado. Era daqueles que andava sempre arrumado, mas estava descabelado e com a roupa amassada, como se tivesse dormido por lá. Não havia o que escrever sobre o 25 de Abril, a revista não cobria esse tipo de notícia. Desci então até o Chiado e vi a revolução acontecer. Até um dia desses, ainda mantinha numa gaveta o cravo vermelho que uma mulher me ofereceu.
Uma testemunha que não podia escrever sobre o 25 de Abril.
Nem por isso. Era o único jornalista brasileiro em Portugal naquela época. Se chegou algum outro, foi depois, talvez depois de 1 de maio. Em frente ao prédio da Selecções ficava o escritório comercial da Manchete. Bati na porta deles e me ofereci para ser o correspondente da revista, que também não tinha repórteres por aqui. Durante seis meses, cobri os desdobramentos da revolução. Fiz várias matérias de capa, mas nenhuma matéria era assinada, para evitar problemas com os meus patrões americanos. [...]
Lançamento de livro de Ruy Castro, A Vida por Escrito, na livraria da Travessa, em Lisboa RAQUEL WISE/TINTA-DA-CHINA

- entrevista - artigo, no Ípsilon, a 16 de Junho, sobre  A vida por escrito** - sobre o Género Biográfico - que veio lançar em Lisboa, também tratado no item acima - RECORTE(S) do final:
[...] Será o biógrafo biografável? Ruy Castro aplica a si próprio o que defende para os outros: “A minha biografia? Primeiro: isso só será feito por cima do meu cadáver. [...] Já foi feito um livro, que é a minha história limitada aos meus, até então, sete confrontos com a morte. É O Oitavo Selo, da Heloísa.” Editado em 2014, foi buscar o título ao filme de Bergman O Sétimo Selo (1957). Heloísa explica: “São os sete confrontos dele com a morte. O oitavo selo seria o que estava em aberto. Hoje já estamos no nono ou décimo, relacionados com coração, língua, fígado, nariz, pulmão… Mas o Ruy sempre foi salvo pela palavra. Sempre tinha um livro para terminar, então não podia morrer.”                                                [sublinhados acrescentados]
- ** a 29 de Junho, na FNC-COL., atingida a p. 55 - obra com questões afins às discutidas no MESTR.o - 02 - 05, com exemplos q. b.

domingo, maio 14, 2023

Zmab + «arranca-se num instante», seg. MEC (crónica de)

- Continua difícil levar a General à Zmab [desde Julho...]; não ajuda nada o que ontem ouviu ao telefone - talvez dito por M. G. da S., que «mora» em frente da Barragem de S. C. - sobre «a cor da Água...»;

- quanto à «desprotecção» da Paisagem Protegida, que já leva décadas..., «ponto da situação» no Artigo de hoje do «Azul-Público»: AQUI

- M. E: C. - «em tempos», «ZMAB visitante», reage ao anterior, em Crónica de 19 de Maio - «O horror provisório»

RECORTE:

[...] No Verão passado, depois de mais de dez anos sem lá ir, voltei a visitar a Zambujeira e Odemira e, apesar de estar preparado para o que ia ver, fiquei chocado com a extensão das estufas mesmo ali à beira-mar. Parecia que uma paisagem diferente, de uma terra diferente, de um país diferente, tinha caído em cima da paisagem que eu conhecia, enterrando-a para sempre. [...]  [sublinhados acrescentados]

quarta-feira, maio 10, 2023

Helder Macedo

 - sempre que se lê um romance «com Gémeos M. + F., ou outros» - no caso, personagens narradoras «à vez» - recorda-se a leitura, lenta e marcante, de Pedro e Paula, de 98, de Helder Macedo, [...] ; de seguida, verificou-se «as existências» da obra de H. M. [D. lembra-se de o ver e ouvir na C. da C., quando foi S. de E., por aí por....] e «as disponibilidades» (para acrescentar um pouco as «existências», se e quando possível... (...);

[a 15 de Maio, na FNC: «pode verificar, no COMP.,  os livros disponíveis de H. M.?»; [jovem FUNC]: «escreve o quê?»; «poesia, romance, Ensaio... - e ainda está vivo....»]; 

[Seminário «Modos da Melancolia», «D. Duarte e o pecado da tristeza», em Maio de 2022]

Fotografias tiradas por Ana Hatherly, dos amigos Jorge de Sena, Helder e Suzette Macedo em sua casa londrina, anos 60 - [copiada do OBSERV.]

 - na Santa, destaca-se uma entrevista ao OBS, de 2018, de antes do Letreiro «Só para assinantes», logo, completa [...], e a da Revista «Desassossego, de 2016

- [de 98, Entrevista de Clara F. Alves, na «RTP Arquivos»];  [de 2005, «Entre Nós», na «RTP Arquivos» + «Por outro lado», Ana Sousa Dias]

domingo, maio 07, 2023

Zmab

 - 5 e 35, desligar da «APN»

Após alguns dias na Casa Velha (cerca de 50 m2, na Rua da Graça), o casal convidado e os seus 7 Infantes partiram sem se despedirem, sequer; a General destacou «o modo como se tinham tão bem acomodado em tão exíguo espaço»; foram depois à Casa Nova (Rua dos ALTEIr.os) e a General enfatizou :«ainda bem que não os trouxemos para aqui - olha só o trabalho que daria a limpar...»;

- afinal, a Casa Velha é a terceira numa ladeira, na qual a água do Mar já «beija» a primeira, o que levou a General a comentar: «daqui a 10 ou 15 anos, o J. já não terá esta Casa...»

segunda-feira, maio 01, 2023

«Shakespeare nas dunas», Antonio Prata

- já «começado», um 1.º EX. foi para C. V. (E. F., recém-chegada, em 2017?), num C. de T.; um 2.º para Jone (confirmou-se, ontem, que ainda não o leu...); só agora acabado, um 3.º EX. [...] - [na sexta, C. F. pediu-o emprestado...]

Recortes:
[...] Por mais divertidas que fossem nossas atividades praianas, um mês é muito tempo e era inevitável que em algum momento fôssemos visitados por aquele implacável companheiro da infância: o tédio. No final de uma manhã, lá pela terceira semana, cansados do mar, da areia, dos «croquetes», pastéis, picolés e barrigas dos baiaucus, nos encarapitamos sob o guarda-sol e, emburrados, pusemos em prática a única estratégia que conhecíamos para espantar a infelicidade: azucrinar a vida dos adultos até que eles nos trouxessem alguma solução. [...]
[...] Conhecendo intuitivamente o antídoto, minha meia-irmã bateu os olhos no livro que seu pai tentava ler e perguntou o que era. Romeu e Julieta, ele disse, e não o deixamos mais continuar a leitura: «Sobre o que é? Por que eles não podiam casar? Onde fica Verona? Dá para chegar de carro? E de barco? Pra que lado? È antes ou depois da África?»  [...]
     Daquele dia em diante, quando voltávamos da birita, entupidos de Fanta Uva e pastel, sentávamos nas esteiras e, até o sol se pôr, ouvíamos a continuação da história. [...]

Antonio Prata, Nu, de botas, Tinta-da-China, 2017, pp. 111-112


quarta-feira, abril 12, 2023

«porque hoje é sábado» - Vinicius por Manuel S. Fonseca

 - obra recente, vai para a «secção respectiva», por ora «fintando» a »Mesa das Trocas»; evocações AUTOB., de Infância, de Juventude, em «espaço colonial angolano», em curtos capítulos, com múltiplas referências a filmes e canções [...]; a cerca de 30 páginas de terminar a leitura [...]

RECORTE(S)
     Já tinha visto Os quatro cavaleiros do Apocalipse, estranho filme de Vincente Minnelli. Sabia da guerra no  mato de Angola, mas fome, peste, morte? Os meus 17 anos só tinham olhos para o gira-discos novo, comprado com o primeiro salário colonial. [...]
     Do outro lado da rua, o musseque. A música chegava lá. No Natal desse ano, pus os Led Zeppelin de lado e abri os ouvidos aos fados dos meus pais. Era um disco gravado por Amália e Vinicius na casa da Rua de S. Bento, [...]. Ouvia, em Luanda, um encontro de Portugal e Brasil como nunca mais houve. [...] Vinicius a dizer O Dia da Criação? Melopeia encantatória,  [...] 
    «Neste momento há um casamento», clamava a voz do poeta, «Porque hoje é sábado», diziam os convivas. [...]
                                
                                           Manuel S. Fonseca. Crónica de África, 2023, p. 106

quinta-feira, março 30, 2023

»Biografia», Hierro Lopes, B.

 - [como que de lugares secretos, onde esperaram o tempo necessário, «emergem» leituras como as deste pequeno volume de curtas prosas líricas, autobiog., também; foram sendo lidas, «fora de ordem», no «35», até à ALAM. e volta]

Recorte de «Biografia» (pp. 20-21):

[...] Uso ao peito a medalha dos anjos

domingo, março 19, 2023

Amélie

 5 e 45; «Desligar da M. APN...»

Exterior; P. M. ou outro?

- D. relê Prova (ou EX.???) de Português, que lhe «correra mal» - sobretudo o Grupo da Composição, «feito à pressa»;
 - «aliviado» com a CLASS. (15,2), lê, com espanto, uma das notas aí colocadas pela Prof.a; «Texto redigido ao estilo de A. N. (???), parecendo até que a copia descaradamente» (segue-se citação, de cerca de 5 linhas de texto de A.N...) ; mas se D. nunca lera nada dessa autora...; 
- circula e vai indagando as CLASS. dos «feras» da Turma - todos com 17, 18; raiva [...]

sábado, fevereiro 25, 2023

Herminette, II (e o Rasga Rasga)

 - quinta à tarde, quando D. rasgava «papelada» vária, da porta da «Cave do Quinto»:

- desta vez, vais até ao Osso!

terça-feira, fevereiro 21, 2023

A força (0u o poder) do Apelido

 - em «E-mel» para todos, uma Mestra do Paraíso (donde, citando de novo o Sr. DRT., «saem Homens ou Mulheres ou outra coisa qualquer»), retoma a questão da Operação de RE-Nomeação, no contexto das «ambiguidades identitárias ou de Género» e, após remeter para a Legislação, termina: «[...] o mais longe que vou, sem a alteração do Nome na secretaria, é tratar cada um pelo Apelido

- R., nos últimos anos, habilmente, eliminava qualquer Nomeação, usando sobretudo os utilíssimos Pronomes, outros Deícticos de 3.º Pessoa, expressões e termos «neutros» ou «indiferenciadoras» (como «Jovem», por ex.) também eles Marcas de Distanciamento no Sistema Português de  Formas de Tratamento...

quinta-feira, fevereiro 16, 2023

Herminette, I

- Herminette é aquela Menina que, de repente, «se sai» com coisas como a  seguinte:  [...]

[no estacionamento da Cuf, quando D., com as duas mãos, a apoia na saída do «Ru-Ru»]: «Estás a aplicar a longa prática que adquiriste com a minha M.» (a Marechal H.)

Pois é.

quarta-feira, fevereiro 08, 2023

Retrato (de Natália) + «Diário» (tudo de Skapinakis)

 - recolhido do artigo de Isabel Salema, do «Público-Ípsilon» sobre a EXPO no Museu do Chiado

Primeiro retrato de Natália Correia, de 1959
- Recortes: [...] É o que ficamos a saber, entre outros pequenos segredos artísticos, através da leitura de uma agenda de capa azul, um dos objectos encontrados no atelier do pintor e que agora se vêem exibidos entre as 82 pinturas que compõem a primeira exposição dedicada a Nikias Skapinakis após a sua morte (1931-2020). [...]

A agenda quase desfeita, de tanto ter sido manuseada pelo pintor, é “uma preciosidade”, “mas ainda não foi estudada”, explica Helena Skapinakis, filha do artista e uma das curadoras, juntamente com Maria de Aires Silveira, da exposição Os NikiaΣ​ do Nikias, [...] Funciona quase como um “diário artístico”, considera a filha, que começou a folheá-lo há pouco tempo e ainda não consegue datá-lo com precisão. Até aqui, acrescentou ao PÚBLICO, parece uma agenda única que vai dos anos 70 aos anos 90. [...]

domingo, fevereiro 05, 2023

M: nasce uma Leitora

 - na 1.ª pausa de Semestre do 1.º Bloco, M. veio ao GALH.; Ronda «28-Chiado» + a General a tentar dar cabo da Tosse dela; com o pequenino Indicador a avançar lentamente sob as sílabas, com muito apoio, já vai lendo; à noite, disse aos pais e à Fera (a Mana J. J.) que já lera 2 capítulos de «O principezinho»

domingo, janeiro 29, 2023

Hermógenes (o Caderno de Memórias de)

- no «P2» de hoje:

Recorte sobre o(s) Nome(s): ...] Fascina-a este incomum nome “Hermógenes”, que disse ter visto escrito pela primeira vez num papel no livro Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, por ser o nome do médico de Adriano. Tem pena que o sobrenome “Ovídio” não tenha origem no poeta romano, mas no facto de o avô ter nascido a 3 de Junho, dia de Santo Ovídio. [...]


Grupo no Forte da Graça, em Elvas. Hermógenes Ovídio,  [...] ao lado de outros oficiais implicados na revolução de 3 de Fevereiro de 1927

- a neta lamenta ter descoberto tarde o(s) «Caderno(s) de Memórias» do Avô, isto é, só após a , morte da mãe;     - em «paralelo» a difícil tarefa de quem tenha que «dar destino» ao que fica nas Casas de quem partiu:

[...] Foi preciso a sua mãe morrer, já com 80 anos e há mais de uma década, e lhe caber a ela “a tarefa terrível de esvaziar a casa dos pais”, recorda. “Fiquei sozinha num fim-de-semana a ver papéis, a pensar que ia deitar fora a maior parte deles, sem saber o que fazer à biblioteca do meu pai, que era gigante, e que acabei por entregar à Academia Militar. Foi uma tarefa muito difícil. Esvaziar a casa dos pais é retirar-lhe a alma, porque as paredes vazias já não têm história, são paredes sem memória. Foi nesse processo, quando abri o armário da minha mãe onde eu sabia que ela tinha as suas coisas pessoais, mais importantes, que descobri este documento do meu avô do movimento revolucionário e a fotografia com as assinaturas”, explica. [...]

quinta-feira, janeiro 26, 2023

Dalvana

 - V. da G., P. Cafés, 10 e 45

O Nome estava na Placa da simpática barista; inquirida, informou que «fora a tia de S. Paulo a escolher o Nome, a mãe só o sancionara; e que viria do nome de filha do cantor Dalvan»
(virá de Dalva, latim, «muito clara»?)

quarta-feira, janeiro 25, 2023

L. G. e as Memórias dos Outros

 - bem insistiu L. G. com R., na parte final de 2122, mas... [...]; não se arrepende, D.; olhar para uma Câmara? falar para a Eternidade curta ou temporária? - «que pânico»; já R. B. - 42 anos de Percurso empenhado, muio empenhado - ficou bem, muito bem, mesmo...

sábado, janeiro 21, 2023

«Rebobine-se» OU «Não posso resolver o passado***» OU 6 A + 6 M + 23 D**

 - Resolver ou não, esquecer, não.

- Rebobine-se:

Cristina Sampaio, «P2», 22-01

- em 05, M. de L. R. inicia a destruição do Edifício; em jantar com A. M. F.,  D. explana a Visão do Filme [...]; e diz que gostará de ver as consequências...*

- em 06, «descongelou a picareta», por Mérito (MEST.) e subiu ao 8.º Piso...

- .. regressando ao  6.º, em 010, com a «habilidosa reclassificação dos Pisos»...

- em Maio de 019, [9 - 4- 2, em «marcelice»], o tal senhor, democraticamente, inverteu uma decisão da Assembleia da República, com uma ameaça de demissão***;

- em 020, D. «regressa» ao 8.ª Piso, «praia onde permanece morto»... à Data*

- *não estava na Visão de D. que, em 023, retornaria, em «finca pé», a luta pela recuperação do que falta**...; com um «estudo tão prolongado» (CGA dixit...), e a chegada de 66 + 4, cresce a tentação de... [«e o resto não se diz»] - ver: «pressa de envelhecer»

- a 25, crónica de Manuel LOFF; RECORTE: [...] Nos últimos 12 anos, os professores tiveram o seu salário desvalorizado em 24%, viram-se armadilhados numa carreira bloqueada por travões artificiais cuja única preocupação é impedir a progressão salarial (e das suas futuras pensões de reforma), e tiveram de enfrentar governos cheios de gestores tecnocráticos que desconhecem território, escolas e a atividade educativa enquanto tal. [...]

- a 26, artigo: «39 anos ou mais, até ao Piso de Cima e distribuição actual pelos Pisos»: AQUI


quarta-feira, janeiro 11, 2023

S.

 - S. era o «3.º Nome», primeiro Apelido, depois de F. e de J., 2 próprios, mas todos o tratavam por esse Nome - era um dos que, naquele «Bloco A», lutava pelas  Máximas a F. e a MAT., sobretudo [...]; mas também não faltava a Paródia, naturalmente [...]

- pelo andar da Rua do Diário de Notícias - onde pontificavam a Mãe e a Tia, «iguais», mas não Gémeas... - se passava tardes, de mais convívio e, ou, «galhofa» do que de estudo, com excelente lanche, sempre - em parte da mesma, visto que nunca houve acesso a «outras zonas» - foi lá que se ouvia os discos «anti-fasc.o» e G. Colon. (Cília, J. M. Branco e outros...) trazidos «clandestinamente» de França pelo pai - administrador de Empresas [...]; trocava-se livros, pelos aniversários; em 70, ofereceu a D. o «Amor Louco» de Breton; no «futebol de rua» do P. M., seria um «dos menos dotados [...]

- professor do Técnico e outras [...]; no «Breve» de hoje, no «Público», D. viu os Nomes sem «os títulos» [...]; pensa que só o reviu uma vez, no C.C. das A., no início da Vida com a General [79?; 80?]; sempre falou muito e com muito entusiasmo de Castelo de Vide, onde então passava os longos Verões das férias liceais, e para onde agora «regressou», definitivamente [...]

terça-feira, janeiro 10, 2023

«Entre hoje e amanhã ou até ao final da semana...»

 - [«vai receber a «audiência prévia»] «Entre hoje e amanhã ou até ao final da semana...» = resposta final de há pouco, ao telefone (único Meio permitido...), da senhora da CGA, com o «mesmo desplante» de todas as anteriores («anti-respostas»), cerca de [...] após o início da «Caminhada»]

- [se não andam a «brincar» com D., parece...]

sábado, janeiro 07, 2023

«Mente literária» E «Mente pictoral»

 Excerto da Entrevista de Anthony Rudolf a «E» - Revista do Expresso - número dos 50 anos:

ENRIC VIVES-RUBIO/PÚBLICO
[...] Tenho uma história engraçada sobre o ateliê. Quando modernizaram e renovaram a zona de estação ferroviária King’s Cross, começámos a notar muitos ratos e ratinhos. Os ratos deixaram a estação e migraram para norte, para a zona do ateliê. Chamámos um homem da empresa de controlo de pragas, Rentokil. Veio, deu uma olhadela para aquelas filas atrás de filas de vestidos, adereços e roupa vintage e disse: “Se eu fosse um roedor, isto seria um hotel de cinco estrelas” [risos]. Artistas como a Paula ou Lucian Freud, por exemplo, tinham mesmo de ter um ateliê. E muito se escreveu sobre a mística, a magia do ateliê de Freud ou de Paula. O corpo e a alma do pintor estão no ateliê. Ao contrário da escrita, a pintura é uma atividade muito física. Acho que há uma diferença entre uma mente literária ou verbal, como a minha, e a mente de um pintor. Um pintor tem de se focar no momento, não pode fazer três coisas ao mesmo tempo. Eu, por exemplo, posso fazer um rascunho e editar um ­poema enquanto viajo de comboio. [...]

sábado, novembro 19, 2022

S. MCH., Palácio

 - [noite muito «intersectada»...]; devido à transição 66-67?; 

- [desligar], pelas 6 e 15:

- 1.º Qd.o de 1.º Bloco; além da porta principal aberta, uma outra, por onde R. avança, aí encontrando um Qd.o de S. Mch. (51) [situação real, no Palácio Velho, quando, uma vez, por 2005, D. foi colocado num fundo e estreito Qd.o, inadequado, porque «oficinal», que «dava para a Rotunda das Olaias»...];

- pegou-lhe no braço e veio «apresentá-la» aos Caloiros: «Mestre S. Mch, de D. de C., já está no Palácio há pelo menos [...] [16]»; olhares «enjoados» do Costume...

quinta-feira, novembro 17, 2022

Ficção de Eu - Tove Ditlevsen (1917-1976)

 - é uma das leituras «intermitentes» deste «estado de Limbo»; retomada, no «Palácio», atingiu-se o final do 1.º Painel («Infância»); recorte daí:

[...]  Acabei os exames e na escola fizeram uma festa de despedida aos finalistas. Estava toda a gente doida de alegria perante a ideia de abandonar a «prisão  vermelha», [...] Quando me despedi dela, a Menina Matthiasen perguntou-me se já tinha arranjado trabalho. Respondi que sim, e comecei a falar, com um falso entusiasmo, acerca do curso de economia doméstica que iria frequentar um ano mais tarde, e que, até então, trabalharia como ama do filho de uma senhora abastada. Todas as outras vão trabalhar em escritórios ou oficinas e tive vergonha de não passar de uma assistente doméstica. A Menina Matthiasen, pensativa, cravou em mim os seus olhos inteligentes e meigos. Que pena não ires para o liceu, suspirou ela. [...]

Tove Ditlevsen, A trilogia de Copenhaga - Infância, Juventude, Relações Tóxicas (67-71), D. Quixote, 2022, pp. 99-100

- Artigo, do «The Guardian», sobre a Trilogia

terça-feira, novembro 01, 2022

De Balneário Camboriú à Penha de França («E esta, hein?!...»)

 - «lulista», GusT., jovem, loiro e magro, vindo bem do sul do Brasil, oficina, há cerca de 2, 3 meses, no Estaminé dos Manos D. + A., «pressionado»,  por estes,   nas funções que dantes (quando os Manos começaram...), eram atribuídas aos «rapazolas» de 14, 15... ou aos Velhos de «canetas» já gastas...

- por isso, não é fácil «entrevistá-lo»; depois da  turística Terra de Origem [Extraordinária, nos dois Nomes...],  «Marginal enterrada sob gigantescas Torres de Betão...»] - «onde a vida é muito cara» - as profissões do pai («tesoureiro de uma Associação» de...) , e da mãe («arquitecta, designer, em  actividade»); «berço fino» provocou R., sem efeito ou reacção...;  enfatizou, sobretudo, que «veio começar do zero» e que «há mais oportunidades na Europa»)...; bem, se Portugal fosse só Europa...

- [nota posterior: terá voltado para o BRAS, por volta de Março de 24 - para o seu lugar, regressou Pat.a, agora mãe de Luna, com cerca de 4 meses...]

segunda-feira, junho 13, 2022

Fingi(dores)

 - 5 e 45: (penúltimo) desligar da Máq. APN:

- Qd.o do 1,º Bloco; 1.ª Sessão da ORTON.a: em palco, um outro Mestre, mais Velho e experiente, circulava, desejoso de «meter a colher»; R., após a INTROD., e prometer uma «2.ª metade prática», entra em «APG»; RIT. (a que vai para ROT.ão) vem ao Qd,o escrevê-lo, mas, tão lentamente, que «vendo o tempo a fugir», R. transfere a Sessão para o Exterior...;

- aí, face à Desconcentração geral e às intervenções do Mestre acima referido, o habitual «salto em frente»: vertiginoso «despachar» de conceitos, imagens e paradoxos [...]

quinta-feira, junho 09, 2022

Auto-retrato, Paula Rego + «uma Máquina de Guerra»

 - «Tríptico» (auto-retrato), de 2005; reproduzido do «Dossiê» do «ípsilon», de 8 de Junho:


- ensaio de Pedro Lapa, por «Décadas»; RECORTE:
[...] O confronto com o modelo é também importante. As anatomias e as poses das suas mulheres formam essa máquina de guerra que é agora o corpo feminino na sua relação com o estatuto da visualidade na história da pintura. Estas mulheres pintadas por Paula Rego, nesta e noutras séries, como as de 1995, Avestruzes, Branca de Neve ou no Crime do Padre Amaro, e sem título (a série sobre o aborto) de 1997, desenvolvem relações com as iconografias cristãs da Anunciação e da Natividade para contrariarem na fonte o pietismo patriarcal ao afirmarem um protagonismo e força sobre os seus destinos adversos [...]

domingo, maio 29, 2022

O Infantário de J.

5 horas: 2.º «desligar» da «Máq. APN» ( o 3.º seria às 6 e 30...)

 - com a General no carro, à espera, D. atravessou a rua, dirigindo-se ao prédio da Esquina entre a António Pedro e a José Falcão; levava dois compridos rolos de papel colorido de Embrulho e, ao olhar para cima, avistou as vizinhas de sempre;  a proliferação de botões de campainha, no átrio, levou-o de novo a tocar para o andar errado; desceu uma vizinha,  resmungando contra o barulhento Infantário do último andar...;

-[entre 75 e...., vindo da SMT, D. recolhia o sobrinho P. do Infantário, esse , sim, algo «militarizado»,  num 4.º andar da  Rua Nova da Trindade...]

- ... lá desceram  três Infantes, na galhofa, trazendo J.; no carro, a seguir, discutiu-se  o Tema «competências e profissionalismos», Com a General., como sempre, a impor as suas [...]»

segunda-feira, maio 23, 2022

124: «reversão»

 - 6 horas; desligar da Máq.a APN = [7,3 - 2,3];

- «curioso, por [...], usou uma chave que se «esquecera» de entregar, e deparou-se  com o CABEL.o., «tal e qual», em fase  final de (re)Montagem [...]; 
-  apareceram os COMP.es, que explicaram que «se queriam instalar em Lisboa» e que, para isso, tinham usado o «estratagema» [...]; D. verificou que também tinham adquirido o «B», ligando-o ao «C», pelo Interior...
- D.: mas não era necessária esta «encenação»...;
- [...]
- D.: «e agora, o Alvará? como vão obtê-lo, para um 1.º andar?»
- «tudo se consegue [...]»

quarta-feira, março 30, 2022

Tabucchi (Antonio)

 - nas últimas «Estações», R. já nem recontou a história que T. contava, sobre o «casual» Encontro com uma «plaquette» de «Tabacaria» [...]; «recontada», pelo minuto ---- do DOC. «Se de tudo fica um pouco - no rasto de Antonio Tabucchi, na «RTP - P»

quarta-feira, fevereiro 16, 2022

«atacado pelas costas...»?

 - «à traição», pela própria C. V.... ; foi na seg., nas URG. da Luz, «e o resto não se diz» [e, ou, já foi «apagado»]; 

- hoje, a partir das 16 e 20, haverá «Veredicto»? - «Falso Alarme!» = UFF!

domingo, janeiro 30, 2022

«Na cadeira do barbeiro» - Auto-retrato: Teotónio Pereira (Nuno)

 - endereço lançado, Hoje, por «duas Gerações» de Herdeiros-Descendentes, 


- e um artigo do «Público» que contextualiza o anterior e a «Vida-Obra»


- foto daí reproduzida: «auto-retrato com o filho Miguel e a primeira mulher, Natália, em 1956»

segunda-feira, janeiro 24, 2022

Decisiva semana?

 - 10 horas; regresso da Av. G. R., após o Corte de Cab., na B. do sr. F., realizada pela Dona D. - «famosa Lisboeta» - o primeiro dispêndio (só 9 E), após cerca de 42, 43 anos, de idênticas operações... 
[«arruma a tesoura, General, arruma a tesoura...»]

- só um «motivo» para o resto da semana: «será desta» que a A. Reis se resolve»?  - entre Esperança e Certeza, espera-se tudo, como nas anteriores operações... - [telefonema de T. P., pelas 17, confirma...; agora, que o Processo (cerca de 2, 3 meses), não «emperre», como da ultima vez, em Outubro com os T. N. - que apelidos...]

- 16 horas: «zoomalhada» com o Princeso e o vizinho holandês (J. M., pois M. B. «não se mostrou»...) - o «costume», só mesmo o Princeso....

sábado, janeiro 22, 2022

M. O. B. : 100 anos

 - o artigo de hoje do «Público» - o centenário de uma escritora que “nasceu” há 90 anos - «reenviou» D. para os anos felizes do Mest.o, sobretudo para o «Ano Sabático»,  04-05, em que «andou às voltas» com «E. de S.» (1961) e «V. V. (2003)**...; («e o resto não se diz...»);

RECORTES:

[...] Mas se Maria Ondina Soares Fernandes Braga nasceu em 1922 – na tal casa de tectos altos, e um desses tectos, já o veremos, pode ter ajudado a traçar-lhe o destino –, já a escritora Maria Ondina Braga fez-se nascer a si própria exactamente dez anos mais tarde, no dia 13 de Janeiro de 1932. “Como outros escolheram um pseudónimo ou esculpiram um rosto onde voltar”, explicou ainda Luís Soares Barbosa, [...] Esta espécie de ficção literária, manteve-a Maria Ondina Braga com uma persistência notável e um sucesso quase desconcertante. O que só foi possível, claro, com o compromisso dos seus familiares, que mantiveram esta versão muito para lá da sua morte, em 2003.  [...]

NOTA, posterior (2024)

- durante o almoço, pela Páscoa de 2004, 5, o «primo», L. S. B. [filho do primo que a criou, após a morte do pai, pelos 10 anos de M. O. B....] manteve tal «versão ficcional» como «verdade empírica»....; convidado por aquele a visitar a «papelada», na altura, ainda em caixas, numa garagem de casa da família, em B., D. «declinou», e P. M. bem entendeu as suas razões (ainda crê em tal...); problemas já os tinha de sobra, para «não meter a pata na poça», quando tentava interpretar os eventos auto-ficcionados de Infância** («fugiu» dos da «juventude», claro...); o anterior, a tal «operação literária bem sucedida» ou original de DUPLICAÇÃO a 10 anos, Intervalo Fixo, daria outra TESE, claro [....«e o resto não se diz»]

domingo, janeiro 02, 2022

Leonor Xavier - «ABG» + [...]

 Leonor Xavier [...]: 

- republicação da «Autobiografia» («sumária», página final do «JL») que escreveu para o «JL», n.º  1029, em Março de 2010, ora na «Visão» - RECORTES:

[...] sou portuguesa em Portugal e brasileira no Brasil, tenho duas nacionalidades, dois passaportes, um bilhete de identidade e uma carteira e identidade, [...] na subtileza das minúsculas diferenças das designações, aqui e lá a língua portuguesa navega em duas pátrias faladas. [...]
Não me levo a sério, não falo de obra feita, não acredito na importância das funções, dos cargos ou dos títulos, [...] Eu bem conheço a doçura de certos dias de Lisboa, a nitidez das cores, a transparência do ar, em contraste com a brutalidade extrema da natureza no Rio de Janeiro, o sol violento de doer ou a chuva que paralisa a cidade, [...]
Assim introduzida, volto ao princípio da história, dizendo que nasci em Lisboa no mês de Junho de 1943. [...]

- artigo, de H. Vasconcelos, a 13 de Dez., no «Ípsilon»

sábado, dezembro 04, 2021

o amor à HIstória

 - pelas 13, reencontro com o VIZ. (do GALH.) que persiste em ser Mestre de HIST.; «profissionalizado» há muito, com 36 e Calvo, disse «estar este ano em Alcântara, no Dona Amélia, «só» com 8 Blocos e com esperanças de, daqui a um ano, entrar, finalmente, na Carreira» [...];

- quando é que ISTO «inverte»? 

quarta-feira, dezembro 01, 2021

«ADN» («uma questão de») + Saramago: «... arranjar forças .. no dedo grande do pé»

- pais, mães, filhos, filhas, netos, netas, irmãos, irmãs... em cada programa, «um PAR» - são muitos em arquivo, R. só deu pelo programa da TSF agora, no dedicado aos «Gémeos J. + J.»... [na foto, copiada da «página» da TSF]  [entrevistas conduzidas por Teresa Dias Mendes]



 "então vais ter de arranjar forças, nem que seja no dedo grande do pé" - foi a conhecida frase de Saramago para a filha Violante, presa, na época do «PREC», em Caxias, após ter recusado pagar a Caução [...]; no programa «respectivo»

sábado, novembro 27, 2021

1967 (as cheias de)

 - em finais de Novembro de 1967, D. acabara de completar 12 anos; lembra-se «razoavelmente» das cheias e das «movimentações estudantis», ora documentadas na «plataforma   «110 anos,110objectos, «O Solidariedade Estudantil»,  do Técnico 


sexta-feira, novembro 26, 2021

Frida: «voltar às pinturas, deixar o melodrama»

 - nova edição da «Taschen» sobre Frida: dossiê do «Ípsilon», com entrevista a historiador de Arte**, e autor da mesma, ilustrada com vários dos AR.s de Frida e fotografias


Diego Rivera observa Frida Kahlo a pintar Auto-Retrato (na fronteira entre o México e os EUA) no Detroit Institute of Arts, 1932, fotografada por W. J. Stettler  [Spencer Throckmorton]

Recorte «titular»:  O novo catálogo raisonné da editora alemã Taschen sobre a artista mexicana é uma obra monumental. Não só por causa do seu formato XXL, mas porque se propõe resgatar a obra da pintora mais famosa do mundo de todo o marketing que a tem ofuscado. É preciso voltar a olhar para as 151 pinturas que Frida Kahlo produziu e pôr o melodrama em segundo plano, diz o historiador de arte mexicano Luis-Martín Lozano**.

segunda-feira, novembro 22, 2021

«Ah, o prazer de ir à estante»... E «acumular, para quê»? Quanto ao «desacumular»....

 - ah, o prazer de ir à Estante e, «extraída» a Lombada, relembrar «o Quando, e o Como»... e o «Porquê» da Entrada do «Maleável Objecto» [...]

- em movimento ou direcção oposta, o «acumular»-, [caso Extremo AQUI] -  para quê? - para essa questão, permanente em D., foi este «(RE)direccionado» pela Crónica de M. E. C., «O fio condutor» - particularmente «Lúcida» - RECORTE da mesma:

[...] Olha-se para a biblioteca e, por muito interessantes que sejam este e aquele livro individualmente, é a reunião daqueles livros todos, díspares e desligados, que é mais interessante ainda: porque só pode ter sido feita por aquela pessoa.
E eis que vem o pensamento triste, mais triste por ser verdadeiro: tudo aquilo deixa de fazer sentido, como colecção única de coisas que só uma alma humana pode juntar, quando desaparece a pessoa a que pertencia.
Nenhuma das alegrias posteriores a quantidade de pessoas para quem cada livro ou coisa se torna depois um novo amor, uma viagem a começar como se fosse do princípio pode compensar a tristeza dessa segunda morte. [...] 

- [final de Outubro de 23] Quanto ao «desacumular»...., após cerca de um ano a «apagar» «toneladas» de materiais - sobretudo os da FAC e os dos 30 e «picos» anos de Qd.os... - a maioria vertidos sobre a «sôfrega» Mesa das Trocas da E. do Paraíso - num destes dias, R, referiu a alguém que fora «um processo sem dó nem piedade»; acrescentou que, «do que vai lendo, só fica com uma pequena parte» [tb. a »BiblioPenha» beneficia...] e que «tentará não deixar o que o(s), as, herdeiro(as) deitarão  fora , provavelmente» [...]

Well...

terça-feira, novembro 16, 2021

A. C. R.: «diz que quer ser Mestre»

 - cerca das 13 e 45;

- estava à porta da sala de D.os de T.a, com Mestre H. C., cujo 1.º ano foi «Contentorial», 0910 [...]

- por trás da Máscara, uma Barba, um sorriso que parecia «não duvidar de que iria ser reconhecido à 1.ª»; não (o) foi,...; só com alguma dificuldade, e ao longo do resto da tarde, foram surgindo «imagens» desse então «complicado» (no mínimo...) Qd.o de 1.º Bloco em 0910 (com D. em «D.d. T.») e de CER, no 1.º da Nova E. do P.;

 - agora, diz que está a começar como Mestre; «quem se atreveria» a colocar tal hipótese então, agora?

quinta-feira, novembro 04, 2021

T. A.

 - ontem, M. N., entre patamares da Escada do fundo, deu a notícia a D: «a opção de parar com os tratamentos»; «o desejo de que só fosse comunicado a alguns [...]»;

- hoje, D. aproximou-se de L. M., que lhe confirmou «que fazia hoje um mês»; lhe falou da «zanga com a E. do Paraíso»...; que «a acompanhara nos derradeiros três meses ...»; e D. , «abalado», viu uma PSI «abalada»...

- «e o resto não se diz»

- nos dias seguintes, troca de «E-M.s» com F. M. permitiu aceder a mais ref. sobre a Fotografia e a Poesia que T. A. «deixou»...

domingo, outubro 24, 2021

O teste

 - 6 horas; (2.º) desligar da «APN» - o 1.º fora às 2...;

Sala de aula, em teste; D. começa a ler o Enunciado, mas o texto desparece; em seu lugar um «quadrado espelhado» com letras e números, um Código;
- [do lago, colega]:  «inseres no computador e resolves aí, directamente»;
- D: «e aparece uma daquelas Telas em Serpente, que se enrola e desenrola?»
- [...]:«não brinques, vais ver que é bem melhor...»
- havia que tirar o PORT. da mala...

quarta-feira, setembro 29, 2021

Clandestinas, as Meninas... - Mário de Carvalho

 No mais recente livro de M. de C., são apresentadas 96 curtas evocações autobiográficas (e de extensão semelhante), sem ordenação cronológica.

Recortes do texto n.º 39 («A minha escola primária»):

Nunca percebi porque é que a minha mãe não me deixou ir para a escola da Câmara. Quando passávamos pela Penha de França, via sempre aquele recanto esverdeado cheio de moçada alegre, jogos de eixo, bolas de trapo, algazarra e apetecia-me andar por lá.

Mas a minha mãe não apreciava. [...] De maneira que lá fui parar a uma escola particular, dita «externato», que era pontificada por três manas, todas professoras. [...] Carteiras duplas, quadro preto, secretária, meninos e meninas, e eu logo na segunda classe porque já trazia de casa o ler e o escrever. As meninas estavam ali clandestinamente. Era proibido. O ensino não era misto. Sempre que surgia uma hipótese de fiscalização, alguém estranho, um capitão da tropa que lá ia representar a Mocidade Portuguesa, elas eram arrumadas, pela porta do fundo, na divisão ao lado, por acaso o quarto de dormir duma das professoras. [...]

 Mário de Carvalho, De maneira que é claro…, Porto Editora, 2021 (setembro), pp. 86-87


quinta-feira, setembro 23, 2021

Almada (Retrato)

 - Almada, a 7 de Abril de 07, completou 14 anos..: 

José de Almada Negreiros [1907]
p&b; 15 × 10,4 cm
Com uma dedicatória ao avô, no verso: «Lembrança afetuosa de seu neto muito amigo 6-iv-7 José».
ANSA-F-9  - DAQUI


domingo, setembro 19, 2021

Rua Casal do Salema + Casal do Carrapito + «longínquas Raízes»...

 - no final do «Circuito», J. comentava que «os antigos sabiam fazer as coisas»; isto, porque as suas deduções foram ajudando as imagens da prima A. (a mais velha dos primos, com 73...), muito dificultadas pelo mato que tudo cobre; 

- quanto a D., lembrava-se de 2 ou 3 esbatidas imagens, de alguma visita, em criança, com o Pai Velho, de uma grande subida, após a qual havia um Moinho (está lá a ruína dele...), um Areeiro e, após este, uma Horta; - mais acima, em terreno de «outro primo», a Ruína da Casa dos bisavós, referida por A. [...]

- podia estar pior, visto que o que se pretende, o acesso às «extremas», está facilitado pelos elementos para que remete a frase acima de  J.;

- pois é, os anos foram passando [...] [«e o resto não se diz»]

sábado, setembro 11, 2021

«Reinadia» (miúda)

 - [última - de muitas viagens - antes do desligar, pelas 6 e 50]

- uma grande Sala com muitos comensais; vendo que uma MEN.a já ia para o café, quando todos os outros ainda iniciavam o repasto, aproximou-se e perguntou-lhe «se queria ler um livro»; face à positiva resposta, foi buscar um «molho» deles, que foi passando um a um, e olhando para a MEN.a, até encontrar o que lhe pareceu «adequado»...

- depois, aproximou-se uma ladina, risonha, comunicativa, com cerca de 4 anos, a quem disse que, «para ela, ia haver um livro especial»; sob a forma de Caixa, dele foi tirando envelopes com cartas; abriu o primeiro, de onde tirou a fina folha manuscrita, que abriu e entregou à Ladina, para que a segurasse cuidadosamente, com agradada resposta da mesma [...]

- aproximou-se a Mãe: «Olhe que ela é muito REINADIA»** 
[... tocou, desligou-se a MÁQ. APN...]
** [termo do avô J. R.?]

sexta-feira, agosto 13, 2021

o Rapaz Lírico

  - a General lá conseguiu levar o J. ao Chão Mat.o, ontem...; J. não iria lá há cerca de 7 anos... [8, cf. AQUI] ; terá vindo EUFórico, pelo relato que fez esta manhã, por Ph...; 
- «tens Homem», dirá D. à GEN., mais logo [...]

sábado, agosto 07, 2021

João da Mina (a história de)



Este tronco talhado em madeira holandesa, que serviu para acorrentar pessoas escravizadas no Brasil (c. 1600–1800) pertence à colecção do Rijksmuseum

- foi o artigo do Público, de hoje, que conduziu a esta e a outras ((9))histórias no Museu holandês, objecto(s)  de EXPOS. sobre 250 anos de ESCRAV.

sábado, julho 31, 2021

o vento: esse Grande Leitor

- Alameda, ontem, pelas 11 e...; afinal, o parque estava encerrado para [...]; facilmente M. o «trocou» por um sumo de laranja; sentados na ESP., quis ver, no jornal, o «medalhado Olímpico» (do judo, J. F.); 
- depois, foi «até ao Sol» e voltou; ventava, e voavam as folhas do jornal pousado na mesa; olhou-as e disse, «desprendida»:

«o vento lê o jornal muito depressa»

terça-feira, junho 22, 2021

Estacionar

 6 e 50: 3.º, e último, desligar da MÁQ. APN [...]

A General reservara de véspera. A localidade, com arvoredos, «lembrava» Sintra ou Monchique. D. levou o «RR» até ao Centro, e, por sorte, ocupou um lugar perto de 2 Vendedoras de Rua. 
Recalcitrava a General: «tens a Mania que és Rico...; tinhas ficado lá em baixo, lias e escrevias à vontade e depois vínhamos a pé...»;
- subindo a Escada para a Sala do REST., de algum nível, D. notou que vinha de camisola de alças (que, na Realidade, detesta...)

sábado, junho 19, 2021

Cinco maneiras de atrair candidatos à profissão...

  - quase de «saída», [talvez daqui a um ano....], D. há muito que verbaliza a vontade de «ter Tempo» para assistir à «inversão do Contexto» (...);

- tudo certo na Crónica de hoje de B. W., excepto referências aos «busílis»: o «desfalque» de cerca de 12 anos de «congelamento», mais as «repercussões futuras»... e o «provinciano desprezo TECNO pelo...»...; a «despudorada» ameaça de demissão do «Habilidoso C.», por «600 milhões em suaves prestações»...;

sexta-feira, junho 04, 2021

Que Nome vai ser o seu?

 - I. A., filha de D. A., a ainda jovem A. da «E. do Paraíso», em resposta humorada a Missiva de «D.de.T.» (do EX-el P. X... - reticências... «...e o resto não se diz...»), que só nomeara dois dos 4 Nomes da  Equipa VOC.al, «repontou» que «a Menina Reticências se nomeava Inês...»... (reticências...)
- «sinal que deixa tudo em aberto...», que melhor Nome para 2122, venha ou não a ser «Completo»; também desta vez, o «Nome veio ter com o Nomeado»...;
- Obrigado, I. A. [enviada localização do poema de Campos]

domingo, maio 30, 2021

Nomes e rostos...

 ... que faltava conhecer: os dos portugueses que «passaram» pelos Campos Nazis...

Ficha de Cândido Ferreira do campo de Buchenwald AROLSEN ARCHIVES

- no «P2» de hoje; [lido na ESPL. da Praça P. C..., pelas 9 e 30, enquanto era montada uma «pequena Feira»...]

- no dossiê interactivo, também no «Público»

sábado, abril 10, 2021

Bolo de Chocolate

 - antes ou depois do acordar das 5 e 30 [impossível «distinguir»]

 «Flash» A:

- a pé a caminho da «Expo», «rente» ao Paredão de Santa Apolónia, D. viu passar um carro; que fez «marcha atrás»; de lá saiu A. AZev., «grande mestre de H.da C. e das A.s, que, abrindo a bagageira, a «deu a ver» repleta de Embalagens de «leite de arroz, de aveia e outros», da marca Continente; tirou 4 delas; quando D. lhe perguntou a «origem», «deu de ombros» e abalou; D. encostou-as ao muro, esperando que «não lhas levassem e regressou a S. Paulo, para ir buscar o carro...;

«Flash» B:

- aí, o jovem cunhado F. E. (?) mostrou-lhe vários bolos de chocolate, «húmidos», «às camadas», e elogiou  a Arte doceira da Mana C. - muito mais jovem e de cabeça rapada - ; insistiu em cortar vários aos pedaços, colocando-os em 3 caixas de cartão, insistindo que «D. os levasse para os amigos»; e lá vai D., tentando equilibrar as caixas, de novo a pé, a caminho de Santa Apolónia...

sexta-feira, março 26, 2021

Oliveira (Maria Antónia e Rosa)

 - duas irmãs «da Literatura», cada uma por sua via, na(s) «Entrevista(s) Cruzada(s)», do «podcast» «Grandes Leitores» de hoje, 26 de Março, de Isabel Lucas - começa-se por Camilo... + «manias de leitura» + [...]; a partir do minuto 22.º..., Rosa [...]

-entrevista de Rosa ao «I-ON», a 31 de Maio

quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Manguel: o Menino, a Cave e a Ama

 - enquanto a Biblioteca não é instalada, Manguel «adapta-se» a Lisboa, a nova Morada; na longa evocação publicada no «Expresso», vai das referências AUTOB da Infância à história de vida da Ama, alemã, a «sugestões Literárias» e ao ensaio sobre o Motivo do Confinamento

Recortes do Excerto Inicial:

Ao longo deste confinamento em Lisboa (que certamente não será o último), {...] tenho passado muito tempo a pensar na mulher que me ensinou as primeiras línguas que aprendi: inglês e alemão. Esta mulher não era a minha mãe: era uma refugiada da Alemanha, contratada pelos meus pais como minha ama quando eu tinha apenas meses de idade. Chamava-se Ellin Slonitz e tinha fugido da Alemanha nazi com os seus pais, a sua irmã e o seu irmão, logo depois de a velha sinagoga de Estugarda ter sido incendiada durante a Noite de Cristal. [...]
        Nasci em Buenos Aires, mas, quando o meu pai foi nomeado embaixador em Israel, era eu ainda bebé, mudámo-nos para Telavive, para uma casa construída recentemente, [...]. Eu e a Ellin ficámos na cave: uma grande divisão cujas janelas eram quatro pequenos retângulos perto do teto, através dos quais eu via uma nesga de céu e a relva do jardim quadrado lá fora. As quatro palmeiras que havia no meio do relvado não se viam das minhas janelas, e eu experimentava sempre grande surpresa ao dar com elas, quando a Ellin me levava para brincar no jardim; parecia que estava à espera de que elas desaparecessem quando eu dormia. A redescoberta diária da presença das palmeiras reconfortava-me muito.
Uma vez (teria eu quatro ou cinco anos), enquanto construía um cenário para os meus brinquedos de chumbo e de latão (tinha uma coleção magnífica de animais da quinta e de animais selvagens), disse à Ellin — como de costume, ela estava sentada à sua mesa, a costurar na máquina elétrica — que o nosso quarto era demasiado grande apenas para nós os dois. Na cave estavam as nossas camas, três mesas, várias cadeiras de espaldar direito e desconfortáveis, uma poltrona estofada e um colossal guarda-fatos de madeira, com portas espelhadas que duplicavam o tamanho da divisão. ~
     Ein Werdender wird immer dankbar sein”, citou a Ellin. “O homem feito é mau de contentar,/ Mas os que crescem sempre gratos serão.” E contou-me a história de quando ficou confinada durante meses com a sua família, em Estugarda, num apartamento demasiado pequeno, porque o pai dela considerava demasiado perigoso saírem à rua, sendo judeus; [...]

«Expresso», 19 – 02 – 2021